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terça-feira, 28 de março de 2017
sábado, 4 de março de 2017
sexta-feira, 3 de março de 2017
Grandes batalhas forjam grandes homens - BRAVUS

Por Rodrigo Nascimento
Se caio a cada instante, na fé confiante farei com que Ele me levante” (Santa Elizabete da Trindade)
Para aqueles que lutam arduamente para se manterem longe do pecado, cada situação de queda traz à tona a impotência e frustração. É um misto de falta de esperança em nós mesmos e questionamento acerca da ação de Deus.
No que diz respeito a nós, nos enganamos em achar que, com nossas próprias forças, temos capacidade de permanecer puros. E a frustração está precisamente em nos depararmos com nossa limitação. A respeito de Deus, passamos a questionar se Ele, de fato, está realmente intervindo, com Sua graça, para que não mais pequemos ou se está nos deixando à nossa própria sorte.
Esses dois aspectos têm sua fonte na soberba, enraizada em nós como consequência do pecado original. No nosso íntimo, travamos uma batalha entre sermos totalmente dependentes de Deus e bastarmos a nós mesmos. Esse é o ponto central de nossa conversão, principalmente a nós, homens, que tendemos à independência e à autossuficiência.
Todavia, há situações que se nos apresentam que tiram completamente o controle das nossas mãos e nos violentam profundamente, colocando em xeque a nossa percepção de si e de nossa capacidade de intervir e solucionar.
São grandes batalhas. Podem se apresentar como pecados com os quais lutamos ao longo de anos — e frequentemente caímos, apesar do esforço —; enfermidades que implodem o frágil edifício da nossa inconsciência de que somos transitórios; situações adversas que nos “tiram o chão”. Nesses casos, porque Deus permite que isso ocorra?
"E tudo o que Ele quer, por muito mau que nos pareça, é, em verdade, muito bom” (São Thomas More).
Justamente, temos de contemplar as batalhas como providência de Deus para a nossa conversão e salvação.
Os metais preciosos são forjados no fogo, a altas temperaturas, e são completamente desfigurados e, depois, inseridos num molde e reconstruídos para uma finalidade específica. Esse calor intenso, não altera somente a forma, mas, sobretudo, as propriedades do metal, aumentando sua rigidez e durabilidade.
Tais batalhas podem, na graça, se tornar essa grande forja em que almas santas são remodeladas com uma única finalidade: romper-se em caridade ardente e completa, fundindo-se, para todo o sempre, com Deus. Isso desde que tenhamos nosso coração ancorado no céu; a pátria celeste deve ser sempre o horizonte.
Os tempos de luta permitem que nossa alma se fortaleça, aumentando a nossa esperança em Deus e descobrindo a nossa limitação. O esforço para ser melhor, tendo-se reconhecido os limites humanos e, por outro lado, abandonando-se à graça, é a grande fornalha que forma os guerreiros mais nobres, almas santas e virtuosas.
Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível. Assim, eu corro, mas não sem rumo certo. Dou golpes, mas não no ar. Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros” (I Cor 9,25-27).
A vida de oração é a porta de entrada através da qual nosso esforço encontra a graça. É um antídoto para a soberba e um alento para as quedas. É a arma essencial nessa batalha que perdura ao longo da vida. Batalha esta que nós, homens, devemos assumir com urgência.
Peçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo a virilidade necessária.
Fonte: Bravus, pela hombridade.
sábado, 21 de novembro de 2015
Sermão O Combate pela virtude da castidade - Padre Daniel Pinheiro IBP [Vídeo]
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sábado, 14 de novembro de 2015
O segredo para viver a castidade - Padre Paulo Ricardo
Todos os homens, segundo a vontade de Deus, são chamados à santidade e à plenitude do amor (cf. 1Ts 4, 3) [1]. Nem todos, porém, são obrigados a possuir atualmente um grau incomum de caridade, a dos perfeitos, pois embora devamos, cada um segundo suas possibilidades e preparação de espírito, afastar-nos de tudo quanto ofenda a Deus e viver habitualmente em estado de graça, a apenas alguns é dado alcançar, pela observância efetiva dos três conselhos evangélicos, uma perfeição de super-rogação, "que se dá quando nos unimos a Deus excedendo o nosso estado e apartando o coração de todos os bens temporais" [2]. Tendo, pois, em vista que o sacerdote secular, por força de sua ordenação e ministério, deve tender a tal grau de perfeição e configuração a Nosso Senhor Jesus Cristo [3], queremos abordar na Direção Espiritual de hoje os meios práticos para se viver a talvez mais singela e delicada das virtudes [4] que ornam a alma sacerdotal: a castidade, pela qual nos associamos à pureza dos anjos e à plena entrega de Cristo à Igreja.
Malgrado se dirijam sobretudo aos que vêm se preparando para as sagradas ordens, as orientações e diretivas aqui apresentadas podem aplicar-se também às noviças e a todos os católicos—solteiros ou casados—, que, como no-lo exige a moral cristã, têm de viver a sua sexualidade de forma madura e integrada, guardando-se a si próprios como templos do Espírito Santo (cf. 1Co 6, 19) e dons preciosos para um futuro casamento. Esperamos assim que estes pequenos conselhos, livres de especulações demasiado teológicas, sirvam tanto a seminaristas e jovens sacerdotes empenhados em viver generosamente sua vocação quanto aos casais católicos, cuja vida matrimonial às vezes lhes exige períodos mais ou menos longos de abstinência sexual [5].
II. Algumas orientações práticas
A manualística tradicional costuma enumerar uma série de meios ou, para usar uma expressão corrente, remédios contra a concupiscência, isto é, o apetite desordenado por prazeres, quer digam respeito à alimentação (gula), quer às propriedades genésicas do corpo (luxúria). Mortificação ativa, combate à ociosidade, fuga das ocasiões de pecado, meditação dos castigos eternos, devoção à Santíssima Virgem são, dentre outras tantas, as armas que os autores mais comprovados e fiéis à espiritualidade católica nos indicam e sugerem [6]. Queremos, contudo, apresentar dois recursos fundamentais que, embora nem sempre mencionados pelos tratados de ascética, demonstram como o caminho para se conservar e fortalecer a castidade é, na verdade, bastante simples e eficaz, se tivermos aquela "decidida determinação" dos que desejam pertencer total e indivisamente a Deus [7].
1. Mudar nossa visão de homem. — A primeira grande dificuldade com que deparamos ao longo desse percurso deriva, em parte, da mentalidade que os media, o cinema e os programas televisivos têm ajudado a construir; trata-se, com efeito, de uma concepção incompleta e unilateral de "homem", reduzido à esfera da animalidade e restrito às urgências mesquinhas e egoístas de um suposto "instinto sexual" a que se deve dar vazão a todo e qualquer custo. Acostumamo-nos, pois, a ver no homem casto um tipo de "doente", um apático assexual ou alguém efeminado, "mal resolvido". Até mesmo entre os jovens, cuja insegurança e falta de bons modelos paternos talvez expliquem o fenômeno, vive-se um certo preconceito em relação à figura do "virgem": aquele rapaz que não teve ainda sua primeira "experiência sexual" seja por timidez, seja por valores morais os quais receia sejam conhecidos dos colegas. Antes sinal de inocência e pureza espiritual, nestes nossos dias a virgindade tornou-se para muitos jovens, meninos e meninas, motivo de vergonha e de chacota.
Daí a necessidade de retificarmos nossa visão de homem. De fato, todos os cristãos, revestidos de Cristo pelo Batismo (cf. Gl 3, 27), são chamados a "orientar a sua afetividade na castidade" [8] segundo as circunstâncias particulares em que o Senhor os colocou. Por isso, o primeiro e principal modelo de vida para todos os fiéis deve ser o próprio Jesus Cristo, de cuja fidelidade e entrega total ao Pai temos de participar e nos tornar sinais vivos e visíveis. Também os grandes santos celibatários não só podem como devem ser para nós exemplo e inspiração de pureza: São José, esposo castíssimo de Nossa Senhora e pai nutrício de Jesus; São João Maria Vianney, o cura d'Ars e padroeiro dos sacerdotes; São Felipe Néri, o santo da alegria; São Pio de Pietrelcina, presbítero e confessor—eis aí varões que deixaram gravados na história exemplos de verdadeira hombridade e de uma profunda e bem vivida castidade por amor ao Reino dos Céus e às almas. São lírios cuja alvura, "que até os mais pequenino inseto mancha e desfeia" [9], folgaríamos de poder imitar.
A sexualidade destes homens fora a tal ponto ordenada a Deus, que é de todo impossível imaginá-los sexualmente excitados. Não porque fossem, como hoje se diz, "impotentes" ou "reprimidos", mas porque os seus corações abrasavam-se por um amor maior: um amor tão ardente a Deus e à Igreja, que em seus peitos não havia lugar para nenhuma solicitação da carne, para nenhuma armadilha da sensualidade. A imagem destes santos, que na mais absoluta continência e renúncia aos gozos do mundo foram afetivamente maduros e perfeitamente livres, contrasta de modo flagrante com a triste figura do astro pornô, do "predador de mulheres", de um homem, enfim, cuja alma, de tão saturada que está de sexo e prazer, vai-se incapacitando dia a dia para atos genuínos de amor autêntico, sincero, generoso.
Esse, portanto, é o primeiro passo a dar: formar uma visão correta e sóbria de homem e masculinidade. Feito isto, poderemos com constância e paciência evangelizar o nosso "inconsciente" rebelde que, devido à herança do pecado, quer a toda hora nos convencer de que não fazer sexo é sinônimo de fracasso. Leiamos e meditemos a vida dos santos, que resplandecem no céu da Igreja e nos ensinam como o homem deve portar-se diante do Pai.
2. Combater os maus pensamentos. — Quando houvermos definido que tipo de homem queremos ser, teremos, é óbvio, de recorrer aos meios conducentes à realização deste ideal. A segunda precaução que devemos tomar nesta luta, portanto, consiste em evitarmos toda e qualquer forma de pecado sexual, quer o ato nos pareça ou não grave. Como nos lembra o ensinamento tradicional dos teólogos a este respeito, deve-se ter sempre presente que no campo da sexualidade não existe parvidade de matéria [10]: um olhar, uma palavra, um toque, o consentimento o mais breve possível a um pensamento impudico por si só já constitui um pecado tão grave e desordenado quanto o próprio ato sexual pecaminoso. "Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso", diz Nosso Senhor, "já cometeu adultério com ela em seu coração" (Mt 5, 27-28). Ao comprar a simples cobiça carnal (um pecado à primeira vista sem tanta importância) ao adultério (talvez o pecado de que mais sofram as famílias e a sociedade de hoje), foi Deus mesmo quem nos revelou o grande cuidado que devemos ter nesta área.
Sem nos impor nenhum fardo, com este ensinamento Jesus traz ao homem uma grande liberdade e segurança, porque sinaliza que o caminho para a verdadeira pureza exige um esforço, por assim dizer, pequenino: combater os maus pensamentos no momento mesmo em que despontam na imaginação. Temos, pois, de os cortar pela raiz, impedindo-os de crescer e se agigantar. Daí se percebe que, além de evitar as ocasiões, um dos melhores remédios contra a luxúria é reagir pronta e imediatamente às sugestões da carne. Peçamos a Deus um espírito resoluto e determinado a evitar que o mais singelo, ligeiro e "inocente" pensamento se desenrole e desencadeie um processo fisiológico de excitação que, então sim, demandará de nós forças muito maiores, uma luta decerto mais intensa e ferina (algo de todo evitável se nos houvéssemos precavido desde o começo). Donde também se depreende a urgência com que se deve procurar um confessor caso se tenha consentido e regozijado já nestes primeiros assaltos. Feliz aquele que os esmagar contra a rocha ainda nenéns (cf. Sl 137 [136], 9), incapazes de produzir maiores males!
Há no entanto algumas pessoas cujo pecado não é gerado aos poucos, de tentação em tentação, de imagem em imagem; mas que, ao contrário, partem diretamente para consumar o ato. São como que impelidas a pecar num movimento irresistível, impetuoso. Nestes casos, o problema concentra-se não tanto na parte concupiscível da alma quanto na irascível; tais pessoas não padecem, a rigor, de um problema de luxúria em sentido estrito. Para elas, o gozo sexual serve antes de pretexto ou válvula de escape, uma forma de sublimar venereamente todo um feixe denso de frustrações, de tristezas ou desânimos. Quase sempre incapazes de suportar com alegria as cruzes cotidianas, as almas com este perfil expressam por meio de uma sexualidade desgovernada e não raro violenta toda a sua amargura e o seu desgosto. Por isso, deve-se-lhes ensinar o sentido e o valor do sofrimento cristão. Lembremo-nos de que todo ato sexual desregrado supõe, no fundo, uma certa disposição ao egoísmo e uma indisposição a amar verdadeiramente. Ora, sabemos que é pelo sofrimento que Deus prova e faz crescer o nosso amor por Ele e pelos demais. Se o celibato, com efeito, é um caminho de amor e de renúncia (cf. Lc 9, 23), as dores e os sofrimentos que o acompanham devem também ser acolhidos e aceitos com amor e generosidade.
A terapia espiritual mais eficaz para quem sofre deste problema será o exercício da paciência. Além de considerar os excelentes efeitos do sofrimento (reparação dos pecados e santificação da alma), pode-se crescer na vivência alegre e cristã das agruras diárias (a) pelo cumprimento fiel e pontual de todos os nossos deveres, apesar dos inconvenientes ou chateações que eles porventura nos causem; (b) pela aceitação resignada das cruzes que o Senhor nos envia; (c) pela prática sóbria e sensata de algumas mortificações voluntárias, que um diretor espiritual saberá recomendar e orientar; (d) pela preferência esforçada e habitual da dor ao prazer nas várias situações do dia [11].
III. Por que o celibato, afinal?
Antes de encerrarmos esta Direção Espiritual, gostaríamos de acenar à razão fundamental que dá sentido e peso a tudo quanto dissemos aqui. Aos olhos do mundo, o celibato é um contrassenso; renunciar ao mais natural e irresistível dos prazeres, uma loucura. Deus porém "ama a magnanimidade dos que, de uma só vez, dão tudo." [12] Ele nos chama, pois, a seguir o Seu santo e imaculado Cordeiro aonde quer que vá (cf. Ap 14, 4), não só na integridade do espírito como também na da carne [13]. A radicalidade do entregar tudo por amor a Cristo, do fazer de si uma oblação agradável a Deus, deve ser vivida não como imposição de uma instituição "castradora", como um fardo disciplinar que muito a contragosto nos vemos obrigados a arrastar pela vida. Trata-se, ao contrário, de uma escolha fundamental pelo amor, e por um amor que se abraça livremente, porque se deseja corresponder ao Amor de Quem nos amou primeiro. O ideal que nos deve inspirar neste caminho de entrega e renúncia não deve ser outro senão aquela altíssima dignidade a que Deus nos quer elevar: ser santo! fazer da própria vida e do próprio corpo uma "homenagem voluntária da criatura ao seu Deus"! [14] Escolher a castidade é, pois, um ato de sincero amor, "não na sua expressão sentimental e afetiva, mas no que nele há de mais verdadeiro, de mais profundo, de mais operoso, na doação completa e absoluta de si mesmo" [15].
Recomendação
A.V. 48: «Virgindade e Espiritualidade», de 9 mai. 2013.
R. C. 145: «Qual é a origem do celibato sacerdotal?», de 7 dez. 2012.
R. C. 145: «Qual é a origem do celibato sacerdotal?», de 7 dez. 2012.
Referências
Cf. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática "Lumen Gentium", de 21 nov. 1964, n. 39 (AAS57 [1965] 44; DS 4165).
Santo Tomás de Aquino, Super Philipenses, c. 3, l. 2; Sum. Th. II-II, q. 184, a. 2, ad 3. V. também R. Garrigou-Lagrange, La Santificación del Sacerdote. Trad. esp. de Generoso Gutiérrez. 2.ª ed., Madrid: Patmos, 1956, p. 59.
Id., pp. 89-100.
Cf. Santo Tomás de Aquino, Sum. Th. II-II, q. 151, a. 1, resp.
Cf. Paulo VI, Carta Encíclica "Humanæ Vitæ", de 25 jul. 1968, n. 21 (AAS 60 [1968] 496); São João Paulo II, Teologia do Corpo: O Amor Humano no Plano Divino. Trad. port. de José E. C. de Barros Carneiro. São Paulo: Ecclesiæ, 2014, p. 581, n. 1; Conselho Pontifício para a Família,Sexualidade Humana: Verdade e Significado. 7.ª ed., São Paulo: Paulinas (col. "A Voz do Papa", vol. 148), 2009, pp. 24-26, nn. 20-21.
V., e. g., Antonio R. Marin, Teologia de la Perfeccion Cristiana. 4.ª ed., Madrid: BAC, 1962, pp. 333-337, n. 180; J. Ribet, L'Ascétique Chrétienne. 6.ª ed., Paris: Ancienne Librarie Poussielgue, J. de Girdod (ed.), 1913, pp. 126-132. Cf. Catecismo da Igreja Católica (CIC), 2340.
Cf. Santa Teresa d'Ávila, Caminho de Perfeição, c. XXI, n. 2. In: Escritos de Teresa de Ávila. Trad. port. de Adail U. Sobral et al. São Paulo: Loyola, 2001, p. 363.
CIC, 2348.
Francisco Spirago, Catecismo Católico Popular. Trad. port. de Artur Bivar. 3.ª ed., Lisboa: União Gráfica, 1938, vol. 2, p. 453.
Cf. Resposta do S. Ofício, de 11. fev. 1661 (DS 2013): "Dado que nas coisas que se referem ao sexo nunca há levidade da matéria (parvitas materiæ) [...]"; Petrus Dens, Theologia ad Usum Seminariorum. Mechliniæ, typis P.-J. Hanicq, 1828, vol. 1, p. 406.
Cf. Antonio R. Marin, op. cit., pp. 342-346, n. 183.
Pe. Leonel Franca, "O Primeiro Passo no Caminho da Santidade", in: Alocuções e Artigos(Obras Completas, vol. 5, t. 2). Rio de Janeiro: Agir, 1954, p. 423 (grifo nosso).
Cf. Santo Tomás de Aquino, Sum. Th. II-II, q. 152, a. 5, ad 3.
Pe. Leonel Franca, op. cit., p. 420.
Id., ibid.
Santo Tomás de Aquino, Super Philipenses, c. 3, l. 2; Sum. Th. II-II, q. 184, a. 2, ad 3. V. também R. Garrigou-Lagrange, La Santificación del Sacerdote. Trad. esp. de Generoso Gutiérrez. 2.ª ed., Madrid: Patmos, 1956, p. 59.
Id., pp. 89-100.
Cf. Santo Tomás de Aquino, Sum. Th. II-II, q. 151, a. 1, resp.
Cf. Paulo VI, Carta Encíclica "Humanæ Vitæ", de 25 jul. 1968, n. 21 (AAS 60 [1968] 496); São João Paulo II, Teologia do Corpo: O Amor Humano no Plano Divino. Trad. port. de José E. C. de Barros Carneiro. São Paulo: Ecclesiæ, 2014, p. 581, n. 1; Conselho Pontifício para a Família,Sexualidade Humana: Verdade e Significado. 7.ª ed., São Paulo: Paulinas (col. "A Voz do Papa", vol. 148), 2009, pp. 24-26, nn. 20-21.
V., e. g., Antonio R. Marin, Teologia de la Perfeccion Cristiana. 4.ª ed., Madrid: BAC, 1962, pp. 333-337, n. 180; J. Ribet, L'Ascétique Chrétienne. 6.ª ed., Paris: Ancienne Librarie Poussielgue, J. de Girdod (ed.), 1913, pp. 126-132. Cf. Catecismo da Igreja Católica (CIC), 2340.
Cf. Santa Teresa d'Ávila, Caminho de Perfeição, c. XXI, n. 2. In: Escritos de Teresa de Ávila. Trad. port. de Adail U. Sobral et al. São Paulo: Loyola, 2001, p. 363.
CIC, 2348.
Francisco Spirago, Catecismo Católico Popular. Trad. port. de Artur Bivar. 3.ª ed., Lisboa: União Gráfica, 1938, vol. 2, p. 453.
Cf. Resposta do S. Ofício, de 11. fev. 1661 (DS 2013): "Dado que nas coisas que se referem ao sexo nunca há levidade da matéria (parvitas materiæ) [...]"; Petrus Dens, Theologia ad Usum Seminariorum. Mechliniæ, typis P.-J. Hanicq, 1828, vol. 1, p. 406.
Cf. Antonio R. Marin, op. cit., pp. 342-346, n. 183.
Pe. Leonel Franca, "O Primeiro Passo no Caminho da Santidade", in: Alocuções e Artigos(Obras Completas, vol. 5, t. 2). Rio de Janeiro: Agir, 1954, p. 423 (grifo nosso).
Cf. Santo Tomás de Aquino, Sum. Th. II-II, q. 152, a. 5, ad 3.
Pe. Leonel Franca, op. cit., p. 420.
Id., ibid.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
A devoção mariana de São Luís Orione
A presença de Nossa Senhora, a Santa Madonna, como Dom Orione carinhosamente a chamava, iluminou suas horas de alegria, foi um bálsamo e conforto para as feridas do seu coração e de seu contexto. Ele consagrou toda a sua vida a difundir a devoção a ela, introduzindo suavemente o amor a Maria em seu coração e nos corações daqueles que dele se aproximavam. Recomendava aos jovens que rezassem pelo menos uma Ave-Maria, ao iniciar qualquer atividade mais importante, de manhã ao acordar e de noite ao se deitar, e, sobretudo, quando fossem se confessar. Quando alguém vinha falar com ele, contando alguma situação difícil e aparentemente sem saída, ele atalhava logo com a frase: “ajoelhe-se, vamos rezar uma Ave-Maria e Você vai ver como tudo vai se resolver bem depressa”. E fosse quem fosse conquistado pela força serena do coração de Dom Orione, rezava junto com ele a Ave-Maria, e a tempestade passava.
Dom Orione costumava dizer que um pouco de devoção a Nossa Senhora sempre existe, mesmo nos corações afastados de Deus. E apontava o poeta Carducci, conhecido por todos como ímpio e sem fé e que publicou blasfêmias e escritos vulgares contra Deus e a Igreja, mas que teve para com Nossa Senhora sentimentos e expressões de delicada poesia.
Por isso, com toda tranqüilidade, convidava as pessoas a invocarem Nossa Senhora, mesmo em ambientes nada devotos, onde se reunissem pessoas de condições variadas e personagens das mais diferentes qualificações. Foi assim, em Novi, na sala de reuniões da administração municipal, onde se encontravam altos funcionários e Dom Orione, para a assinatura do contrato de aluguel do colégio San Giorgio. Era um momento solene, recorda o Pe. Piccinini, Dom Orione se levantou, preparava-se para pôr sua assinatura, mas dirigiu-se antes às autoridades presentes, dizendo: “Sou um pobre padre, um trapo nas mãos de Deus, incapaz de fazer coisa alguma, sem a ajuda de Deus. Permiti que eu invocasse a ajuda de Nossa Senhora das Dores, a Padroeira da vossa cidade, antes de assinar este termo de compromisso; os vossos antecessores puseram as chaves de prata da vossa cidade nas mãos dela”. E, dizendo isso, começou a Ave-Maria; todos, contagiados pela devoção de Dom Orione, se levantaram e acompanharam a reza. Só então Dom Orione acrescentou: “Agora, sim!” E assinou tranquilamente o compromisso de pagamento.
Várias imagens de Nossa Senhora se conservam nas casas da Congregação e recordam momentos difíceis de nossa caminhada. Uma delas é a pequena imagem da Imaculada Conceição, aquela em cujas mãos Dom Orione colocou as chaves do primeiro Oratório, fechado por ordens superiores. Outra é a imagem de madeira, representando Nossa Senhora da Divina Providência, famosa por ter sido salva das chamas de um incêndio, pelo próprio Dom Orione, que nessa ocasião, sofreu queimaduras nos braços.
Não será possível recordar todas as muitas manifestações de piedade mariana do Fundador. Dom Orione foi um promotor de romarias a muitos santuários marianos, especialmente ao santuário de Nossa Senhora da Guarda no Monte Ficogna, em Genova, aos santuários de Caravaggio, de Loreto, de Genazano, de Nossa Senhora Auxiliadora em Turim e de Nossa Senhora do Rosário em Pompéia.
Sobre Nossa Senhora ele falava sempre em suas pregações e o seu conselho mais repetido era: “Ave, Maria e avante!”
Com o passar dos anos sua devoção se tornou mais rica de conteúdos e de iniciativas, sem perder nada da simplicidade e fragrância primitiva.
Desde os tempos da infância e de quando era ainda seminarista, ele costumava levar os meninos e alunos ao Monte Spineto, onde havia um santuário dedicado a Nossa Senhora. Cada passo da subida exprimia a ascensão de seu espírito em direção às alturas da fé, tanto quando acompanhava multidões no meio de cânticos, tochas e velas, como quando subia sozinho, recolhido em piedoso silêncio, recordando as estações da Via Sacra.
Mais tarde, depois de ordenado padre, por ocasião de peregrinações tradicionais, a presença de Dom Orione era certeza de grande participação popular e de explosões de fervor. Ele sabia incentivar os sentimentos até o entusiasmo e sabia provocar os espaços de silêncio, de meditação e de recolhimento interior.
E quando todos tivessem chegado ao santuário, Dom Orione organizava os atos de devoção e, muito especialmente cuidava de predispor os fiéis à participação nos sacramentos da confissão e da comunhão.
Nos anos tristes da primeira guerra mundial Dom Orione passou a cuidar das celebrações dos domingos e dias de novena e na capelinha do bairro de São Bernardino na periferia de Tortona. La quase sozinho, ou acompanhado de um único coroinha; seus clérigos, quase todos, tinham sido convocados pelo exército. Tocava os sinos e apareciam algumas poucas mulheres, na maioria, lavadeiras; chegavam também crianças. Rezavam o terço, havia pregação e, conforme o dia, algum tipo de celebração. O ambiente de periferia era pesado; havia anarquistas, socialistas exaltados, anticlericais e Dom Orione não deixou de enfrentar provocações e de receber injúrias e algumas pedradas.
Ele, no entanto, perseverou. Havia acendido ali, com a ajuda de Nossa Senhora, uma pequena luz e esperava vê-la crescer, quem sabe, até se tornar um grande farol de fé e de devoção mariana.
Entretanto, convidava aquele pequeno grupo de mulheres e crianças a rezar pelos parentes nas frontes de batalha e, sobretudo, pela paz.
No dia 29 de agosto de 1918 Dom Orione, acompanhando o grupo dos seus fiéis daquela capelinha, colocou diante do altar um quadro com os nomes dos combatentes de São Bernardino, rezaram pela paz e, em nome do povo do bairro, fizeram um voto de erigir ali um grande e belo santuário em honra de Nossa Senhora da Guarda, pedindo que a guerra terminasse quanto antes.
Um ano depois, a guerra já terminara e organizaram a primeira procissão de Nossa Senhora da Guarda. O número de devotos na procissão foi grande e, a capelinha não bastava mais para tantos fiéis que vinham às celebrações.
E, 1926, o Cardeal Carlos Perosi veio a São Bernardino benzer a primeira pedra do santuário a ser ali erigido. Iniciou-se a construção e o santuário com suas doze colunas de mármore foi-se erguendo majestoso.
Comemorando o XV aniversário do Concílio de Éfeso, no dia 29 de agosto de 1931, o santuário de Nossa Senhora da Guarda foi abençoado pelo Bispo de Tortona, Dom Grassi. Dom Orione, quis honrar a data com o lançamento da Revista bimestral Mater Dei, rica de ilustrações e artigos de grandes Teólogos, que teve ampla difusão em toda a Itália.
Dom Orione, lançava seguidamente iniciativas que polarizavam os devotos em torno do santuário de Nossa Senhora. A mais famosa foi a Campanha das panelas velhas, que se desenvolveu em Tortona e em muitas cidades da região; amontoaram-se as velhas panelas de cobre, com a promessa de fazer com todas as toneladas daquele cobre a grande imagem de Nossa Senhora que, no alto da torre ainda a ser construída, haveria de triunfar diante de todos os olhos da população local e dos milhares de passantes diários a viajarem pela Via Emília entre Genova e Milão e cidades intermediárias. A estátua colossal, com 14 metros de altura, somente em 1958, dezoito anos depois da morte de Dom Orione, pôde ser colocada no alto da torre, abençoada pelo Cardeal Siri e na presença do Cardeal Ângelo Roncalli, que dois meses depois se tornou o Papa João XXIII.
Outra iniciativa de Dom Orione, daqueles dias, foi a realização do Presépio vivo, que tomou conta da cidade e atraiu toda a população da cidade e das regiões vizinhas.
O Santuário de Nossa Senhora da Guarda de Tortona tornou-se um centro dinâmico e um propulsor da devoção a Nossa Senhora. Cuja festa é celebrada no dia 29 de agosto, e especialmente a gloriosa procissão mariana, tornou-se uma atração para muitos devotos de Nossa Senhora na Itália e para orionitas de todo o mundo.
Pe. Renato Scano - fdp
cl. Osvaldir Ribeiro Mendes - fdp
Fonte: Site dos Orionitas
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Questionário sobre a luta pela castidade - Pe. Francisco Faus
─ Encaro a castidade que Deus nos pede, como uma virtude pela qual vale a pena esforçar-se – com fortaleza e otimismo – , e procurar que cresça e ganhe cada vez mais pureza e delicadeza?
─ Compreendo que dizer que “é quase impossível superar esse tipo de pecados”, enquanto nos colocamos na boca do lobo e fazemos equilíbrios na corda bamba da tentação, é uma justificativa que não justifica nada?
─ “Fujo” das ocasiões, ou brinco com fogo, dando razão ao provérbio que diz que “o homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra”, simplesmente porque não a evita?
─ Será que me convenço a mim mesmo, quando digo que não acontece nada por assistir a filmes pornográficos na televisão, ou por vasculhar por curiosidade tudo quanto é material do mesmo tipo na Internet e nas outras redes?
─ Peço a Deus que me ajude a me livrar de hábitos contrários à castidade, vícios que, quanto mais alimentados, mais podem descambar para formas deturpadas e até aberrantes de sexualidade?
─ Faço “novelas” inconvenientes com a minha imaginação? Não luto para desligar esses “filmes” íntimos, rezando e desviando a imaginação para outras coisas positivas que não ofendam a Deus?
─ Confesso-me com frequência – por exemplo, uma vez por mês – para fortalecer a minha alma (a inteligência e a vontade) com a graça desse Sacramento? Venço o “demônio mudo”, que me impele a calar, dominado pela vergonha, quando as faltas contra a castidade se repetem por longo tempo? Não percebo que a confissão frequente é uma arma poderosa para desarraigar esses hábitos sensuais?
─ Entendo que a castidade é uma virtude que valoriza o grande dom de Deus que é o sexo? Entendo que o sexo foi dado ao ser humano – filho de Deus – como um modo de participar do Amor de Deus e do seu poder Criador?
─ Vejo, por isso, que o sexo vivido como Deus quer, no matrimônio, é um meio de crescer na união e no amor dos esposos – santo, ardente e fecundo –, e de colaborar com o Criador na vinda de filhos de Deus, que receberão dEle uma alma imortal e um destino eterno?
─ Agradeço a Deus que me faça compreender que a luta pela castidade não é repressão negativa, nem ódio ou desprezo pelo corpo, mas – pelo contrário – a maior valorização da dignidade do corpo, exercendo o sexo dentro do plano sábio e amoroso de Deus?
Conclusões (Procure tirar as suas conclusões e anotá-las)
Fonte: http://www.padrefaus.org/archives/1641
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
“Conserva-te puro” - Padre Francisco Faus (Como fortalecer a virtude da castidade)
GUIA: «CONSERVA-TE PURO»
Entre os conselhos finais que São Paulo dá a Timóteo, na primeira carta que lhe escreveu, está o seguinte: Conserva-te puro – literalmente: “guarda-te casto a ti mesmo” (1Tm 5, 12). E, na segunda carta, exorta-o a se afastar dos homens mais amigos dos prazeres do que de Deus (cf. 2Tm 3,4-5).
Víamos no capítulo anterior que a virtude da castidade é um “tesouro”. Por isso, é preciso guardá-la com vigilância, cuidado e delicadeza.
Como qualquer outra virtude humana, a castidade não surge sozinha (ver Cap. 13 a 15). Deve forjar-se, como o ferro, com o fogo da graça de Deus e o martelar do esforço pessoal.
Meditaremos neste capítulo, a partir de agora, sobre os meios para fortalecer a castidade e fazer com que, ao longo da vida, amadureça cada vez mais.
A força da oração
A oração é um meio imprescindível para levar avante a vida cristã. Santo Afonso de Ligório a chamava «o grande meio de salvação» (título de um belo livro dele).
Poucos aprenderam esta verdade melhor que Santo Agostinho, que teve de lutar heroicamente contra os maus hábitos sensuais quando se aproximava da conversão, e que chegou, por experiência própria, à seguinte conclusão: «Ninguém é casto se Deus não lho concede». Devemos pedir, pois, essa virtude com fé, sem desanimar, por mais que demoremos a consegui-la. Com Deus chegaremos até onde nós, só com nossas forças, nunca teríamos chegado.
Dentro do conceito amplo de “oração” (talvez fosse melhor falar de “meios sobrenaturais”), devem-se colocar, em primeiríssimo lugar, dois Sacramentos: a confissão frequente e a comunhão. A confissão pronta e sincera, todas as vezes que precisarmos dela, torna-se uma força impressionante, que só avaliamos quando a praticamos. E força maior ainda é a da comunhão frequente, recebida com as devidas disposições.
A valentia de “fugir”
Essa expressão está inspirada em São Josemaria Escrivá que, falando das tentações contra a castidade, diz: «Não tenhas a covardia de ser “valente”; foge!» (Caminho, n. 132).
«Bem sabes – explica – que a luta, se a manténs desde o princípio, já está vencida. Afasta-te imediatamente do perigo, logo que percebas as primeiras chispas da paixão, e mesmo antes» (Amigos de Deus, n. 182).
Esse conselho reflete a longa experiência dos santos, desde os começos do Cristianismo. Todos os que assumiram a sério o amor de Deus, compreenderam o profundo significado das seguintes expressões de Cristo, pedagogicamente hiperbólicas: Se teu olho for para ti ocasião de pecado, arranca-o e lança-o fora… E se a tua mão for para ti origem de pecado, corta-a e joga-a fora (Mt 5,29-30).
Essa “coragem de ser covarde”, de cortar logo, de “fugir”, devemos praticá-la com fortaleza, sem nos enganarmos a nós mesmos, sempre que percebamos que entramos numa ocasião de queda; por exemplo, por ficar conversando com uma pessoa que não nos convém; por estamos num ambiente promíscuo e sensual; por fechar-nos num apartamento solitário; por participar de uma festa ou espetáculo impregnado de erotismo, etc. Nestes casos, é preciso cortar, “fugir”, sem nos importarmos com o que “vão dizer”. Isso exige, naturalmente, graça de Deus, fortaleza e coragem.
«Onde não há mortificação, não há virtude»
Ao longo destas páginas temos recordado muitas vezes estas palavras de São Josemaria. Aplicam-se à castidade, como a qualquer outra virtude.
Para cada virtude, as mortificações – as lutas – têm que ser “sob medida”, ou seja, devem ser as adequadas para a defender e desenvolver. Vejamos agora algumas lutas mais fundamentais para o tema que nos ocupa.
A) A mortificação da curiosidade
Os “incentivos” externos para a sensualidade desordenada entram fundamentalmente pelos olhos, e se cozinham na imaginação.
No mundo atual, esses incentivos são constantes. Por toda a parte há uma estimulação artificial e massiva da sensualidade, da fisiologia, da simples genitalidade animal, sem o menor contexto de grandeza e de Amor (pessoas mal vestidas pela rua, outdoors, jornais, revistas, televisão, e especialmente a Internet). É uma oferta contínua de sexo para consumo e prazer egoísta.
Quem estima a dignidade do corpo e do amor, evita mergulhar o olhar nessa nuvem de pornografia. Mortifica a curiosidade, quando aparece a tentação. Guarda os olhos porque quer guardar a alma. Diz “não”, porque está decidido a dizer “sim” a um ideal de amor muito maior que mero prazer carnal. São Gregório Magno (século VII) resumia essa atitude virtuosa dizendo: «Não é lícito olhar para o que não é lícito desejar» (Moralia, 21,2,4).
B) Mortificação da imaginação
Atribui-se a Santa Teresa de Ávila a famosa frase: «A imaginação é a louca da casa».
Com o “combustível” de quedas passadas, de ocasiões mal evitadas, da curiosidade, da concupiscência atiçada por descuidos, é muito fácil que a imaginação, juntamente com a memória, se incendeie com fantasias eróticas, que envolvem a pssoa, que dominam, e chegam a tornar-se – como, aliás, a própria curiosidade – num verdadeiro “transtorno obsessivo-compulsivo”.
Por isso, faz parte da vigilância sadia conquistar o autodomínio da imaginação, evitando deixar-nos arrastar por ela como por uma enxurrada. Também neste ponto o “sim” à virtude, exige saber dizer, com coragem e amor, os “não” sensatos e eficazes.
C) Mortificação da gula
Já falamos dela ao tratar da temperança. O livro Caminho afirma que «A gula é a vanguarda da impureza» (n. 126).
O abade Cassiano, no século V, escrevia no seu manual de espiritualidade, intituladoCollationes: «O primeiro combate que devemos empreender é contra o espírito de gula, contra a concupiscência da excessiva comida e bebida … É preciso frisar que a abstinência corporal não tem outra razão de ser senão conduzir-nos à pureza do coração».
Os excessos na comida, e sobretudo na bebida, insensibilizam a alma, fazem com que a dimensão corporal abafe a espiritual. A idolatria do prazer material do homem, através dos excessos no comer e no beber, puxa para a escravidão do sexo.
Ter o autodomínio suficiente para não cair no capricho de comer e beber a qualquer hora o que nos apetece, e tanto quanto nos apetece, é um ato de liberdade que garante a saúde moral, além de proteger a saúde física.
A devoção a Maria
Finalmente, o grande meio – depois dos Sacramentos – é a devoção filial e confiante à Mãe de Deus e nossa.
Guimarães Rosa põe na boca de Riobaldo, o protagonista de Grande Sertão: Veredas, as seguintes palavras sobre Nossa Senhora: «O perfume do nome da Virgem perdura muito: às vezes dá saldos para uma vida inteira».
Como ajuda invocar o nome de Maria! O que diz Riobaldo é uma verdade, que a experiência espiritual cristã confirma. Quando as tentações contra a castidade se tornam mais fortes e insistentes, invocar filialmente Maria é o melhor caminho para chegar à paz e à vitória. Mãe puríssima, Mãe castíssima, rogai por mim! Quantas vezes esta breve oração tem tido força e sabor de vitória!
Fonte: http://www.padrefaus.org/
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sábado, 13 de junho de 2015
Entretenimento Eucarístico com Jesus
† Entretenimento Eucarístico com Jesus
“... cumularei de graças particulares todas as almas que saberão
manifestar-Me a alegria de seu coração entretendo-se Comigo em íntimo colóquio
espiritual depois da Santa Comunhão. Infundirei nelas o meu Espírito e vivificarei
as almas transformando a sua vida natural em verdadeira vida da Graça e
cumulando-as de todo o meu Amor, com a minha Paz e com a serenidade interior da
minha Luz.” Jesus a uma alma.
† O maior dom que Deus fez à humanidade é o mistério da Encarnação: o
Filho de Deus feito homem. O maior dom depois da Encarnação é a Eucaristia. –
Jesus Cristo vivo e verdadeiro entre nós com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e
sua Divindade, para ser nosso companheiro na peregrinação da vida, no alimento
e penhor de glória futura.
O ato mais solene de culto que sobre a terra se pode prestar à
Divindade, é o sacrifício da Santa Missa; mas para os fiéis, o ato mais
importante de culto e de amor a Deus é a receber Jesus Sacramentando na Santa
Comunhão.
Comungar, comungar muitas vezes, comungar bem; dispor-se com
antecedência para preparar a Jesus o coração purificado. Decência no vestir,
humildade também interior, de maneira que Jesus entre satisfeito em nosso
coração. – Antes da Comunhão pedir perdão a Jesus também das faltas pequenas;
mas o que importa não é só a preparação remota e próxima, mas o entretenimento
com Jesus depois da Santa Comunhão. A ação de graças se faz mais com o
pensamento do que com as palavras, porque diante de Deus o pensamento tem mais
valor. A oração feita com os lábios é um auxílio à nossa fraqueza humana. Jesus
olha para o que pensamos e os afetos do no coração.
Após a Santa Comunhão devemos entreter-nos a sós com Jesus, em amorosos
colóquios em atitude modesta, reverente, fazendo surgir com o pensamento, no
coração, a devida ação de graças, sentimentos de amor, de fé, de adoração, de
impetração, de maneira que Jesus não tenha a queixar-se como infelizmente se
queixa de tantas almas que o recebem. Falando a alguma alma, Jesus disse:
“Entro nos corações cheio de amor e encontro frieza e indiferença. Muitos me
recebem, mas não sabem dizer-me nada. Estou nesses corações como um hóspede
importuno, não sabem apreciar aqueles momentos e Eu não me sinto a vontade e
provo mais amargura do que alívio.”
São Padre Pio, falando a uma alma, depois de sua morte, disse:
“Recomenda, recomenda a todos o entretenimento com Jesus depois da Santa
Comunhão.”
Irmã Jacinta *
* Esta meditação foi retirada de um manual de orações copiado a mão por
esta freira e dado de presente a uma senhora, algumas orações do manual tem
autoria de santos e outras parecem ser meditações pessoais da Irmã, esta em si
não apresenta nenhum autor. Em todo caso é uma belíssima meditação que nos leva
a contemplar o mistério da Eucaristia, então por isso mesmo, ajude a compartilhá-la, toda caridade
que fazemos aos outros na verdade é um bem ainda maior para nós mesmos!
domingo, 31 de maio de 2015
São Luís Maria de Montfort ensina como rezar o Santo Rosário
São Luís Maria de Montfort ensina como rezar o Santo Rosário
São Domingos, inspirado pelo Espírito Santo, instruído pela Santíssima Virgem e por sua própria experiência, pregou o Rosário todo o resto de sua vida.
Desde o estabelecimento do Rosário por São Domingos, até 1460, quando o Beato Alano o restabeleceu por ordem do Céu, ele foi chamado de Saltério de Jesus e da Virgem, porque contém 150 Ave-Marias — o mesmo número dos Salmos de Davi.
AS ORAÇÕES VOCAIS DO ROSÁRIO
1. Credo, ou Símbolo dos Apóstolos, é rezado na Cruz do Rosário.
Contém ele um resumo das verdades cristãs e é uma oração de grande mérito, porque a fé é o fundamento e o princípio de todas as virtudes cristãs e de todas as orações que agradam a Deus. “Creio em Deus” contém os atos das três virtudes teologais, a fé, a esperança e a caridade, e têm uma eficácia maravilhosa para santificar a alma e aterrorizar o demônio.
2. O Pai Nosso, ou Oração Dominical (de Dominus, Senhor), tira sua primeira excelência de seu Autor, Jesus Cristo, o próprio Rei dos Anjos e dos homens.
“Era necessário, diz São Cipriano, que Aquele que nos veio dar a vida da graça como Salvador, nos ensinasse como Mestre a maneira de rezar”.
O Pai-Nosso contém todos os deveres que nós temos em relação a Deus; contém ademais os atos de todas as virtudes e os pedidos para todas as nossas necessidades espirituais e corporais.
Ele é o resumo do Evangelho, como diz Tertuliano. Ele ultrapassa, diz Tomás de Kempis, todos os desejos dos Santos; compreendia todas as doces sentenças dos salmos e dos cânticos; pede tudo o que nos é necessário; louva a Deus de modo excelente; e eleva a alma da terra ao céu, unindo-a estreitamente a Deus.
Devemos recitar a Oração Dominial na certeza de que o Pai Eterno a atenderá, pois é a oração de seu Filho, que Ele sempre atende.
Santo Agostinho assegura que o Pai-Nosso bem rezado apaga os pecados veniais.
Dizendo: “Pai nosso, que estais no Céu”, formulamos atos de fé, de adoração e de humildade. Desejando que seu Nome seja santificado e glorificado, manifestamos zelo por sua glória.
Pedindo-Lhe que venha a nós o seu Reino, fazemos um ato de esperança. Desejando que sua vontade seja feita na terra como no céu, fazemos um ato de perfeita obediência.
Pedindo-Lhe o pão nosso de cada dia, praticamos a pobreza de espírito e o desapego dos bens terrenos.
Pedindo que nos perdoe as nossas ofensas, realizamos um ato de arrependimento; e perdoando aqueles que nos ofendem, exercitamos a misericórdia na sua mais alta perfeição.
Pedindo seu socorro para não cairmos em tentação, fazemos atos de humildade, de prudência e de fortaleza. Esperando que Ele nos livre do mal, praticamos a paciência.
Enfim, pedindo todas essas coisas, não somente para nós, mas também para o nosso próximo e para todos os membros da Igreja, cumprimos o dever de verdadeiros filhos de Deus, pois O imitamos na sua caridade, que abarca todos os homens, e cumprimos o mandamento do amor ao próximo.
c) A Ave Maria. A Ave Maria, também conhecida como “Saudação Angélica”, é tão sublime e elevada, que o Beato Alano de la Roche julgou que nenhuma criatura pode compreendê-la e que somente Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, pode explicá-la.
Ela tira principalmente sua excelência da Santíssima Virgem à qual foi dirigida; da finalidade da Encarnação do Verbo para a qual foi trazida do céu; e do Arcanjo São Gabriel, que a pronunciou pela primeira vez. A Saudação Angélica resume toda a teologia cristã sobre Maria Santíssima.
A Santíssima Trindade revelou a primeira parte da Ave Maria; Santa Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, acrescentou a segunda; e a Igreja, no I Concílio de Éfeso (ano 430), pôs a conclusão, após ter definido que Nossa Senhora é verdadeiramente Mãe de Deus. Esse Concílio ordenou que Ela fosse invocada com as seguintes palavras: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.
Deus Pai é glorificado quando honramos a mais perfeita de suas criaturas. Deus Filho é glorificado porque louvamos sua puríssima Mãe. O Espírito Santo é glorificado porque admiramos as graças com as quais Ele cumulou sua Esposa.
Assim como a Virgem, em seu belo cântico Magnificat, remeteu a Deus os louvores e as bençãos que Lhe dirigiu Santa Isabel, assim também Ela remete prontamente a Deus os elogios e as bençãos que Lhe damos pela Saudação Angélica.
No momento em que Santa Isabel ouviu a saudação que lhe deu a Mãe de Deus, ela foi comulada pelo Espírito Santo, e a criança que levava no seio estremeceu de alegria.
Maria é a nossa Mãe e nossa amiga. Ela é a Imperatriz do universo, e nos ama mais do que todas as mães e rainhas juntas amaram um homem mortal. Pois, diz Santo Agostinho, a caridade da Virgem Maria excede todo o amor natural de todos os homens e de todos os Anjos.
Tenhamos sempre a Ave Maria no coração e nos lábios para honrar a Santíssima Trindade, para honrar a Jesus Cristo, nosso Salvador, e sua santa Mãe.
Ademais, no fim de cada dezena acrescentemos:
“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém”.
A ORAÇÃO MENTAL (meditação) — OS QUINZE MISTÉRIOS DO ROSÁRIO
Mistério é uma coisa sagrada e difícil de compreender. As obras de Jesus Cristo são todas sagradas e divinas, porque Ele é Deus e Homem ao mesmo tempo. As da Santíssima Virgem são santíssimas, porque Ela é a mais perfeita de todas as puras criaturas.
Chamam-se mistérios as obras de Jesus Cristo e de sua santa Mãe, porque são repletas de maravilhas, perfeições e instruções profundas e sublimes, que o Espírito Santo revela aos humildes e às almas simples que Os honram.
São Domingos dividiu a vida de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem em quinze mistérios que nos representam suas virtudes e suas principais ações, como quinze quadros, cujas cenas devem nos servir de regra e de exemplo para conduzirmos nossa vida.
Nossa Senhora ensinou a São Domingos esse excelente método de oração e lhe ordenou que o pregasse, a fim de reacender a piedade dos cristãos e de fazer reviver em seus corações o amor de Jesus Cristo.
O Rosário sem a meditação dos mistérios sagrados de nossa salvação não seria senão um corpo sem alma, uma excelente matéria sem a forma que é a meditação.
A primeira parte do Rosário contém cinco mistérios, o primeiro dos quais é a anunciação do Arcanjo São Gabriel à Santíssima Virgem; o segundo, a visitação da Virgem a Santa Isabel; o terceiro, o nascimento de Jesus Cristo; o quarto, a apresentação do Menino Jesus no Templo e a purificação da Virgem; o quinto, o encontro de Jesus no
Templo, entre os doutores. Chamam-se esses mistérios gozosos por causa da alegria que deram a todo o universo.
A segunda parte do Rosário se compõe também de cinco mistérios, que se chamam dolorosos, porque nos representam Jesus Cristo acabrunhado de tristeza, coberto de chagas, sobrecarregado de opróbrios, de dores e de tormentos.
O primeiro desses mistérios é a oração de Jesus e sua agonia no Horto das Oliveiras; o segundo, sua flagelação; o terceiro, sua coroação de espinhos; o quarto, o carregamento da Cruz; e o quinto, sua crucifixão e morte sobre o Calvário.
A terceira parte do Rosário contém cinco outros mistérios, que se chamam gloriosos, porque neles contemplamos a Jesus e Maria no triunfo e na glória.
O primeiro é a ressurreição de Jesus Cristo; o segundo, sua ascensão ao céu; o terceiro, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos; o quarto, a assunção da gloriosa Virgem; e o quinto, sua coroação.
Essas são as quinze flores perfumadas do Rosário místico, sobre as quais as almas piedosas pousam como sábias abelhas, para colher o néctar admirável e dele compor o mel de uma sólida devoção.
Nossa vida é uma guerra e uma tentação contínuas, na qual não temos que combater inimigos de carne e de sangue, mas as próprias potências do inferno.
Armai-vos, pois, com a arma de Deus que é o santo Rosário. Esmagareis assim a cabeça do demônio e permanecereis inabaláveis diante de todas as suas tentações.
Santo Agostinho assegura que não há exercício mais frutuoso e mais útil para a salvação do que pensar frequentemente nos sofrimentos de Nosso Senhor.
Santo Alberto Magno, mestre de Santo Tomás de Aquino, soube por revelação que a simples lembrança ou meditação da paixão de Jesus Cristo é mais meritória ao cristão do que jejuar a pão e água todas as sextas-feiras de um ano inteiro, ou recitar todos os dias os cento e cinquenta Salmos.
Ah! qual não será, em consequência, o mérito do Rosário que rememora toda a vida e paixão de Nosso Senhor?
COMO SE DEVE REZAR O ROSÁRIO
Chamam-se mistérios as obras de Jesus Cristo e de sua santa Mãe, porque são repletas de maravilhas, perfeições e instruções profundas e sublimes, que o Espírito Santo revela aos humildes e às almas simples que Os honram.
São Domingos dividiu a vida de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem em quinze mistérios que nos representam suas virtudes e suas principais ações, como quinze quadros, cujas cenas devem nos servir de regra e de exemplo para conduzirmos nossa vida.
Nossa Senhora ensinou a São Domingos esse excelente método de oração e lhe ordenou que o pregasse, a fim de reacender a piedade dos cristãos e de fazer reviver em seus corações o amor de Jesus Cristo.
O Rosário sem a meditação dos mistérios sagrados de nossa salvação não seria senão um corpo sem alma, uma excelente matéria sem a forma que é a meditação.
A primeira parte do Rosário contém cinco mistérios, o primeiro dos quais é a anunciação do Arcanjo São Gabriel à Santíssima Virgem; o segundo, a visitação da Virgem a Santa Isabel; o terceiro, o nascimento de Jesus Cristo; o quarto, a apresentação do Menino Jesus no Templo e a purificação da Virgem; o quinto, o encontro de Jesus no
Templo, entre os doutores. Chamam-se esses mistérios gozosos por causa da alegria que deram a todo o universo.
A segunda parte do Rosário se compõe também de cinco mistérios, que se chamam dolorosos, porque nos representam Jesus Cristo acabrunhado de tristeza, coberto de chagas, sobrecarregado de opróbrios, de dores e de tormentos.
O primeiro desses mistérios é a oração de Jesus e sua agonia no Horto das Oliveiras; o segundo, sua flagelação; o terceiro, sua coroação de espinhos; o quarto, o carregamento da Cruz; e o quinto, sua crucifixão e morte sobre o Calvário.
A terceira parte do Rosário contém cinco outros mistérios, que se chamam gloriosos, porque neles contemplamos a Jesus e Maria no triunfo e na glória.
O primeiro é a ressurreição de Jesus Cristo; o segundo, sua ascensão ao céu; o terceiro, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos; o quarto, a assunção da gloriosa Virgem; e o quinto, sua coroação.
Essas são as quinze flores perfumadas do Rosário místico, sobre as quais as almas piedosas pousam como sábias abelhas, para colher o néctar admirável e dele compor o mel de uma sólida devoção.
Nossa vida é uma guerra e uma tentação contínuas, na qual não temos que combater inimigos de carne e de sangue, mas as próprias potências do inferno.
Armai-vos, pois, com a arma de Deus que é o santo Rosário. Esmagareis assim a cabeça do demônio e permanecereis inabaláveis diante de todas as suas tentações.
Santo Agostinho assegura que não há exercício mais frutuoso e mais útil para a salvação do que pensar frequentemente nos sofrimentos de Nosso Senhor.
Santo Alberto Magno, mestre de Santo Tomás de Aquino, soube por revelação que a simples lembrança ou meditação da paixão de Jesus Cristo é mais meritória ao cristão do que jejuar a pão e água todas as sextas-feiras de um ano inteiro, ou recitar todos os dias os cento e cinquenta Salmos.
Ah! qual não será, em consequência, o mérito do Rosário que rememora toda a vida e paixão de Nosso Senhor?
COMO SE DEVE REZAR O ROSÁRIO
Não é o prolongamento de uma oração que agrada a Deus e lhe conquista o coração, mas o seu fervor. Uma só Ave-Maria bem rezada tem mais mérito do que cento e cinquenta mal rezadas.
Em primeiro lugar, é preciso que a pessoa que reza o Rosário esteja em estado de graça, ou pelo menos na resolução de sair do seu pecado, porque a Teologia nos ensina que as boas obras e as orações feitas em pecado mortal são obras mortas, que não agradam a Deus nem podem merecer a vida eterna.
Deus ouve antes à voz do coração que à da boca. Rezar a Deus com distrações voluntárias seria uma grande falta de respeito, que tornaria os nossos Rosários infrutíferos.
Para isso, colocai-vos na presença de Deus, pensando que Ele e sua santa Mãe têm os olhos postos sobre vós.
Pensai que vosso Anjo da Guarda está à vossa direita, colhendo as Ave-Marias que rezais, quando elas são bem rezadas, como se fossem rosas, para com elas tecer uma coroa para Jesus e Maria; e que, pelo contrário, o demônio está à vossa esquerda e ronda em torno de vós para devorar vossas Ave-Marias e as anotar no seu livro da morte, se elas são rezadas sem atenção, devoção e modéstia.
Sobretudo, não deixeis de fazer os oferecimentos das dezenas em honra dos mistérios, e de vos representar na imaginação a Nosso Senhor e à sua Santíssima Mãe no mistério que estais honrando.
Se for preciso combater, durante o Rosário, contra as distrações, combatei valentemente de armas na mão, ou seja, prosseguindo o Rosário, ainda que sem nenhum gosto nem consolação sensível.
É um combate terrível, mas é salutar à alma fiel.
“Quem é fiel nas pequenas coisas também o será nas grandes” (Lc 16,10)
Coragem pois, bom e fiel servidor de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem, que tomastes a resolução de rezar o Rosário todos os dias! Que a multidão das moscas (chamo assim as distrações que vos fazem guerra enquanto rezais) não vos faça deixar covardemente a companhia de Jesus e de Maria, na qual estais quando dizeis vosso Rosário. A partir daqui indicarei os meios para diminuir as distrações.
Invocai inicialmente o Espírito Santo para bem rezar o vosso Rosário, e colocai-vos em seguida um momento na presença de Deus.
Antes de começar cada dezena, parai um pouco para considerar o mistério que estais celebrando, e pedi sempre, pela intercessão de María Santíssima, uma das virtudes que mais ressaltam naquele mistério ou da qual tendes mais necessidade.
Tende, pois, sempre em vista, ao rezar o Rosário, alguma graça a pedir, alguma virtude a a imitar ou algum pecado a evitar.
É importante rezar o Rosário com atenção e devoção.
Deve-se rezar o Rosário com modéstia, tanto quanto possível de joelhos e com as mãos postas, tendo o Rosário nas mãos.
Pode-se rezá-lo na cama, se está doente; se em viagem, pode-se rezá-lo caminhando.
Pode-se até mesmo rezar o Rosário trabalhando, quando não se pode deixar o trabalho por causa dos deveres profissionais; pois o trabalho manual nem sempre é contrário à oração vocal.
Se não tendes tempo para rezar o terço do Rosário de uma só vez, rezai uma dezena aqui, uma dezena acolá, de tal forma que, apesar das vossas ocupações e negócios, tenhais o Rosário inteiro rezado antes de vos deitardes à noite.
De todas as maneiras de rezar o Rosário, a mais gloriosa a Deus, mais salutar á alma e mais terrível ao demônio, é salmodiá-lo ou rezá-lo publicamente em dois coros.
O Rosário cotidiano tem tantos inimigos, que eu considero um dos mais assinalados favores de Deus a graça de perseverar nele até à morte.
Perseverai nele e terei a coroa admirável que está preparada nos ceus para a vossa fidelidade: “Permanece fiel até à morte e te darei a coroa” (AP 2,10).
***
Fonte: MONTFORT, Luís Maria Grignion de. A eficácia maravilhosa do Santo Rosário. São Paulo: Artpress, 2000
Créditos: O Camponês
Em primeiro lugar, é preciso que a pessoa que reza o Rosário esteja em estado de graça, ou pelo menos na resolução de sair do seu pecado, porque a Teologia nos ensina que as boas obras e as orações feitas em pecado mortal são obras mortas, que não agradam a Deus nem podem merecer a vida eterna.
Deus ouve antes à voz do coração que à da boca. Rezar a Deus com distrações voluntárias seria uma grande falta de respeito, que tornaria os nossos Rosários infrutíferos.
Para isso, colocai-vos na presença de Deus, pensando que Ele e sua santa Mãe têm os olhos postos sobre vós.
Pensai que vosso Anjo da Guarda está à vossa direita, colhendo as Ave-Marias que rezais, quando elas são bem rezadas, como se fossem rosas, para com elas tecer uma coroa para Jesus e Maria; e que, pelo contrário, o demônio está à vossa esquerda e ronda em torno de vós para devorar vossas Ave-Marias e as anotar no seu livro da morte, se elas são rezadas sem atenção, devoção e modéstia.
Sobretudo, não deixeis de fazer os oferecimentos das dezenas em honra dos mistérios, e de vos representar na imaginação a Nosso Senhor e à sua Santíssima Mãe no mistério que estais honrando.
Se for preciso combater, durante o Rosário, contra as distrações, combatei valentemente de armas na mão, ou seja, prosseguindo o Rosário, ainda que sem nenhum gosto nem consolação sensível.
É um combate terrível, mas é salutar à alma fiel.
“Quem é fiel nas pequenas coisas também o será nas grandes” (Lc 16,10)
Coragem pois, bom e fiel servidor de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem, que tomastes a resolução de rezar o Rosário todos os dias! Que a multidão das moscas (chamo assim as distrações que vos fazem guerra enquanto rezais) não vos faça deixar covardemente a companhia de Jesus e de Maria, na qual estais quando dizeis vosso Rosário. A partir daqui indicarei os meios para diminuir as distrações.
Invocai inicialmente o Espírito Santo para bem rezar o vosso Rosário, e colocai-vos em seguida um momento na presença de Deus.
Antes de começar cada dezena, parai um pouco para considerar o mistério que estais celebrando, e pedi sempre, pela intercessão de María Santíssima, uma das virtudes que mais ressaltam naquele mistério ou da qual tendes mais necessidade.
Tende, pois, sempre em vista, ao rezar o Rosário, alguma graça a pedir, alguma virtude a a imitar ou algum pecado a evitar.
É importante rezar o Rosário com atenção e devoção.
Deve-se rezar o Rosário com modéstia, tanto quanto possível de joelhos e com as mãos postas, tendo o Rosário nas mãos.
Pode-se rezá-lo na cama, se está doente; se em viagem, pode-se rezá-lo caminhando.
Pode-se até mesmo rezar o Rosário trabalhando, quando não se pode deixar o trabalho por causa dos deveres profissionais; pois o trabalho manual nem sempre é contrário à oração vocal.
Se não tendes tempo para rezar o terço do Rosário de uma só vez, rezai uma dezena aqui, uma dezena acolá, de tal forma que, apesar das vossas ocupações e negócios, tenhais o Rosário inteiro rezado antes de vos deitardes à noite.
De todas as maneiras de rezar o Rosário, a mais gloriosa a Deus, mais salutar á alma e mais terrível ao demônio, é salmodiá-lo ou rezá-lo publicamente em dois coros.
O Rosário cotidiano tem tantos inimigos, que eu considero um dos mais assinalados favores de Deus a graça de perseverar nele até à morte.
Perseverai nele e terei a coroa admirável que está preparada nos ceus para a vossa fidelidade: “Permanece fiel até à morte e te darei a coroa” (AP 2,10).
***
Fonte: MONTFORT, Luís Maria Grignion de. A eficácia maravilhosa do Santo Rosário. São Paulo: Artpress, 2000
Créditos: O Camponês
quarta-feira, 27 de maio de 2015
15 conselhos do Padre Pio para os que estão sofrendo
O século XX nos deixou um homem especial: o Padre Pio de Pietrelcina, um religioso capuchinho nascido nesse povoado do sul da Itália e morto em 1968 em San Giovanni Rotondo. São João Paulo II o elevou aos altares em 2002, em uma canonização que bateu todos os recordes de assistência. Hoje, podemos dizer que ele é o santo mais venerado da Itália.
O Padre Pio recebeu dons especiais de Deus, como o discernimento das almas e a capacidade de ler as consciências; curas milagrosas; bilocação; dom das lágrimas; perfume de rosas; e sobretudo os estigmas nos pés, mãos e lado, que ele padeceu durante 50 anos.
Ao longo da sua vida, ele escreveu milhares de cartas às pessoas que dirigia espiritualmente, e estas cartas são uma fonte de sabedoria cristã prática e de grande utilidade.
Apresentamos, a seguir, uma pequena seleção de pensamentos do Padre Pio diante do sofrimento, extraídos de suas cartas; tais pensamentos dão esperança e elevam a alma:
1. O sofrimento suportado de maneira cristã é a condição que Deus, autor de todas as graças e de todos os dons que conduzem à salvação, estabeleceu para conceder-nos a glória.
2. Quanto mais sofrimentos você tiver, mais amor receberá.
3. Jesus quer preencher todo o seu coração.
4. Deus quer que sua incapacidade seja a sede da sua onipotência.
5. A fé é a tocha que guia os passos dos espíritos desolados.
6. No tumulto das paixões e das vicissitudes adversas, que nos sustente a grata esperança da inesgotável misericórdia de Deus.
7. Coloque toda a sua confiança somente em Deus.
8. O melhor consolo é aquele que vem da oração.
9. Não tema por nada. Ao contrário, considere-se muito afortunado por ter sido considerado digno e partícipe das dores do Homem-Deus.
10. Deus o deixa nessas trevas para a sua glória: esta é a grande oportunidade do seu progresso espiritual.
11. A felicidade só se encontra no céu.
12. Quanto mais crescem as tentações do demônio, mais perto a alma está de Deus.
13. Bendiga o Senhor pelo sofrimento e aceite beber o cálice do Getsêmani.
14. Suporte os sofrimentos durante toda a sua vida para poder participar dos sofrimentos de Cristo.
15. A oração é a melhor arma que temos: é uma chave que abre o coração de Deus.
Fonte: RELIGIÓN EN LIBERTAD
Créditos: Aletheia
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terça-feira, 26 de maio de 2015
A profundidade do Milagre do Sol (e o Sínodo pela Família)

A profundidade do Milagre do Sol (e o Sínodo pela Família)
Quando aconteceu o Milagre do Sol, também os pastorinhos para lá se voltaram: porque foi junto do sol que viram o que se seguiu: primeiro, a Família de Nazaré completa: "S. José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. S. José com o Menino pareciam abençoar o mundo com uns gestos que faziam com a mão, em forma de cruz."
Terminada esta aparição, viram Nosso Senhor e Nossa Senhora: E apareceu-lhes Nossa Senhora das Dores; Ele fazia uns gestos como os de S. José, parecendo abençoar o mundo. Por último, voltaram a ver a Nossa Senhora e ficaram com a impressão de ser sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo.
Terminava assim o ciclo das Aparições da Cova da Iria, terminavam os encontros com Nossa Senhora, vividos em conjunto pelos três primos. A partir daquele momento, a história de cada um deles começaria a tomar um caminho próprio. E cada um sabia bem o que lhe era pedido.
Ela era a Senhora do Rosário. Não poderia ter-Se apresentado com outro nome, depois de repetidamente lhes pedir: "Rezem o terço todos os dias."
O pedido que lhes fazia tornava-os missionários, porque era ao mundo inteiro, mais do que aos seus três pastorinhos, que Ela o dirigia. Pedia conversão, naquele momento derradeiro, pedia mudança, pedia regresso. E pedia-o com o semblante de uma Mãe aflita.
Só eles o tinham ouvido. Mas, sobretudo, só eles Lhe tinham visto aquela tristeza presente no olhar, que falava mais do que as Suas próprias palavras. Não se tratava simplesmente da reposição formal de uma disciplina perdida. Era um olhar amargurado pelo engano com que os homens traíam e esqueciam a sua Origem e o seu Destino, à custa da sua própria felicidade e da realização da sua humanidade, indelevelmente marcada por uma atracção pelo infinito.
Antes de partir definitivamente, Nossa Senhora mostrava-Se-lhes e mostrava o seu Filho, em facetas bem significativas.
Primeiro, a Família de Nazaré. Impressiona pensar que, logo a seguir ao "Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido", a Família de Nazaré faz-Se ver no céu da Cova da Iria. Como a lembrar que tudo parte da família, e que é ferindo a família que se torna quase inevitável ofender cada vez mais "a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido."
Depois, Nosso Senhor a abençoar o mundo, tendo a Seu lado Nossa Senhora das Dores: a certeza de que nunca nos faltará a presença e a benção de Cristo, Senhor da História, mas que não O encontraremos sem passar pela Cruz.
Por fim, Nossa Senhora do Carmo, uma das mais antigas devoções a Nossa Senhora, como a confirmar que agora, como em toda a História, quem vai por Ela não se engana.
Madalena Fontoura in Bem-Aventurados (2000)
Créditos; Senza Pagare
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Pacto da alma com o Puríssimo Coração de Maria
Pacto da alma com o Puríssimo Coração de Maria
“Soberana Senhora e Mãe minha, Vós desde o trono celestial a que fostes sublimada,
penetrais todos os meus desejos, e meus gemidos não são a Vós ocultos; mas, como as
necessidades temporais não me permitem ter a mente, como eu quisera; ocupada em
louvor ao Vosso sempre puro e Imaculado Coração faço convosco o seguinte pacto que
é minha vontade seja para sempre válido:
1º) Quantas vezes olhar o céu, outras tantas me congratulo convosco por vossas inefáveis perfeições
e rendo graças à Santíssima Trindade por todos os benefícios,prerrogativas e excelências com que se dignou enriquecer vosso admirável Coração e especialmente por Vos ter escolhido para Mãe de Deus.
2º) Quantas vezes cerrar ou abrir os olhos, outras tantas confirmo e agradeço todas as boas obras que os anjos e santos e todas as criaturas tem praticado e praticarão daqui por diante em honra e Glória de vosso Coração e de tudo quanto Vós mesma haveis feito e fareis em louvor de vosso Divino Filho Jesus Cristo, enquanto eu, com vivo fervor, desejo participar de todas e de cada uma em particular.
3º) Quantas vezes respirar, outras tantas Vos ofereço a vida, paixão e morte de vosso querido Filho Jesus, vossos méritos e os sofrimentos de vosso aflitíssimo Coração e os de todos os Santos, para eterno louvor de vosso formoso Coração, salvação do universo, satisfação de quantas ofensas e para a conversão de todos os pecadores.
4º) Quantas vezes suspirar, outras tantas eu abomino e detesto todos os pecados que, não só eu, como todos os homens temos cometido contra a Bondade Infinita de Deus, transpassando o vosso maternal e sensibilíssimo Coração de Mãe de Deus e dos homens. Oxalá pudesse eu purificá-los com meu próprio sangue!
5º) Finalmente, sempre que mover pés ou mãos, atiro-me confiadamente em Vosso Coração maternal, desejando que disponhais de mim no tempo e na eternidade, segundo o vosso santíssimo beneplácito.
E selo os cinco atos do presente pacto com as cinco chagas de meu benigníssimo e amabilíssimo Jesus e com as cinco letras de vosso Nome dulcíssimo para que jamais possam ser anulados, desejando eu com ardor que sejam tidos por firmes e valiosos, sempre que fizer algum dos ditos sinais.
Protesto, enfim, que pelo ardente amor que Vos professo e pelo desejo veemente que tenho de louvar-Vos incessantemente, Vos dedico, ofereço e consagro, ó Coração amantíssimo de minha querida Mãe, todas as pulsações e movimentos de meu coração e de todas as minhas artérias, pactuando convosco que cada um deles expresse com ternura o seguinte louvor: Santo, Santo, Santo sois Vós, Coração Imaculado de Maria; os Céus e a Terra estão cheios de Vossa Glória, a qual ofereço, também a Beatíssima Trindade, em união da que incessantemente lhe dirigem os Serafins na eterna Glória.”
(Extraído do Manual do Arquiconfrade do Imaculado Coração de Maria)
Ajude a compartilhar esta oração, repasse-a a diante para que mais pessoas se consagrem ao Imaculado Coração de Maria! Nosso Senhor Jesus se alegra com tudo o que fazemos para honrar sua Mãe Santíssima!
domingo, 18 de janeiro de 2015
Cinco conselhos de um santo para 2015
Dicas valiosas de São Josemaría Escrivá para a tarefa mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma.
Todo começo de ano, as pessoas têm o costume de "fazer promessas". Examinam a própria consciência – coisas que fizeram de modo errado ou de que se arrependeram mais tarde –, elegem suas testemunhas – Deus, a própria consciência, a família ou os amigos mais próximos – e fazem sua lista: "Neste ano, vou fazer isto e isto; e deixar isto, isto e aquilo...". Ainda que a pessoa se esqueça do que prometeu nos primeiros dias de janeiro (o que não é nada incomum), os "propósitos de ano novo" são uma boa iniciativa: ilustram o anseio do homem pelo bem e pela perfeição, e ajudam-no a não se conformar com uma vida medíocre, levada "de qualquer modo".
Esta noção de seriedade diante da vida é profundamente cristã. Na famosa parábola dos talentos, Nosso Senhor compara o Reino dos céus a um homem que, tendo viajado para o estrangeiro, deixou seus bens a três servos. Enquanto os dois primeiros trabalharam para multiplicar o que tinham recebido, e foram elogiados por seu senhor, o terceiro, que enterrou na terra o que recebeu, foi repreendido com o apodo de "servo mau e preguiçoso" e jogado nas trevas, onde "haverá choro e ranger de dentes" (cf. Mt 25, 14-30). Deus dá a cada ser humano a oportunidade única de viver - não haverá outra "encarnação", como supõem os espíritas - e espera amorosamente que ele trabalhe e desenvolva os talentos que Ele lhe concedeu. "Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor" (Fl 2, 12), diz também São Paulo.
Que tal ser aconselhado por um santo para fazer sua lista de propósitos para o ano que se iniciou? Abaixo, seguem algumas pérolas de São Josemaría Escrivá, o santo do quotidiano, com recomendações valiosas para o trabalho mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma.
I. Lutar contra os pecados veniais
Esta noção de seriedade diante da vida é profundamente cristã. Na famosa parábola dos talentos, Nosso Senhor compara o Reino dos céus a um homem que, tendo viajado para o estrangeiro, deixou seus bens a três servos. Enquanto os dois primeiros trabalharam para multiplicar o que tinham recebido, e foram elogiados por seu senhor, o terceiro, que enterrou na terra o que recebeu, foi repreendido com o apodo de "servo mau e preguiçoso" e jogado nas trevas, onde "haverá choro e ranger de dentes" (cf. Mt 25, 14-30). Deus dá a cada ser humano a oportunidade única de viver - não haverá outra "encarnação", como supõem os espíritas - e espera amorosamente que ele trabalhe e desenvolva os talentos que Ele lhe concedeu. "Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor" (Fl 2, 12), diz também São Paulo.
Que tal ser aconselhado por um santo para fazer sua lista de propósitos para o ano que se iniciou? Abaixo, seguem algumas pérolas de São Josemaría Escrivá, o santo do quotidiano, com recomendações valiosas para o trabalho mais importante de nossa existência: a salvação da nossa alma.
I. Lutar contra os pecados veniais
"Já sei que evitas os pecados mortais. - Queres salvar-te! - Mas não te preocupa esse contínuo cair deliberadamente em pecados veniais, ainda que sintas o chamado de Deus para te venceres em cada caso. - É a tibieza que torna a tua vontade tão fraca." ( Caminho, 327)
"Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes" ( Lc 16, 10). Quem quer seguir Nosso Senhor, deve deixar de lado a "mentalidade do salário mínimo" e começar a servi-Lo com maior generosidade. Não nos basta seguir os Dez Mandamentos, o chamado de Cristo é que sejamos santos – ou seja, que O amemos de verdade, por completo.
Quantas vezes Nosso Senhor "incomoda" a nossa consciência, alertando-nos para certas palavras ou atitudes que não correspondem à Sua vontade, mas que muitas vezes tratamos como se não fossem nada ou – pior – dizemos serem "somente" pecados veniais. Santo Anselmo pergunta: "Quem terá a ousadia de dizer: isto é só um pecado venial, e, portanto, não é um grande mal? Se Deus é ofendido, como se poderá afirmar que isso é um pequeno mal?"
Por isso, abandonemos de vez os pecados veniais, " vulpes parvulas, quae demoliuntur vineas - as pequenas raposas que destroem a vinha" (Ct 2, 15).
II. Acordar na hora certa
"Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes" ( Lc 16, 10). Quem quer seguir Nosso Senhor, deve deixar de lado a "mentalidade do salário mínimo" e começar a servi-Lo com maior generosidade. Não nos basta seguir os Dez Mandamentos, o chamado de Cristo é que sejamos santos – ou seja, que O amemos de verdade, por completo.
Quantas vezes Nosso Senhor "incomoda" a nossa consciência, alertando-nos para certas palavras ou atitudes que não correspondem à Sua vontade, mas que muitas vezes tratamos como se não fossem nada ou – pior – dizemos serem "somente" pecados veniais. Santo Anselmo pergunta: "Quem terá a ousadia de dizer: isto é só um pecado venial, e, portanto, não é um grande mal? Se Deus é ofendido, como se poderá afirmar que isso é um pequeno mal?"
Por isso, abandonemos de vez os pecados veniais, " vulpes parvulas, quae demoliuntur vineas - as pequenas raposas que destroem a vinha" (Ct 2, 15).
II. Acordar na hora certa
"Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!" ( Caminho, 191)
"O minuto heróico. - É a hora exata de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza." ( Caminho, 206)
Muitas pessoas têm problemas para dormir; tantas outras, porém, têm o problema oposto: não conseguem levantar-se da cama no outro dia. Às vezes até dormem mais cedo, colocam o despertador para determinado horário, mas, simplesmente não acordam – ou pior, não querem levantar-se! Depois que ativam a "função soneca" do celular, elas cochilam indefinidamente, chegando a perder o horário e deixando de cumprir os seus deveres em casa, na escola ou no trabalho.
É certo: às vezes, a rotina do dia a dia esgota-nos sobremaneira. Todavia, é preciso reconhecer que as perdas de tempo na cama, de manhã, normalmente se devem muito mais à nossa preguiça que ao nosso cansaço físico. Afinal, se aquela hora específica é o momento que tínhamos fixado para acordar, por que adiar para mais tarde?
Em 2015, este pode ser um ótimo propósito para nós: o " minuto heroico", levantar na hora certa, sem negociatas com o celular, "sem hesitar". Além de adiantar muito para o resto do dia, tal prática pode ser feita como verdadeiro exercício de mortificação. E a mortificação - não se pode esquecer -é uma escada imprescindível para subir ao Céu.
III. Fazer alguns minutos diários de meditação
"O minuto heróico. - É a hora exata de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza." ( Caminho, 206)
Muitas pessoas têm problemas para dormir; tantas outras, porém, têm o problema oposto: não conseguem levantar-se da cama no outro dia. Às vezes até dormem mais cedo, colocam o despertador para determinado horário, mas, simplesmente não acordam – ou pior, não querem levantar-se! Depois que ativam a "função soneca" do celular, elas cochilam indefinidamente, chegando a perder o horário e deixando de cumprir os seus deveres em casa, na escola ou no trabalho.
É certo: às vezes, a rotina do dia a dia esgota-nos sobremaneira. Todavia, é preciso reconhecer que as perdas de tempo na cama, de manhã, normalmente se devem muito mais à nossa preguiça que ao nosso cansaço físico. Afinal, se aquela hora específica é o momento que tínhamos fixado para acordar, por que adiar para mais tarde?
Em 2015, este pode ser um ótimo propósito para nós: o " minuto heroico", levantar na hora certa, sem negociatas com o celular, "sem hesitar". Além de adiantar muito para o resto do dia, tal prática pode ser feita como verdadeiro exercício de mortificação. E a mortificação - não se pode esquecer -é uma escada imprescindível para subir ao Céu.
III. Fazer alguns minutos diários de meditação
"Meditação. - Tempo certo e a hora certa. - Senão, acabará adaptando-se à nossa comodidade: isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é pouco eficaz." ( Sulco, 446)
"Um tempo de meditação diária - união de amizade com Deus - é coisa própria de pessoas que sabem aproveitar retamente a sua vida; de cristãos conscientes, que agem com coerência." ( Sulco, 665)
Em um mundo tomado por uma agitação contínua, na qual as pessoas agem quase que "a toque de caixa", falar de rezar chega a parecer conversa de outro mundo – ou da Idade Média. Com tanta coisa para fazer, parece não sobrar tempo para Deus e para o cuidado de nossa vida interior. Levado pelo ritmo frenético do dia a dia, então, quem é ateu vai simplesmente passando a sua curta existência neste mundo, e quem é cristão vai pouco a pouco se tornando materialista, uma espécie de "ateu prático".
O conselho de São Josemaría é um desafio para o homem moderno: "um tempo de meditação diária", com "tempo certo" e "hora certa". Um momento reservado, escolhido, específico, para Deus. É claro que é possível rezar enquanto se trabalha. São Paulo mesmo pede aos cristãos que rezem sem cessar (cf. 1 Ts 5, 17). Isso, no entanto, não pode ser desculpa para deixar de escolher um horário determinado e especial para tratar com Deus. O Cristianismo é a religião do amor. Quando alguém ama, quer estar com a pessoa amada, conversar com ela, desfrutar da sua presença. Ora, como podemos amar a Deus, se não queremos passar alguns poucos minutos diários diante d'Ele?
Em suma, na religião cristã, não se pode descuidar da oração, que é realmente a porta da santidade.
IV. Não esquecer o exame de consciência
"Um tempo de meditação diária - união de amizade com Deus - é coisa própria de pessoas que sabem aproveitar retamente a sua vida; de cristãos conscientes, que agem com coerência." ( Sulco, 665)
Em um mundo tomado por uma agitação contínua, na qual as pessoas agem quase que "a toque de caixa", falar de rezar chega a parecer conversa de outro mundo – ou da Idade Média. Com tanta coisa para fazer, parece não sobrar tempo para Deus e para o cuidado de nossa vida interior. Levado pelo ritmo frenético do dia a dia, então, quem é ateu vai simplesmente passando a sua curta existência neste mundo, e quem é cristão vai pouco a pouco se tornando materialista, uma espécie de "ateu prático".
O conselho de São Josemaría é um desafio para o homem moderno: "um tempo de meditação diária", com "tempo certo" e "hora certa". Um momento reservado, escolhido, específico, para Deus. É claro que é possível rezar enquanto se trabalha. São Paulo mesmo pede aos cristãos que rezem sem cessar (cf. 1 Ts 5, 17). Isso, no entanto, não pode ser desculpa para deixar de escolher um horário determinado e especial para tratar com Deus. O Cristianismo é a religião do amor. Quando alguém ama, quer estar com a pessoa amada, conversar com ela, desfrutar da sua presença. Ora, como podemos amar a Deus, se não queremos passar alguns poucos minutos diários diante d'Ele?
Em suma, na religião cristã, não se pode descuidar da oração, que é realmente a porta da santidade.
IV. Não esquecer o exame de consciência
"Se lutas de verdade, precisas fazer exame de consciência. - Cuida do exame diário: vê se sentes dor de Amor, porque não tratas Nosso Senhor como deverias." ( Sulco, 142)
"Há um inimigo da vida interior, pequeno, bobo; mas muito eficaz, infelizmente: o pouco empenho no exame de consciência." ( Forja, 109)
"Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento" ( Ef 4, 26), diz o Apóstolo. Trata-se de um conselho importantíssimo para qualquer convivência sadia entre as pessoas. Ora, se é preciso cuidar do relacionamento com os outros, muito mais da nossa intimidade com Deus!
Por isso, um belo propósito para este ano é não deixar que o dia termine sem fazer um diligente exame de consciência. Quem ama, procura sempre melhorar, corrigindo os próprios erros, a fim de agradar a pessoa amada. Um exame bem feito, todos os dias, ao final da noite, além de fortalecer a união com o Senhor, torna mais concreto e responsável o nosso amor a Ele, eliminando as ofensas e imperfeições que atingem o Seu coração. Não se pode, portanto, negligenciar a importância do exame de consciência para a nossa vida espiritual.
V. Perseverar no trabalho
"Há um inimigo da vida interior, pequeno, bobo; mas muito eficaz, infelizmente: o pouco empenho no exame de consciência." ( Forja, 109)
"Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento" ( Ef 4, 26), diz o Apóstolo. Trata-se de um conselho importantíssimo para qualquer convivência sadia entre as pessoas. Ora, se é preciso cuidar do relacionamento com os outros, muito mais da nossa intimidade com Deus!
Por isso, um belo propósito para este ano é não deixar que o dia termine sem fazer um diligente exame de consciência. Quem ama, procura sempre melhorar, corrigindo os próprios erros, a fim de agradar a pessoa amada. Um exame bem feito, todos os dias, ao final da noite, além de fortalecer a união com o Senhor, torna mais concreto e responsável o nosso amor a Ele, eliminando as ofensas e imperfeições que atingem o Seu coração. Não se pode, portanto, negligenciar a importância do exame de consciência para a nossa vida espiritual.
V. Perseverar no trabalho
"Deves sentir cada dia a obrigação de ser santo. - Santo!, que não é fazer coisas esquisitas: é lutar na vida interior e no cumprimento heróico, acabado, do dever." (Forja, 60)
"Obstáculos?... Às vezes, existem. - Mas, em algumas ocasiões, és tu que os inventas por comodismo ou por covardia. - Com que habilidade formula o diabo a aparência desses pretextos para que não trabalhes...!, porque sabe muito bem que a preguiça é a mãe de todos os vícios." ( Sulco, 505)
"'Passou-me o entusiasmo', escreveste-me. - Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor; com consciência do dever, que é abnegação." (Caminho, 994)
Não é verdade que o trabalho seja um castigo decorrente do pecado original. "O trabalho não é um castigo - ensina o Catecismo da Igreja Católica -, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível" (§ 378). Por isso, antes mesmo que o primeiro homem pecasse, Deus o pôs no jardim do Éden "a fim de o cultivar e guardar" (Gn 2, 15). Se a queda desfigurou o trabalho humano – o ser humano passou a comer o pão "com trabalhos penosos" e "com o suor do seu rosto" (cf. Gn 3, 17-19) –, Nosso Senhor, que passou a Sua vida oculta no serviço simples e escondido da carpintaria de Nazaré, devolveu-lhe a beleza e o significado originais. O homem não trabalha simplesmente para cumprir uma pena. Trabalha para ser santo. Para lutar "na vida interior e no cumprimento heroico, acabado, do dever".
O segredo de todos esses conselhos, todavia, está no amor. " Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor", diz o santo do quotidiano. Qualquer propósito para 2015 será em vão se não tiver como motor principal a caridade. Os sentimentos, o "entusiasmo", os arrepios dos primeiros anos de conversão, todas essas coisas passam. Ao contrário, o amor, fundado na vontade firme, na "determinada determinación" de agradar a Deus, permanece. Dia após dia, renovemos as nossas "promessas" de entrega e fidelidade a Ele. E teremos, sem dúvidas, um ano muito melhor do que este que passou.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
"Obstáculos?... Às vezes, existem. - Mas, em algumas ocasiões, és tu que os inventas por comodismo ou por covardia. - Com que habilidade formula o diabo a aparência desses pretextos para que não trabalhes...!, porque sabe muito bem que a preguiça é a mãe de todos os vícios." ( Sulco, 505)
"'Passou-me o entusiasmo', escreveste-me. - Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor; com consciência do dever, que é abnegação." (Caminho, 994)
Não é verdade que o trabalho seja um castigo decorrente do pecado original. "O trabalho não é um castigo - ensina o Catecismo da Igreja Católica -, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível" (§ 378). Por isso, antes mesmo que o primeiro homem pecasse, Deus o pôs no jardim do Éden "a fim de o cultivar e guardar" (Gn 2, 15). Se a queda desfigurou o trabalho humano – o ser humano passou a comer o pão "com trabalhos penosos" e "com o suor do seu rosto" (cf. Gn 3, 17-19) –, Nosso Senhor, que passou a Sua vida oculta no serviço simples e escondido da carpintaria de Nazaré, devolveu-lhe a beleza e o significado originais. O homem não trabalha simplesmente para cumprir uma pena. Trabalha para ser santo. Para lutar "na vida interior e no cumprimento heroico, acabado, do dever".
O segredo de todos esses conselhos, todavia, está no amor. " Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor", diz o santo do quotidiano. Qualquer propósito para 2015 será em vão se não tiver como motor principal a caridade. Os sentimentos, o "entusiasmo", os arrepios dos primeiros anos de conversão, todas essas coisas passam. Ao contrário, o amor, fundado na vontade firme, na "determinada determinación" de agradar a Deus, permanece. Dia após dia, renovemos as nossas "promessas" de entrega e fidelidade a Ele. E teremos, sem dúvidas, um ano muito melhor do que este que passou.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Um Feliz e Santo Natal!
"Chega-te a Belém, aproxima-te do Menino, embala-O, diz-Lhe um
monte de coisas ardentes, aperta-O contra o coração... Não falo de criancices:
falo de amor! E o amor manifesta-se com fatos: na intimidade da tua alma, bem O
podes abraçar! (São Josemaria Escrivá, "Forja,
345")
É preciso ver o Menino, nosso Amor,
no seu berço, olhar para Ele sabendo que estamos perante um mistério.
Precisamos aceitar o mistério pela fé, aprofundar no seu conteúdo. Para isso
necessitamos das disposições humildes da alma cristã: não pretender reduzir a
grandeza de Deus aos nossos pobres conceitos, às nossas explicações humanas,
mas compreender que esse mistério, na sua obscuridade, é uma luz que guia a
vida dos homens.
Ao falar diante do Presépio, sempre
procurei ver Cristo Nosso Senhor desta maneira, envolto em paninhos, sobre a
palha de uma mangedoura; e, enquanto ainda é Menino e não diz nada, vê-lo já
como Doutor, como Mestre. Preciso considerá-lo assim, porque tenho que aprender
dEle. E, para aprender dEle, é necessário conhecer a sua vida: ler o Santo
Evangelho, meditar no sentido divino do caminhar terreno de Jesus.
Na verdade, temos que reproduzir em
nossa vida a vida de Cristo, conhecendo Cristo à força de ler a Sagrada
Escritura e de a meditar, à força de fazer oração, como agora a estamos fazendo
diante do Presépio.
É preciso entender as lições que nos
dá Jesus já desde Menino, desde recém-nascido, desde que seus olhos se abriram
para esta bendita terra dos homens. Jesus, crescendo e vivendo como um de nós,
revela-nos que a existência humana, a vida comum e de cada dia, tem um sentido
divino". (São
Josemaria Escrivá - "É Cristo que passa, 13-14")
Fonte: Aqui
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