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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

São Josemaría Escrivá - Pureza (Capítulo do livro "Sulco")



831 A castidade - a de cada um no seu estado: solteiro, casado, viúvo, sacerdote - é uma triunfante afirmação do amor.

832 O “milagre” da pureza tem como pontos de apoio a oração e a mortificação.

833 A tentação contra a castidade demonstra-se tanto mais perigosa quanto mais dissimulada: por se apresentar insidiosamente, engana melhor. - Não transijas, nem sequer com a desculpa de não “parecer estranho”!

834 A santa pureza: humildade da carne! Senhor - pedias-Lhe -, sete chaves para o meu coração. E aconselhei-te que Lhe pedisses sete chaves para o teu coração e, também, oitenta anos de gravidade para a tua juventude... Além disso, vigia..., porque mais depressa se apaga uma fagulha do que um incêndio; foge..., porque aqui é uma vil covardia ser “valente”; não andes com os olhos esparramados..., porque isso não indica ânimo desperto, mas insídia de satanás. Mas toda essa diligência humana, junto com a mortificação, o cilício, a disciplina e o jejum, que pouco valem sem Ti, meu Deus!

835 Assim matou aquele confessor a concupiscência de uma alma delicada, que se acusou de certas curiosidades: - “Ora! Instintos de machos e de fêmeas!”.

836 Tão logo se admite voluntariamente esse diálogo, a tentação tira paz à alma, do mesmo modo que a impureza consentida destrói a graça.

837 Seguiu o caminho da impureza com todo o seu corpo... e com toda a sua alma. - A sua fé foi-se esfumando..., embora saiba muito bem que não é problema de fé.

838 “O senhor disse-me que se pode chegar a ser `outro' Santo Agostinho, depois do meu passado. Não duvido, e hoje mais do que ontem quero esforçar-me por comprová-lo”. Mas tens de cortar valentemente e pela raiz, como o santo bispo de Hipona.

839 Sim, pede perdão contrito, e faz abundante penitência pelos acontecimentos impuros da tua vida passada - mas não queiras recordá-los.

840 Essa conversa... suja, de cloaca! - Não basta que não a secundes: manifesta energicamente a tua repugnância!

841 É como se o “espírito” se fosse reduzindo, empequenecendo, até ficar num pontinho... E o corpo aumenta, agiganta-se até dominar. - Foi para ti que São Paulo escreveu: “Castigo o meu corpo e o reduzo à escravidão, não seja que, tendo pregado aos outros, venha eu a ser reprovado”.

842 Que pena dão os que afirmam - pela sua triste experiência pessoal - que não se pode ser casto vivendo e trabalhando no meio do mundo! - Com esse raciocínio ilógico, não deveriam incomodar-se se alguém ofende a memória de seus pais, de seus irmãos, da sua mulher, do seu marido.

843 Aquele confessor, um pouco rude, mas experiente, conteve os desvarios de uma alma e os reduziu à ordem com esta afirmação: “Andas agora por caminhos de gado; depois conformar-te-ás em ir pelos das cabras; e depois..., sempre como um animal, que não sabe olhar para o céu”.

844 Talvez sejas... isso mesmo, o que és: um animalzinho. - Mas tens de reconhecer que outros são íntegros e castos. Ah!, e não te irrites depois, quando não contarem contigo ou quando te ignorarem: eles e elas organizam os seus planos humanos com pessoas que têm alma e corpo..., não com animais.

845 Há quem traga filhos ao mundo para o seu benefício, para o seu serviço, para o seu egoísmo... E não se lembram de que são um dom maravilhoso do Senhor, do qual terão que prestar contas especialíssimas. Trazer filhos, somente para continuar a espécie, também o sabem fazer - não te zangues comigo - os animais.

846 Um casal cristão não pode desejar cegar as fontes da vida. Porque o seu amor se fundamenta no Amor de Cristo, que é entrega e sacrifício... Além disso, como Tobias recordava a Sara, os esposos sabem que “nós somos filhos de santos, e não podemos juntar-nos à maneira dos gentios, que não conhecem a Deus”.

847 Quando éramos pequenos, procurávamos grudar-nos à nossa mãe, ao passarmos por caminhos escuros ou por onde havia cachorros. Agora, ao sentirmos as tentações da carne, devemos chegar-nos estreitamente à Nossa Mãe do Céu, por meio da sua presença bem próxima e por meio das jaculatórias. - Ela nos defenderá e nos levará à luz.

848 Pensa, que são mais homens, ou mais mulheres, por levarem essa vida desordenada. Vê-se que os que raciocinam assim colocam o seu ideal de pessoa nas meretrizes, nos invertidos, nos degenerados..., naqueles que têm o coração podre e não poderão entrar no Reino dos Céus.

849 Permite-me um conselho, para que o ponhas em prática diariamente. Quando o coração te fizer notar as suas baixas tendências, reza devagar à Virgem Imaculada: Olha-me com compaixão, não me deixes, minha Mãe! - E aconselha-o assim a outros.


Fonte: http://www.escrivaworks.org.br/book/sulco-capitulo-26.htm

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O santo e o impostor



Havendo um impostor querido fazer-se passar por São Francisco Borja, foi condenado às galés.

Ao ouvir relatar o caso quedou-se muito admirado o grande santo e observou:

- Parece insensato esse homem que julga honra vestir a figura e fazer o maior papel do maior dos pecadores.

E acrescentou:

- Se ele mereceu galés só por usurpar o nome de um pecador, que mereço eu que o tenho na realidade?

Tais palavras revelam grande humildade de espírito.

A humildade é a base de toda a vida espiritual e constitui, com a mortificação, as duas colunas do templo interior. Ninguém está dispensado de a praticar, senão que é dever ainda mais imperioso para a alma que Deus cumulou de graças de escol. Para essa, a humildade devia ascender ao grau do heroísmo, pois que o abismo é enorme entre sua própria imperfeição e os benefícios recebidos.

Nosso Senhor praticou a humildade. Foi humilde de coração, humilde em toda a sua vida. Os homens infligiram-lhe humilhações sem número suportadas com inefável doçura, sofridas com admirável nobreza. Abriu-nos o caminho para o verdadeiro desprendimento, e aí, como em tudo, Ele é nosso modelo, o exemplo perfeito que devemos seguir, mesmo de longe.


Fonte: Lendas do Céu e da Terra
Créditos: Almas Castelo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

São Domingos Sávio

 Biografia de São Domingos Savio pelo Vaticano

Seu único interesse era Deus e o modo como fazer com que os outros concentrassem as suas energias para servi-Lo melhor. Aquilo que lhe faltava a nível de força física, ele recuperava em excelência moral, em fortaleza de coração e em aceitação da vontade de Deus, qualquer que esta fosse.
A primeira biografía da vida de Domingos foi escrita pelo seu mestre, São João Bosco, e destas páginas nasceram muitas vocações, inclusive a do futuro Papa Bento XVI que, com tanta ternura, admirava a Obra da Infância Missionária.
Domingos faleceu com apenas quinze anos de idade, no dia 9 de março de 1857. Sua Santidade o Papa Pio XII canonizou-o no ano de 1954. Exatamente há 50 anos.

«Como São Domingos Sávio, que todos sejam missionários do bom exemplo, da boa palavra, da boa ação em família, com os vizinhos e com os colegas de trabalho! Com efeito, em todas as idades pode-se e deve-se dar o testemunho de Cristo! O compromisso do testemunho cristão é permanente e quotidiano!»

Fonte: Site do Vaticano - Clique aqui

Biografia de Terésio Bosco – São Domingos Sávio

Domingos sempre ótimo filho
Tristeza estampada no rosto, Carlos Sávio ia ruminando tais idéias, ao retornar a casa no fim da jornada. De repente, porém, seu rosto se abre num sorriso: sabe que, na curva do caminho, aguarda-o o filho Domingos. Ei-lo. Soltando um grito agudo, precipita-se ao seu encontro, segura-lhe a mão, tenta agarrar a enxada, e acaba carregado ao colo. Pai e filho vão ao encontro de mamãe Brígida, que já deixou a mesa preparada e os espera à porta de casa.(p.5).
O pai não sabia ler nem escrever, mas trabalhava bem como ferrador, e complementava as parcas entradas trabalhando como camponês. Mamãe Brígida era costureira e dona de casa. Mulher simples, mas trabalhadora e educada, ensinava os filhos a trabalhar e rezar.(p.5).
 
Esperava no frio a missa começar
P.João chegava à igreja para rezar a primeira Missa. Com o frio que fazia, duvidava que houvesse gente para a Missa naquela hora. Ainda longe avistou Domingos Sávio…O bom padre ficou pasmado: – Que está fazendo aqui, Domingos? O menino estremeceu. Estava transido de frio. – Estou esperando a Missa começar. – Entre, entre, está fazendo muito frio. Vamos preparar o altar.(p.6).
 
Sempre dócil com aqueles que o ofendiam
Era obrigado a tratar com jovens malcomportados e levianos, mas nunca pude surprendê-lo a brigar. Se surgia alguma discussão, suportava com paciência os insultos dos colegas e afastava-se logo. Não me recordo de tê-lo visto tomar parte em divertimentos perigosos, ou de algum modo perturbar a aula. Muitos colegas convidavam-no a acompanhá-los nas peças que pregavam a pessoas de idade avançada, a atirar pedras, a roubar frutas ou danificar plantações; com muito jeito desaprovava-lhes o procedimento e recusava-se a participar de suas traquinagens.(p.8).

Era sensível com o sofrimento alheio
Um dia, dois alunos haviam armado um das suas, e o P.João, na presença dos outros meninos, empunhou a varinha flexível e bateu de verdade. Ao ver os dois coitadinhos chorar de dor, Domingos prorrompeu em pranto. E ao colega que lhe perguntou porque, respondeu: ‘Preferia que o professor batesse em mim’.(p.9)
 
Comunhão com apenas 7 anos
1849…eram tempos em que a Primeira Comunhão se fazia aos doze anos ou, no máximo, aos onze…Assim o P.João pôde anunciar a Domingos: “Dia 8 de abril, festa da Páscoa, vou dar-lhe a Primeira Comunhão. Ao saber disso, os conterrâneos resmungaram: “A Primeira Comunhão? Mas ele só tem sete anos!…”. Mas Domingos, aos que pensavam que o P. João estivesse cometendo um disparate, provou que mesmo aos sete anos pode-se estar preparado para receber Jesus dignamente.(p.10).
 
Lembranças de minha Primeira comunhão:
1-Confessar-me-ei com muita freqüência e farei a Comunhão todas as vezes que o confessor permitir
2- Quero santificar os dias santos
3- Meus amigos serão Jesus e Maria
4 – A morte, mas não o pecado
 
Sua escola era longe, mesmo assim, ia a pé
Chegou-se por fim a uma decisão: iria de manhã e de tarde a Castelnuovo. Sapatos às costas e pés no chão, começou sua peregrinação à escola municipal. Cinco quilômetros de ida pela manhã e cinco de volta à tarde. Contava dez anos!(p.15).
 
Anjo da Guarda
Uma vez, um camponês que também ia a Castelnuovo, ao mercado, perguntou-lhe:
-Você não tem medo de andar sozinho por estes caminhos?…
-Nunca estou só, respondeu Domingos. – O anjo da Guarda sempre me acompanha.
 
Recusa à maus conselhos
Os coleguinhas voltaram à carga:
-Vem conosco para uma nadadinha?
-Não, obrigado. Acho perigoso.
-Perigoso, nada! Nós lhe ensinamos a nadar. Venha!
-Quem lhe disse isso? Não vê que todos vão?
-Isso não quer dizer nada. De todo o jeito, vou primeiro pedir licença à mamãe, e se ela deixar…
-Está louco? Falar com sua mãe? Se nossos pais souberem a gente apanha.
-Se nossos pais não gostam, quer dizer que a coisa não é boa, e por isso não vou. Vocês me enganaram uma vez, por que querem enganar-me de novo? Acho que seria melhor vocês não irem também.(p.18).

Calou-se mesmo quando acusado injustamente
Dois moleques, depois de cochichar alguns instantes, esgueiram-se pela porta. Pouco depois, tornaram a entrar com dois blocos de neve, e sem que ninguém percebesse, meteram-nos na estufa. Produziu-se uma grande fumaça, e a neve derretida começou a escorrer como um riacho que se espraiou pela sala. Uma brincadeira de muito mau gosto. Foi quando chegou o P. Cugliero. Ao ver a água escorrer da estufa, aproxima-se com a cara fechada e tira a tampa…Depois, encolerizado, volta-se para os alunos.
-Quer dizer que vamos estar bem aquecidos não é? Quem foi? – A voz é bem severa…Com cara dura um deles se levanta, aponta o dedo acusador para Domingos Sávio: “Foi ele!”. O outro confirma sem titubear: “Sim, foi ele!”. O P.Cugliero caiu das nuvens:
-Domingos!Logo você! Nunca poderia imaginar!
Na hora, Domingos nem entendeu de que o acusavam…Levanta-se prontamente…ninguém o defende..No entanto todos tinham visto…
O professor continua: Ainda bem que é sua primeira falta. Não fosse assim, eu o teria expulsado da escola!
Todavia, no fim da aula, um dos que haviam visto os moleques armarem aquela peça já não agüenta mais…Dirige-se ao P.Cugliero e conta tudo. O bom professor mais uma vez cai  das nuvens:
-Mas por que, então…Esse bendito rapaz bem que poderia ter falado….
No dia seguinte, humilhado por ter castigado um inocente, diz a Domingos:
-Por que você não disse que não foi você?
Domingos sorriu:
-Não faz mal. Pensei que os dois seriam expulsos, e eu não queria. Quanto a mim, esperava ser perdoado. E depois…pensei em Jesus…Ele também foi injustamente acusado.(p.22).

São Domingos Sávio e Dom Bosco
O P.Cugliero era conterrâneo e amigo de Dom Bosco, e pensou que a seu lado Domingos Sávio poderia receber excelente formação…2 de outubro de 1854. O patiozinho na frente da casa do irmão de Dom Bosco foi o lugar do primeiro encontro.(p.23-24).
 
Daí-me almas e ficai com o resto
Perguntou o significado das palavras penduradas à parede. Dom Bosco ajudou-o  a traduzir: “Daí-me almas, Senhor, e ficai com o resto”. Era o lema que Dom Bosco escolhera para o seu apostolado.(p.28)
 
Bom exemplo
Aplicou-se com ardor ao estudo. Estudava e procurava compreender bem o catecismo. Mantinha-se afastado dos companheiros levianos, negligentes, desleixados. Procurava amigos entre os melhores, os mais estudiosos e exemplares.(p.31).
 
Guerra contra o pecado
Dia 28 de novembro, antes que a novena começasse, Domingos Sávio subira ao quarto de Dom Bosco:
-Domingos, você vai fazer alguma coisa par Nossa Senhora durante esta novena?
-Antes de mais nada, queria confessar-me para preparar bem minha alma. Depois, quero cumprir exatamente as ‘flores’ que o senhor aconselhar todos os dias da novena. Depois, quero comportar-me bem, para poder fazer a Comunhão todas as manhãs.
-Mais nada?
-Mais uma coisa. Quero declarar guerra impiedosa ao pecado mortal.
-E quero pedir muito, muito a Nossa Senhora e a Jesus…que me façam antes morrer que deixar-me cair num pecado venial contra a modéstia.(p.32-33).
 
Devoção à Maria
Domingos Sávio dirigiu-se ao altar de Nossa Senhora, tirou do bolso um papel em que havia escrito algumas linhas longamente meditadas, e consagrou-se  Maria…
“Maria, eu vos dou meu coração; fazei que seja sempre vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos! Mas, por piedade, fazei-me morrer antes que me aconteça a desgraça de cometer um só pecado”.(p.34).
 
Simplicidade
Eis o que escreve seu professor:
“Não me lembro de ter tido aluno mais atento, dócil e respeitoso que Domingos Sávio. Mostrava-se modelo em todas as coisas.
Não tinha afetação alguma na roupa e no cabelo; mas na modéstia das roupas e em sua humildade…mostrava-se bem-educado, cortês…(p.36).
Com o Crucifixo, Domingos, evita uma briga de dois meninos
Muniram-se ambos de cinco pedras…deslocaram-se para o canto de um prado, mediram vinte passos de distância…Domingos saiu correndo, abriu caminho, meteu-se no espaço livre entre os dois briguentos.
-Saia daí – gritou um deles, já empunhando a primeira pedra. –Tenho de ajustar contas com aquele covarde, e é inútil você querer fazer seu sermão.
Domingos encarou-o tristonho. Que fazer?…Pegou o pequeno Crucifixo que trazia ao pescoço e correu ao encontro do que se achava mais perto:
-Olhe o Crucifixo! – ordenou- e se tiver coragem, repita: “Jesus morreu perdoando os seus algozes. Eu, ao contrário, não quero perdoar, quero vingar-me até o fim!” O rapaz olhou para ele e resmungou:
-Que é que tem que ver isso?
Domingos percorreu os vinte passos que o separavam do outro e repetiu-lhe também a ele em tom de quem manda:
-Olhe o Crucifixo! E se tiver coragem repita: “Jesus morreu perdoando os seus algozes. Eu, ao contrário, quero vingar-me.
Este último era um bom rapaz, e ficou impressionado. Então Domingos segurou-o pela mão e arrastou-o para perto do outro:
-Mas por que é que se querem machucar? Por que querem causar desgosto aos pais e a Deus? Jesus perdoou a quem o matava, e vocês não são capazes de perdoar uma ofensa, feita num momento de raiva?
Domingos calou-se, mas continuou a encarar com tristeza os dois inimigos, sempre apertando na mão o pequeno Crucifixo. As pedras caíram no solo.(p.42-43).

Desejo de ser santo
Naquele domingo, Dom Bosco falou da santidade, e dividiu o argumento em três pontos:
  1. É vontade de Deus que todos nos tornemos santos.
  2. É muito fácil conseguí-lo
  3. Há um grande prêmio preparado no céu para quem se faz santo.
Desde então, Domingos começou a sonhar, e seu sonho foi a santidade: “Deus me quer santo, quero, pois, tornar-me santo.”(p.44).
 
Fórmula de Dom Bosco para a santidade:
-Vou dar-lhe a fórmula da santidade. Preste bem atenção. Primeiro:alegria. O que inquieta e tira a paz não vem de Deus. Segundo: deveres de estudo e de piedade. Atenção na aula, aplicação ao estudo, empenho de rezar bem. Tudo isso não por ambição, para receber elogios, mas por amor de Deus e para tornar-se um verdadeiro homem. Terceiro: fazer bem aos outros. Ajude os colegas sempre, mesmo à custa de sacrifício. A santidade está toda aí.(p.47).

Louvava a Deus quando alguém murmurava
Um colega de Domingos viu-o em dado momento tirar o chapéu e murmurar algumas palavras. Perguntou-lhe:
Que está dizendo?
E Domingos:
-Você não ouviu? Aquele carroceiro tomou o nome de Deus em vão. Pudesse ir ter com ele, dir-lhe-ia que não o fizesse mais, mas tenho medo de que faça pior. Contento-me então em dizer: Louvado seja Jesus Cristo, para reparar a ofensa ao Senhor.

Prestativo
Jovens…abandonados…postos de lado…esses eram os amigos prediletos de Domingos Sávio…quem tinha algum aborrecimento ia desabafar com ele. Se havia algum doente na enfermaria, o enfermeiro mais procurado, mais benquisto era sempre Domingos…”
Mamãe Margarida, disse um dia a seu filho: “Padre João, tens aqui no Oratório muitos jovens bons, mas podes acreditar em mim, bons como Domingos Sávio não há nenhum”.(p.60).
Mostrava-se sempre disponível. Houvesse um doente precisando de assistência, um colega de um repasse, um quarto para ser arrumado, estava sempre pronto. Chegou a emprestar suas luvas de lã a um pequerrucho que tremia de frio.(p.70).
Se podia prestar pequenos serviços aos companheiros, fazia-o de boa vontade. Limpava os sapatos, escovava a roupa, fazia a cama dos doentes, e dizia:
…-Cada um faz o que pode. Eu não sou capaz de fazer grandes coisas. Sei penas fazer essas coisinhas. Espero que Deus as acolha em sua bondade.(p.87).
Os grandes santos eram um exemplo no caminho da penitência: Santa Catarina de Sena tratava os ulcerosos com as próprias mãos; São Carlos e São Luís morreram entre os empestados, São Francisco abraçava os leprosos.(p.88).

Férias
Domingos pensava: “Minhas férias não serão a vindima do diabo, mas a messe de Nosso Senhor”…Aos pequenos ensinava o catecismo, levava-os à igreja, contava-lhes a vida de Jesus.(p.63).
 
Domingos Sávio ajuda a cuidar dos enfermos
Dom Bosco reúne seus quinhentos jovens:
-O prefeito lançou apelo aos corajosos. Se algum de vocês está disposto a sair comigo para ajudar os colerosos, garanto em nome da Virgem Maria que nenhum de nós será atingido pela doença. Contanto que conserve a graça de Deus e traga consigo uma medalha de Nossa Senhora. Naquela mesma noite, quarenta e quatro, dentre os maiores, ofereceram-se como voluntários. Entre eles, Domingos Sávio. (p.67).
 
A obra-prima de Domingos
A assembléia encarregou três membros de escrever um primeiro regulamento da Companhia, o qual deveria ser aprovado e praticado por tosos. Foram encarregados: Domingos Sávio, de 15 anos; Jose Bongioanni, de 18; e Miguel Rua, auxiliar de Dom Bosco e professor dos colegas. (p.71)

Exortação ao colega
Aconteceu um dia que um menino recebeu, não se sabe de quem, um jornal ilustrado que trazia algumas figuras não muito decentes. Dois ou três amigos começaram a folheá-lo, e depois juntaram-se outros mais. Olhavam e riam. Domingos que andava por aí, aproximou-se. Abriu caminho, tomou o jornal das mãos do dono e fê-lo em pedaços; Houve quem quisesse protestar. Domingos, sem lhes dar tempo, protestou primeiro.
-Desse jeito não vai. Coisas inconvenientes não devem entrar em nossa casa!
-Mas era só para rir.
-Você quer ir rindo para o inferno?
Ninguém mais se atreveu a protestar. Voltaram aos brinquedos.(p.78).

Dom Bosco proíbe à São Domingos Sávio as penitências
Proíbo-lhe absolutamente qualquer penitência. Antes tem que me pedir licença. Entendidos?…a penitência que Deus quer de você é a obediência. Obedeça, e isso basta para você.
-E não poderia permitir-me qualquer outra penitência?
-Sim – respondeu Dom Bosco. – Permito-lhe suportar com paciência as ofensas; tolerar com resignação o calor, o frio, o cansaço e todos os incômodos de saúde que Deus permitir.(p.84).
 
Mortificação dos sentidos
Olhava somente o que queria olhar. O resto era como se não existisse para ele. De início esse controle custou-lhe bastante: sofreu até uma violenta dor de cabeça. Mas conseguiu.
-Quero servir-me deles – respondeu com simplicidade – para contemplar o rosto de nossa Mãe do Céu, Nossa Senhora, quando for vê-la no paraíso.
…Também ao falar, Domingos sabia mortificar-se. O silêncio no estudo, na aula, na igreja…Ofendido, em vez de retrucar, sabia perdoar e sorrir…Escreve Dom Bosco: “Jamais seus lábios proferiram uma palavra de queixa.(p.86).
 
Lia o livro imitação de Cristo
Além de Kempis eu li o ‘Tesouro Oculto da Santa Missa’ do beato Leonardo. Se achar bom faça o mesmo.’(p.97).
 
Boa-morte
Domingos também fazia o seu Exercício da Boa Morte todos os meses….”um Pai-Nosso e uma Ave-Maria pelo primeiro que morrer dentro nós.”
Não se deve dizer ‘pelo primeiro que morrer dentro nós’ – insistia – mas, ‘por Domingos Sávio, que morrerá por primeiro. (p.109).

Morte de Domingos Sávio
O dr. Cafasso examinou-o e declarou:
-Trata-se de uma inflamação. Assim se chamava então a pneumonia.
Era o dia 9 de março de 1857. Chegou o pároco para uma última visita…
Meu querido pai, está na hora…Tome o meu livro de orações..e leia-me as orações da boa Morte.
…Era noite de 9 de março de 1857. Domingos nascia uma segunda vez. Para o céu.

Visão de Domingos Sávio no céu
Trinta dias eram passados da morte de seu filho, e o pobre pai, crutindo a dor ainda viva e profunda daquela perda, não podia dormir.  Eis senão quando parece-lhe abrir-se o teto do quarto, e grande luz espancar a escuridão. Em meio à intensa claridade delineia-se a imagem de seu Domingos, rosto sorridente e alegre, aparência majestosa e bela. Carlos Sávio ficou fora de si pela admiração. Depois balbuciou:
-Oh, Domingos, Domingos! Como vai? Onde está? Já está no céu?
-Sim, papai – respondeu – Estou de fato no céu.
-Oh, Domingos..Se Nosso Senhor lhe concedeu tão grande graça, peça-lhe por seus irmãos e irmãs, para que um dia possam juntar-se a você…E peça-lhe também por mim e por mamãe, para que todos nos possamos salvar e reunir-nos no céu.
Domingos sorriu seu sereno sorriso e respondeu:
-Sim, papai, sim. Rezarei.
A luz desapareceu, e o quarto voltou à escuridão.(p.126-127).
 
Santo
Pio XI declara Domingos Sávio ‘ Venerável’. Pio XII declara Domingos Sávio Beato.
Pio XII declarou Santo Domingos Sávio em 12 de junho de 1954.(p.137-138).

Fonte: São Domingos Sávio. Terésio Bosco. 2007. Editora Salesiana.

domingo, 21 de abril de 2013

Ó Virgem Maria, dá-me um coração bom - Santa Edith Stein

Ó doce mãe Maria, dá-me um coração 
Cheio de vitalidade, aberto como o coração de teu filho, 
E transparente como as águas de uma fonte clara. 
Dá-me um coração nobre e corajoso, que não se aborrece, 
Nem sequer liga para as chateações sofridas; 
Um coração despreocupado que se doa alegremente; 
Um coração que conhece as fraquezas, 
E por isso as sente e as experimenta interiormente; 
Um coração profundo e agradecido, 
Que não faz descaso das coisas pequenas. 
Dá-me um coração suave e humilde, 
Que ama sem reivindicar amor em troca, 
Que, cheio de alegria, libera espaço 
Noutro coração para teu filho; 
Um coração nobre e vigoroso, 
Que não se abate nas decepções; 
Que não se dispersa e não se zanga; 
Que não se paralisa com as provações; 
Que na falta de atenção não perde a sintonia, 
Que na indiferença não se desencoraja. 
Dá-me, porém, um coração, 
Impulsionado pelo amor que tens por Jesus, 
Pelo desejo da maior honra e glória de Jesus 
E nisso não se detenha, 
Até alcançar o céu. Amém.
Edith Stein

sábado, 19 de janeiro de 2013

Oração a Maria Santíssima Para Guardar a Santa Pureza



1. Coração Puríssimo de Maria, por vosso amor e com vosso auxílio, estou resolvido a não consentir, neste dia, em nenhum pensamento impuro. Ajudai-me, Senhora, a afastá-los logo. Ave Maria.
2. Coração Puríssimo de Maria por vosso amor e com vosso auxílio, estou resolvido a não proferir, neste dia, palavra alguma indecente. Purificai, Senhora, a minha língua. Ave Maria.
3. Coração Puríssimo de Maria por vosso amor e com vosso auxílio, estou resolvido a guardar, neste dia, especial modéstia em todas as minhas ações. Ó Senhora minha! Ó minha Mãe! Impetrai-me a graça de sempre e em tudo dar gosto ao vosso Puríssimo Coração. Ave Maria.
Meu Jesus,
Fazei-me puro. Puro nos olhos, pensamentos e nas ações.
Fazei-me humilde, que eu sempre desconfie de mim mesmo e não me exponha ao perigo do pecado.
Fazei-me penitente, dai-me amor ao sofrimento; tanto sofrestes por mim, que quero sofrer por vós.
Fazei-me generoso, para que eu nada vos recuse e toda a minha seja vossa.
Fazei-me zeloso pela Glória de Deus e pela Salvação das almas
Meu Jesus, fazei-me obediente aos meus pais e superiores.
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Do Livro de Orações da Adm. Apostólica S. J. Maria Vianney, de Campos-RJ
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