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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A Santa Pureza - São Josemaría Escrivá (Capítulo do livro "Caminho")


118 Deus concede a santa pureza aos que a pedem com humildade.

119 Que bela é a santa pureza! Mas não é santa nem agradável a Deus, se a separamos da caridade.

A caridade é a semente que crescerá e dará frutos saborosíssimos com a rega que é a pureza.

Sem caridade, a pureza é infecunda, e as suas águas estéreis convertem as almas num lamaçal, num charco imundo, donde saem baforadas de soberba.

120 Pureza?, perguntam. E sorriem. - São os mesmos que vão para o matrimônio com o corpo murcho e a alma desiludida.

Prometo-vos um livro - se Deus me ajudar - que poderá ter este título: “Celibato, Matrimônio e Pureza”.

121 É necessária uma cruzada de virilidade e de pureza que enfrente e anule o trabalho selvagem daqueles que pensam que o homem é uma besta.

- E essa cruzada é obra vossa.

122 Muitos vivem como anjos no meio do mundo. - Tu... por que não?

123 Quando te decidires com firmeza a ter vida limpa, a castidade não será para ti um fardo; será coroa triunfal.

124 Escreveste-me, médico apóstolo: “Todos sabemos por experiência que podemos ser castos, vivendo vigilantes, freqüentando os Sacramentos e apagando as primeiras chispas da paixão, sem deixar que ganhe corpo a fogueira.

“É precisamente entre os castos que se contam os homens mais íntegros, sob todos os aspectos. E entre os luxuriosos predominam os tímidos, os egoístas, os falsos e os cruéis, que são tipos de pouca virilidade”.

125 Eu quereria - disseste-me - que João, o Apóstolo adolescente, tivesse uma confidência comigo e me desse conselhos; e me animasse a conseguir a pureza do meu coração.

Se na verdade o queres, dize-lhe isso. E sentirás ânimo e terás conselho.

126 A gula é a vanguarda da impureza.

127 Não queiras dialogar com a concupiscência; despreza-a.

128 O pudor e a modéstia são os irmãos menores da pureza.

129 Sem a santa pureza, não se pode perseverar no apostolado.

130 Tira-me, Jesus, esta crosta suja de podridão sensual que me recobre o coração, para que sinta e siga com facilidade os toques do Paráclito na minha alma.

131 Nuncas fales, nem sequer para te lamentares, de coisas ou acontecimentos impuros. Olha que é matéria mais pegajosa que o piche. - Muda de conversa, e, se não é possível, continua, falando da necessidade e formosura da santa pureza, virtude de homens que sabem o que vale a sua alma.

132 Não tenhas a covardia de ser “valente”; foge!

133 Os santos não foram seres disformes, casos de estudo para um médico modernista.

Foram e são normais; de carne, como a tua. - E venceram.

134 Ainda que a carne se vista de seda... - dir-te-ei, quando te vir vacilar diante da tentação, que oculta a sua impureza sob pretextos de arte, de ciência..., de caridade!

Dir-te-ei, com palavras de um velho ditado espanhol: “Ainda que a carne se vista de seda, carne se queda”*

(*) O ditado original diz: "Aunque la macaca se vista de seda, macaca se queda", continua a ser macaca (N. do T.).

135 Se soubesses o que vales!... É São Paulo quem te diz: foste comprado "pretio magno" - por alto preço.

E depois continua: "Glorificate et portate Deum in corpore vestro" - glorifica a Deus e traze-O em teu corpo.

136 Quando procuraste a companhia de uma satisfação sensual... - depois, que solidão!

137 E pensar que por uma satisfação de um momento, que deixou em ti travos de fel e azebre, perdeste “o caminho”!

138 "Infelix ego homo! Quis me liberabit de corpore mortis hujus?" - Pobre de mim! Quem me livrará deste corpo de morte? - Assim clama São Paulo. - Anima-te. Ele também lutava.

139 À hora da tentação, pensa no Amor que te espera no Céu. Fomenta a virtude da esperança, que não é falta de generosidade.

140 Não te preocupes, aconteça o que acontecer, desde que não consintas. - Porque só a vontade pode abrir a porta do coração e introduzir nele essas coisas execráveis.

141 Na tua alma, parece que ouves materialmente: “Esse preconceito religioso!...” - E depois, a defesa eloqüente de todas as misérias da nossa pobre carne decaída: “os seus direitos!”

Quando isto te acontecer, diz ao inimigo que há lei natural e lei de Deus, e Deus! - E também inferno.

142 "Domine!" - Senhor! - "si vis, potes me mundare" - se quiseres, podes curar-me.

- Que bela oração para que a digas muitas vezes, com a fé do pobre leproso, quando te acontecer o que Deus e tu e eu sabemos! - Não tardarás a sentir a resposta do Mestre: "Volo, mundare!" - Quero, sê limpo!

143 Para defender a sua pureza, São Francisco revolveu-se na neve, São Bento jogou-se num silvado, São Bernardo mergulhou num tanque gelado...

- Tu, que fizeste?

144 A pureza limpidíssima de toda a vida de João torna-o forte diante da Cruz. - Os outros Apóstolos fogem do Gólgota; ele, com a Mãe de Cristo, fica.

- Não esqueças que a pureza fortalece, viriliza o caráter.

145 Frente de Madrid. Uma vintena de oficiais, em nobre e alegre camaradagem. Ouve-se uma canção, e depois outra e mais outra.

Aquele jovem tenente de bigode escuro só ouviu a primeira:

“Corações partidos,

eu não os quero;

e se lhe dou o meu,

dou-o inteiro”.

“Quanta resistência em dar meu coração inteiro!” - E a oração brotou em caudal manso e largo.


Fonte: http://www.escrivaworks.org.br/book/caminho-capitulo-4.htm

sábado, 25 de julho de 2015

São João Bosco, sobre as más companhias




Há três espécies de companheiros: os bons, os maus e os que não são totalmente maus, mas nem são bons. Com os primeiros podeis entreter-vos e tirareis proveitos; com os últimos, tratai quando houver necessidade, sem contrair nenhuma familiaridade. Quanto aos maus, esses devemos absolutamente evitar. Mas quais são esses maus companheiros? Prestai atenção e ficareis sabendo quais sejam.
Todos os jovens que na vossa presença não se envergonham de ter conversas obscenas, de dizer palavras equívocas ou escandalosas, murmurações, mentiras, juramentos vãos, imprecações, blasfêmias, ou então procuram afastar-vos das coisas da igreja, os que vos aconselham a roubar, a desobedecer aos vossos pais ou a transgredir algum dever vosso, todos esses são maus companheiros, ministros de satanás, dos quais deves fugir mais do que da peste e do diabo em pessoa.
Ah! meus caros, com as lágrimas nos olhos eu vos suplico que eviteis e aborreçais tais companhias. Ouvi o que diz o Nosso Senhor: quem andar com o virtuoso será também virtuoso. O amigo dos perversos tornar-se-á semelhante a ele. Foge do mal companheiro como da mordedura de uma cobra venenosa: "quasi a fácie cólubri" (Eclo XXI, 2).

Em suma, se andardes com os bons, eu vos garanto que ireis com os bons ao Paraíso. Pelo contrário, frequentando companheiros perversos, vos pervertereis também vós, com perigo de perder irremediavelmente a vossa alma. Dirá alguém: São tantos os maus companheiros, que seria preciso sair deste mundo para evitá-los todos. Bem sei que são muitos numerosos os maus companheiros e é por isso mesmo que vos recomendo com empenho que fujais deles.

E se, para não tratar com eles, fôsseis obrigados a ficar sozinhos, felizes de vós, porque teríeis em vossa companhia Jesus Cristo, a bem-aventurada Virgem Maria e o vosso Anjo da Guarda. Poderemos encontrar companheiros melhores do que esses?

Contudo pode-se também ter bons companheiros e serão sempre os que frequentemente acodem aos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão, os que frequentam a Igreja, os que com as palavras e como exemplo vos incitam ao cumprimento dos vossos deveres e vos afastam de ofender de Deus. 

A estes deveis frequentar e tirareis muito proveito. Desde que Davi, quando jovem, começou a frequentar um bom companheiro chamado Jônatas, tornaram-se ambos bons amigos com proveito recíproco, porque um animava ao outro na prática da virtude.

São João Bosco, O cristão bem formado. Campinas, SP: Ecclesiae, 2010,p.33-35
Créditos: Courage Brasil

domingo, 18 de janeiro de 2015

São Domingos Sávio: um adolescente santo



Estava Domingos voltando da escola, numa tarde abrasadora de verão, em companhia de um rapaz de nome João Zucca. O dia estava tão quente que dificultava até a respiração.
Ao passarem por uma ponte, pararam e sentaram-se pondo os pés dentro das águas do rio Ruenta. Zucca atirava palhas dentro do rio e, com muita atenção, ficava observando-as flutuar na correnteza e desaparecer sob a ponte. Mais abaixo, viu um grupo de meninos brincando às margens do rio, entrando na água e saindo. A correnteza era rápida e perigosa, mas refrescante.
— Ooba! – exclamou Zucca. — Não há outra coisa a fazer num dia como este! Vamos nadar um pouco! – deixou-se escorregar pela rampa gramada e, um instante após, mergulhou na água, embora fosse o local bastante perigoso.
Domingos acompanhou-o.
De volta a casa, Domingos permanecia silencioso.
— Alguma coisa errada, Domingos? – perguntou-lhe Zucca, porque normalmente Domingos era um colega muito alegre.
— Estava pensando se era conveniente a gente ir nada naquele lugar.
— Não é direito nadar? Como assim?
— Bem, o modo de falar dos rapazes e os gestos que faziam com o corpo não me pareciam corretos.
— Ora, Domingos! Eles não tencionavam mal algum.
Dias depois, o tempo estava outra vez muito quente e os dois meninos procederam da mesma forma, até certo ponto. Quando deixaram a ponto para entrar na água, Domingos parou.
— O que há, Domingos? Não vai entrar?
— Não. Eu não sou bom nadador e a correnteza é muito forte aqui.
— Não precisa ser bom nadador para dar um mergulho.
— E se eu começasse a me afogar?
— Faça como nós. Não pode falhar.
— Bem. Seja como for, eu não gostei do que os rapazes estavam dizendo e fazendo, outro dia.
— O que dizem ou fazem nada tem a ver com você.
— Vou perguntar em casa se posso nadar com você.
— Não faça isso. Seríamos castigados se soubessem que estamos nadando aqui.
— Se é assim, agora é que não vou mesmo. Quando da primeira vez, Domingos se sentira chocado ao observar como os rapazes agiam enquanto nadavam. Percebeu o perigo que corria em tais circunstâncias e recusou-se definitivamente a ir nadar junto com outros, outra vez. Na biografia de Domingos, Dom Bosco escreveu que ele se recusara a ir nadar com os demais. Essa foi a verdade. Entretanto, após a morte do jovem, quando sua vida foi publicada, Zucca insistiu na presença de outros que Dom Bosco estava errado. Domingos havia nadado. Ele, Zucca, era testemunha. Espalhou-se rapidamente a notícia, chegando aos ouvidos de Dom Bosco. O santo reuniu os fatos e esperou o momento oportuno para revelá-los. A ocasião se apresentou numa noite, após o jantar, quando os meninos se preparavam para deixar o refeitório. [...] O santo passou através das filas silenciosas e pôs-se de pé sobre uma cadeira. Suas feições, habitualmente sorridentes, mostravam-se sérias.
— Alguma coisa está erada! – murmuraram entre si os rapazes.
— Chegou a meus ouvidos que alguém pôs em dúvida o que escrevi sobre Domingos. A parte questionada é a que afirma que Domingos se recusou a ir nadar com os outros meninos. Esta é a pura verdade. Ele se recusou mesmo. Por outro lado, é também verdade que ele foi a primeira vez, influenciado pela mesma pessoa que deu início à campanha de murmurações. Deliberadamente, omiti mencionar o primeiro incidente, porque desejava ocultar, em seu próprio benefício, o nome de tal pessoa. Achei que ele se deveria mostrar grato a mim, por poupá-lo a tal vexame, em público. Então olhou diretamente para Zucca que estava ficando cada vez mais vermelho, à proporção que Dom Bosco ia falando.
— Agora, Zucca, agradeça somente a si próprio, pela vergonha que está passando, e você tem realmente motivo para se sentir envergonhado. Após a saída de Dom Bosco, os meninos não foram capazes de quebrar o silêncio durante alguns minutos. Nunca tinham ouvido Dom Bosco falar com tanta dureza. O santo, normalmente doce e gentil, mostrou sua ira aquela noite, visto tratar-se da defesa da modéstia. Qualquer ataque à moralidade, sutil ou aberto, leve ou sério, era sempre repelido vigorosamente pelo santo. A favor do pobre Zucca, objeto das iras de Dom Bosco, pode-se dizer que mais tarde, o santo declarou que Zucca tinha sido favorecido com grandes graças extraordinárias de Nossa Senhora. Dom Bosco foi muito severo quanto a permitir aos meninos nadarem sem o devido respeito à modéstia cristã. Dois de seus jovens, uma vez, faltaram à aulas para ir nadar no rio Dora, em Turim. Às margens do rio, receberam duas palmadas bem aplicadas por mãos invisíveis. Descobriram quem era o dono daquelas pesadas mãos, quando o santo enviou uma carta de Lanzo, a 48 quilômetros de distância, contando ao superior e aos meninos o que ele tinha feito. Embora divertido, esse incidente é também esclarecedor. Mostra-nos a importância que o santo atribuía à modéstia, como guarda da pureza. Instruído por tal mestre, Domingos não poderia assumir outra atitude diante da pureza, a não ser aquela que lhe foi tão características. A respeito da pureza de Domingo, São Pio X disse uma vez ao Cardeal Salotti, postulador da Causa: “Um jovem que levou para o túmulo sua inocência batismal, que durante os curtos anos de sua existência nunca revelou a presença de nenhuma defeito, é real e verdadeiramente um santo Que mais podemos desejar?”

Fonte: São Domingos Santo, um adolescente santo, por Peter Lappin. p. 95-98. Ed. Salesiana Dom Bosco. 3.ª Edição. São Paulo, 1996

Créditos aos blogs Católicos Tradicionais e O Segredo do Rosário. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A mulher moderna e a pomba feminista



A mulher moderna e a pomba feminista

Viviam aquelas pombas irrequietas e felizes na doce paz do seu pombal. Todas as manhãs voavam ao campo, com o pescoço irisado pelo sol, e bicavam os grãos da foice do ceifeiro. À noite o pombal dava-lhes abrigo e calor e, ali no ninho escondido na parede, ouviam alegremente o pio de seus filhotes. Não careciam de nada; tinha tudo; viviam ditosas e morriam tranquilas. Mas, eis que um dia apareceu no pombal uma pomba revolucionária. Vinha de outras terras, onde as pombas sacrificavam a felicidade à liberdade, e falou-lhes desta maneira:

-- Companheiras, viveis dois séculos atrasadas com respeito às pombas de outros países. Basta de clássicas submissões, de vida aborrecida e estéril. Por que havemos de ser inferiores às patas? Elas podem ir a esterqueira, e nós temos medo de nos mancharmos; elas podem banhar-se até na água suja e nós não temos coragem de meter-nos no rio. Para que defender tanto a nossa alvura, a nossa pureza? Isso são preconceitos da Idade Média! Cada uma faça o que bem entender, pois para isso é dona do seu corpo e de sua vida. Vamos a esterqueira! Ao charco!

Todas as pombas incautas aplaudiram a estrangeira agitando as asas. Dirigidas pela revolucionária, voaram para um pântano infecto que se via a distância. Enlambuzaram-se, revolveram-se no lodo com grande algazarra e... não vos direi como saíram dali as pombas!

Assim, caros leitores, viviam nossas ditosas e tranquilas mulheres. No ninho do seu lar viviam em paz a vida do trabalho e do amor. Mas a civilização revolucionária começou a cantar seu canto de sereia assim: -- Como! Estareis toda a vida fechadas em casa? E escravas dos homens? Basta, basta já de submissões! Não vedes como se chegou, em outros países, à emancipação da mulher? Abandonai os vossos preconceitos medievais! A mulher é dona do corpo e de sua vida. Por que sacrificar à alvura da pureza todas as alegrias do prazer? Ao charco! Ao pântano!

E as mulheres modernas lançaram-se e revolveram-se no charco da vida... e, não vos direi como saem dele as mulheres de hoje!

Fonte: Fonte: “Tesouro de Exemplos”, compilado por Pe. Francisco Alves, C.SS.R. - Ed. Vozes

Retirado do blog Mater Dei

Nota do blog original: O título original do texto, como está no livro, é apenas “A mulher moderna”, complementamos o titulo na postagem do blog para ressaltar mais uma vez os males que o feminismo trouxe para a vida das mulheres e consequentemente para toda a sociedade.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A diferença entre o machista e o homem cristão


 Por Wendel Jam

Sobre o machista:

Para mim, machista é o homem que se sente superior e vê as mulheres como meros objetos sexuais, coisas descartáveis que somente existem para satisfazê-lo. É aquela pessoa que mesmo namorando ou sendo casado, não perderá a chance de olhar com cobiça para as trinta moças bonitas que passarem em sua frente, não importando se estas são comprometidas ou não. Para ele, valores morais não importam desde que, claro, não seja ele a pessoa a ser afetada pela ausência de tais valores. Assiste pornografia e sempre irá procurar um amigo para conversar safadezas.

Se uma mulher der chance para ele? "Opa! O que cair na rede é peixe!"Isso quando não é ele mesmo a cortejar as moças, afinal está sempre na caça! E a namorada ou esposa como fica? Ah, ela não é muito importante... é apenas um objeto a quem ele pode usar "oficialmente" por alguns meses ou anos.

O machista não tem valores éticos, morais e nem personalidade. Devasso, moldará seu comportamento sempre de acordo com o que mais agradar a próxima vítima, a fim de conquistá-la. Nem sempre consegue, mas, quando obtêm êxito, não consegue manter-se no "teatro" por muito tempo e poderá escutar frases como "você não é mais a pessoa que conheci" antes dos fins de relacionamentos.

Em casos mais graves, ele sente-se no direito de espancar ou até violentar a mulher, afinal, sente-se (ou desejaria ser) o possuidor daquela pobre vítima.

Em resumo, machista é aquele homem safado que sempre irá querer USAR a mulher e dela buscará conseguir prazer, ainda que este seja somente visual. Neste sentido, defenderá com unhas e dentes o direito de ver mulheres usando roupas imodestas tais como mini-saias, biquínis, etc . ou comportando-se de forma devassa e inadequada.

É aqui onde a coisa fica séria! Porque ele NÃO DIRÁ que quer ver mulheres seminuas pelo desejo de olhar para elas e ficar imaginando safadezas; ou porque deseja conhecer as presas antes de usá-las. Não! Em tempos de valores invertidos, este tipinho irá dizer que, por "NÃO SER MACHISTA", defende que as mulheres exibam-se, comportem-se mal ou até prostituam-se (!) por prezar pela "liberdade da mulher"!

Obviamente que ele não defenderá a tal "liberdade da mulher" quando esta optar pelo recato e modéstia, pois logo a entenderá como fanática religiosa, antiquada e ultrapassada. Pior ainda: aos homens que admirarem e valorizarem tais mulheres, os chamarão de machistas!

Sim! É isso mesmo! Para esses miseráveis e também para muitas mulheres desprovidas de inteligência, machista é exatamente o homem cristão que deseja viver em uma sociedade sem devassidão; que não quer ver mulheres seminuas desfilando sua imoralidade nas praias, mas que antes busca valorizar a mulher enquanto criatura amada de Deus, templo do Espírito Santo!

(...)

Sobre o cristão autêntico:

Um homem de verdade respeita os sentimentos e sonhos da mulher; ama as qualidades intelectuais e espirituais dela; reconhece e aprecia a docilidade e autêntica feminilidade nela; e sempre enxerga além da beleza do corpo que ela possui. Entretanto, será exatamente por enxergar além do que é unicamente físico que ele não apreciará observar mulheres se expondo como se fossem carne no açougue.

Mas vejam a loucura da nossa sociedade! Tem gente encarando exatamente estes homens cristãos, que valorizam as mulheres e que não vêem nelas apenas um pedaço de carne a oferecer prazer, como sendo os machistas!

Se antes fossem uma espécie de canalhas desonestos que desejassem cobrir suas esposas com burkas e, ao mesmo tempo, valorizassem a nudez da mulher alheia, eu ficaria calado e até seria mais um a denunciar tal hipocrisia. Mas não é! Até onde eu percebo, os poucos homens que ainda se arriscam a lutar pela decência de suas namoradas, esposas e filhas, também o desejam para toda a sociedade!

(...)

Conclusão:

Em tempos de valores invertidos, loucura e cegueira espiritual, o verdadeiro machista é, muitas vezes, tido como o "herói" e defensor das mulheres devassas que, vitimizadas, fazem-se de oprimidas pelos "malvados" homens da Igreja.

Ah, não! Pior! Há, ainda, homens que se dizem católicos e que defendem e justificam a imodéstia e imoralidade de suas respectivas namoradas e esposas!

Entretanto, nem o machista e nem o mau católico servem de referência. Os exemplos a observar são sempre dos santos: que jamais apoiariam ou defenderiam a promiscuidade e imoralidade; e das santas: que jamais se sujeitariam a vestir, agir e pensar como as mulheres devassas, impuras e imodestas da nossa sociedade contemporânea.

Logicamente que por causa do pecado original, o homem passou a ter o desejo de "olhar" e a mulher de "mostrar", mas homens e mulheres verdadeiramente cristãos buscarão superar tais tendências ao pecado e saberão distinguir quem realmente defende a virtude e a dignidade humana, pois, por outro lado, abominarão o pecado e a justificação dos pecados por parte de alguns que querem manter-se em uma sociedade suja e imoral.

Fonte da postagem original, clique aqui


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Leia mais textos relacionados a este assunto clicando nos links abaixo:













Fonte: Blog Mater Dei

quinta-feira, 25 de abril de 2013

As modas "sexy": o que pensam os homens


Por Mike Mathews - Tradução Aline Rocha


Como de fato afetam, aos homens, as roupas “sexys” das mulheres? Como homem, eu gostaria de explicar. Freqüentemente, vejo mulheres a usar calças jeans apertadas, vestidos ajustados ao corpo e mini-saias. Algumas usam calças “rasgadas”, blusas decotadas e suéteres apertados, enquanto que outras mostram partes de seus sutiãs aqui ou ali. As mulheres estão vestindo modas “sexy” em todos os lugares: nas escolas, no trabalho e até na Igreja.


Com essas atitudes exibicionistas como que elas querem ser honradas e respeitadas pelos homens? Às vezes, pergunto-me no meu interior quais serão os motivos que as leva a agir dessa forma. Será que estão tratando de ser atrativas e estar na moda? Ou estão buscando algo mais? Elas tem noção de quais os sinais que estão enviando aos homens? Elas estão em busca de atenção? – ou estão tentando encontrar um bom marido e um amor seguro? Querem conseguir um encontro ou incrementar a confiança em si mesmas? Podem ser estas as razões ou existem outras? Mas o certo é que ao vestir-se “sexy” nunca conseguirão com que os homens lhes honrem ou as respeitem. De fato, na realidade, é quase certo que os homens não as honraram nem as respeitaram. Se você quer que um homem a respeite, e talvez se enamore, então, você deve mostrar auto-respeito e reconhecer sua dignidade perante Deus. A melhor maneira de mostrar isto é a modéstia no vestir-se, nas palavras, nos pensamentos e nas ações.


O que provoca pensamentos sexuais nos homens?
É natural querer vestir-se de modo atraente. Mas às vezes, sem até dar-se conta, as mulheres que vestem roupas “sexys” estão se “vestindo para o sexo” – isto é, se veste de tal forma que provoca pensamentos sexuais nos homens. Por que os homens reagem dessa maneira e por que as mulheres nem sempre se dão conta disso? Porque os homens e as mulheres são feitos de maneira diferente no que se refere ao corpo humano. O fato é que não se necessita muito estímulo visual para que os homens se excitem sexualmente. A visão do corpo feminino, ainda que seja pouco, e ainda que a moça seja completamente desconhecida, pode despertar pensamentos sexuais instantaneamente. Isto pode ser difícil de entender para as mulheres, mas é a mais pura verdade.

E as mulheres? Minhas amigas dizem-me que, certamente, as mulheres apreciam os homens bonitos, mas não são afetadas visualmente na mesma intensidade que os homens. Elas pensam, por exemplo, que as palavras de amor, a ternura e o apreço sincero são muito mais significativos que o porte físico dos homens. Dadas estas diferenças, não há dúvidas que as roupas “sexys” chamarão a atenção do homem. Para algumas mulheres, isto pode ser divertido a princípio, mas ao final não será, porque não vai atrair o tipo de atenção – ou o homem – que uma mulher deseja. Por quê? Porque as moças que usam roupas atraentes, causa nos homens somente a libido e vontade de “usá-las” sexualmente em lugar de amá-las por quem são.
Não se esqueça, o ato de ver o corpo de uma mulher é um estímulo tão forte para o homem que, ao menos que ele tenha se treinado ou seja altamente disciplinado, haverá situações difíceis para ele controlar seus pensamentos sexuais. E uma vez que estes pensamentos comecem, freqüentemente se convertem em pensamentos impuros como “se pudéssemos estar sozinhos” ou “eu gostaria muito de fazer…”. Isso se chama luxúria, e as roupas que as mulheres usam pode despertar esses pensamentos em um segundo. Sim, os homens são culpáveis de se alimentarem de pensamentos luxuriosos. Mas os homens decentes querem evitar estes pensamentos e esperam que as mulheres os ajudem, através da exercitação da virtude e usando roupas modestas que não os conduza a ter fortes tentações.


O que faz com que os homens vejam as mulheres como objetos sexuais?
Mesmo que você saiba ou não, se você usa roupas que mostre seu corpo, muitos homens lhe verão como um objeto sexual. Não somente isso, mas a maneira que você se veste pode afetar também como estes homens vêem as outras mulheres. Quando os homens estão dispostos a ver uma mulher sob o domínio de luxúria, eles tendem a desenvolver uma visão distorcida de todas, fazendo com que vejam e tratem as outras mulheres com que eles se encontrarão depois, como objetos sexuais.
Tendo consciência ou não, se você se apresenta de uma maneira sexualmente reveladora – ainda que ligeiramente – muitos homens desejarão ter seu corpo para o seu prazer, sem preocupar-se em considerar-te como uma pessoa. Muitos homens lhe verão como sexualmente fácil. Outros, estarão constantemente distraídos com tentações sexuais e lhes será difícil chegar a te conhecer como a pessoa maravilhosa que você é.
Alguns atacar-te-ão verbalmente ou dir-te-ão qualquer coisa que você deseja ouvir, somente para te levar à cama. E ainda outros tratarão de manusear-te e até violar-te. Porém, deixa-me ser claro: não importa como se veste uma mulher, isso nunca é uma desculpa para o estupro, ou para a agressão sexual de nenhuma classe. Os homens que cometem estes atos realizam um monstruoso pecado e um crime atroz. Nada do que estou dizendo é uma desculpa ou razão para que algum homem viole uma mulher ou cometa qualquer outro crime.
E, por certo, não te deixes enganar pelas revistas femininas que fazem parecer que cada rapaz está buscando somente sexo e mostram como “você tem que te vestir sexy” para conseguir um bom namorado, ou esposo. Isso não é verdade. Somente os homens que querem se aproveitar de ti sexualmente, animar-te-ão para que te vistas dessa maneira. Você não tem que exibir teu corpo para encontrar um bom homem.


Faça que ele ame teu “eu” interior!
Então, que tipo de atenção você realmente quer? A maior parte das mulheres quer ser amada e respeitada pelo que elas são interiormente, não pelo seu visual. Não é isso o que você quer? Você não quer ser amada por um homem sincero, puro e virtuoso que tem confiança em si mesmo, é disciplinado e está comprometido com a relação de vocês? Eu sei que você não quer ser “usada” pelos homens, e que não quer estar em uma relação, ou se casar com um homem que não tem controle de si mesmo – um homem que busca satisfações rápidas ou que deseja cada menina bonita que ele vê.
A Katherine Kersten, comentarista do “National Public Radio” e presidenta da junta diretiva de “Center of the American Experiment”, escreveu: “A modéstia implica algo mais: simples justiça. Nós, mulheres, pedimos respeito da parte dos homens, insistindo para que eles nos valorizem não por nossa aparência, mas por quem somos. É uma hipocrisia dizer isto e, ao mesmo tempo, vestir-se e atuar imodestamente, provocando intencionalmente o desejo sexual e dando sinais de estar facilmente aberta a esses desejos. Atuar desta maneira é ferir nossa própria dignidade, é tratar-nos a nós mesmas como objetos sexuais. Além de tudo, é verdadeiramente injusto, porque significaria que nós estamos considerando que os homens estão em uma posição mais alta”.


Prepara-te para o amor duradouro
Se estás buscando um amor duradouro e um matrimônio para toda a vida, que una as mentes, as almas e os corpos, a melhor maneira de consegui-lo é sendo o tipo de pessoa que você quer seu futuro esposo seja. Pensa em você mesma e em seu futuro cônjuge como alguém com integridade, com uma personalidade vital e um caráter firme. Se você desenvolver estas qualidades e as demonstrar por meio das palavras, ações e aparência, ajudará a atrair o mesmo em teu esposo. Há muitos homens bons por aí; homens que têm personalidades maravilhosas, homens que são respeitosos, inteligentes e que buscam uma relação duradoura; homens que serão fiéis e que se comprometeram com sua esposa por toda a vida. Para encontrar um homem verdadeiramente honrável como este, recorda que ele se sentirá atraído por uma mulher que se veste modestamente como sinal de pureza; por alguém que reconhece que cada pessoa foi criada à imagem e semelhança de Deus. Ao vestir-se modestamente, uma mulher mostra que sabe que fomos feitos para amar e ser amados, como pessoas únicas e irrepetíveis. Ela também mostra respeito por seu corpo e por sua alma imortal, dois dons sagrados que devem ser tratados com dignidade e respeito.
Como homem, deixe-me terminar dizendo que aprecio sinceramente as mulheres que fazem um grande esforço para vestir-se modestamente. Conheço várias mulheres atrativas que sempre se vestem com lindas roupas e estilos modestos. O que faz estás mulheres ainda mais atrativas que sua beleza física e a roupa de moda que estão usando, é sua modéstia. É a virtude que as fazem brilhar de uma forma bela. Mostram que são respeitáveis, que têm uma fortaleza interior e uma grande auto-estima. A modéstia mostra também um coração puro e um desejo generoso de guardar-se para um futuro esposo. Pensa por um momento: o que dizem suas roupas de você mesma?


P.S.: A modéstia é uma bela virtude! Os homens também se beneficiam dela quando eles a praticam em seus pensamentos, palavras e ações.


Fonte: Comunidade Missionária Mariana na Modéstia

Moda e Virtude - Pio XII


Por S.S. Pio XII*

"O movimento da moda não tem em si nada de mau: brota espontaneamente da sociabilidade humana, segundo o impulso que inclina a encontrar‑se em harmonia com os próprios semelhantes e com a prática usada pelas pessoas no meio em que se vive. Deus não pede que se viva fora do tempo, descurando as exigências da moda até tornar‑se ridículo, vestindo ao oposto dos gostos e dos usos comuns contemporâneos, sem se preocupar jamais com o que lhes agrada. Eis porque mesmo o Angélico Santo Tomás afirma que nas coisas exteriores que o homem usa não há vício algum, mas o vício vem da parte do homem que imoderadamente as usa, ou em confronto do costume daqueles com os quais vive, fazendo‑se estranhamente parte discorde dos outros por si mesmo ou usando das coisas, segundo o costume ou além do costume dos outros, com desordenado afeto, por superabundância de vestes soberbamente ornamentadas ou complacentemente procuradas com cuidado, enquanto que a humildade e a simplicidade seriam suficientes para satisfazer o necessário decoro. E o mesmo Santo Doutor chega até a dizer que na ornamentação feminina pode existir ato meritório de virtude, quando for conforme ao mundo, à medida da pessoa, à boa intenção, desde que as mulheres usem ornamentos decentes segundo o estado e a dignidade delas, e sejam moderadas naquilo que fazem de acordo com o costume da pátria: então, também o ornar‑se será um ato daquela virtude da modéstia, a qual põe regra no caminhar, no estar, no hábito e em todos os movimentos exteriores.

"Mesmo seguindo a moda, a virtude está no meio. Aquilo que Deus pede é recordar sempre que a moda não é, nem pode ser a regra suprema da conduta; que acima da moda e de suas exigências existem leis mais altas, e imperiosas, princípios superiores e imutáveis, que em nenhum caso podem ser sacrificados ao talante do prazer ou do capricho, e diante dos quais o ídolo da moda deve saber inclinar a sua fugaz onipotência. Estes princípios foram proclamdos por Deus, pela Igreja, pelos santos e pelas santas, pela razão, e pela Moral cristãs, assinalados limites, além dos quais não florescem lírios e rosas, nem pairam nuvens de perfumes da pureza, da modéstia, do decoro, e da honra feminina, mas aspira‑se e domina um ar malsão de leviandade, de linguagem dúbia, de vaidade audaz, de vanglória, não menos de espírito do que de traje. São aqueles princípios que Santo Tomás mostra para o ornamento feminino e recorda, quando ensina qual deve ser a ordem de nossa Caridade, de nossas afeições: o bem da própria alma deve preceder o do nosso corpo e, à vantagem de nosso próprio corpo, devemos preferir o bem da alma de nosso próximo. Não se vê, portanto, que há um limite que nenhuma idealizadora de modas pode fazer ultrapassar, a saber, aquele além do qual a moda se torna mãe de ruína para a alma própria e da dos outros?

"Alguns jovens dirão, talvez, que uma determinada forma de vestido é mais cômoda e também mais higiênica; mas, se constitui para a saúde da alma um perigo grave e próximo, não é certamente higiênica para o espírito: tem‑se o dever de renunciar. A salvação da alma fez heroínas as mártires como Inês e Cecília, em meio dos tormentos, e lacerações de seus corpos virginais.

"Se, por um simples prazer próprio, não se tem o direito de colocar em perigo a saúde física dos outros, não é talvez ainda menos lícito comprome­ter a saúde, até a própria vida de suas almas? Se, como pretendem alguns, uma moda audaz não faz sobre elas impressão alguma, que sabem da impressão que os outros terão? Quem lhes assegura que outros não tenham disto um incentivo mau? Não se conhece o fundo da fragilidade humana, nem de que sangue de corrupção sangram as feridas deixadas na natureza humana pela culpa de Adão com a ignorância no intelecto, com a malícia na vontade, com a ânsia do prazer e a debilidade para o bem, árduo nas paixões dos sentidos a tal ponto que o homem, como cera amoldável ao mal, "vê o melhor e o aprova, e ao pior se apega", por causa daquele peso que sempre, como chumbo, o arrasta para o fundo. Sobre isso justamente se observou que, se algumas cristãs suspeitassem das tentações e quedas que causam em outros com vestes, e familiaridades a que, em suas leviandades, dão tão pouca importância, teriam pavor de suas responsabilidades. Ao que Nós não duvidamos de acrescentar: ó mães cristãs, se soubésseis que futuro de perigos e íntimos desgostos, de dúvidas, e irreprimível rubor preparais para vossas filhas e filhos, com imprudência em acostuma‑los a viver apenas cobertos, fazendo deles desaparecer o sentido ingênuo da modéstia, vós mesmas enrubesceríeis, e vos horrorizaríeis pela vergonha que causareis a vós mesmas e o dano que ocasionareis aos filhos que vos foram confiados pelo Céu, para que crescessem cristãmente. E aquilo que dizemos para as mães, repetimo-lo a não poucas senhoras crentes e mesmo piedosas, que aceitam seguir esta ou aquela moda arrojada, e, com o seu exemplo, fazem cair as últimas hesitações que retêm uma turba de suas irmãs que estão longe daquela moda, a qual poder-se-á tornar para elas fonte de ruína espiritual. Até certos provocadores ornamentos permanecem triste privilégio de mulheres de reputação duvidosa e quase sinal que as faz reconhecer; não se ousará, pois, usá-los para si; mas no dia em que aparecerem como ornamentos de pessoas superiores a qualquer suspeitas, não se duvidará mais de seguir tal corrente, corrente que arrastará talvez para dolorosas quedas."



* Discurso às Delegações da Juventude Feminina de Ação Católica, 22 de maio de 1.941. Trecho do Livro: "Pio XII e Os Problemas do Mundo Moderno", Michael Chinigo, Editora Melhoramentos, 1.961.

Fonte: Congregação Mariana Tradicional

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A modéstia e a elegância



“A função da roupa é precisamente ocultar algumas partes do corpo, adornando-o de tal modo que, mesmo que seja “agradável vê-lo”, a atenção não se deixe absorver por ele, mas alcance a própria pessoa. De outra forma, as relações entre as pessoas — sobretudo entre o homem e a mulher — descem a um nível infra-pessoal, que se poderia definir como “desumano”. É evidente que, quando o pudor é ignorado pela moda, já não se pode falar de elegância. A única palavra que nos resta usar é a contrária: grosseria”.
(Ada Simoncini. O Pudor. Ed. Quadrante)

As pessoas perguntam se a modéstia tem a ver com elegância. Sim, tem. Mas nem sempre o modesto é elegante, nem precisa ser. A elegância não é uma necessidade, a modéstia é, pois é virtude.

A palavra “elegância” vem do latim “elegantia” que significa gosto, delicadeza, distinção. No dicionário a elegância é descrita como graça, distinção aliada à simplicidade e à clareza, gosto delicado nos trajes, na fala, na decoração.

Ora, podemos facilmente perceber que sendo assim não é preciso ser elegante para ser modesto. Temos tantos santos que não primaram pela elegância, pelo contrário eram rudes e não possuíam tato ou diplomacia alguma, no entanto são pessoas conhecidas e estimadas pela sua modéstia. Fica mais fácil ainda perceber que é muito mais importante buscar ser modesto, do que buscar ser elegante. Mas não é preciso separar uma coisa da outra necessariamente.

Mas continuemos falando sobre a elegância. Ada Simoncini, autora do livro “O Pudor” faz algumas colocações oportunas sobre o tema, como na citação que abre este artigo. Ela também diz que:

“Quando se subvertem as leis do pudor, o vestuário não faz mais do que atrair a atenção para o que há de menos original e pessoal no corpo humano. Torna-se então simplesmente estúpido falar de elegância, de personalidade ou de autênticas relações pessoais. No fundo, ainda que não se queira admiti-lo, todos sabem que é uma hipocrisia falar de beleza ou de elegância a propósito de pessoas que passam com toda a sem-cerimônia por cima das leis do pudor.”

Vemos então que existe um abuso da palavra “elegância” por parte de muitos, especialmente por certas pessoas do mundo da moda e das celebridades quando consideram como “elegante” aquilo que não passa de vulgaridade. Como pode ser elegante uma mulher que deixa entrever seus seios, seja através de um decote, seja através de uma transparência ou da mostra de seu sutiã? Com pode ser elegante, distinto, uma pessoa expor suas coxas, seja devido a uma roupa curta, seja devido a uma roupa que delineie completamente suas formas? Quando as roupas cobrem apenas um pedaço das partes íntimas – um decote que deixa ver parte dos seios, por exemplo – tornam-se um convite para ver mais. A mente humana, notadamente a masculina, ao ver um pedaço logo busca adivinhar o resto e isso acontece contra a vontade dele; é puramente fisiológico, biológico, é fruto da natureza decaída. Então ao usar uma roupa que insinua as partes sexuais, seja na transparência, seja nos pedacinhos que ficam expostos, a pessoa está agindo algumas vezes de forma até mesmo pior do que se estivesse nua, pois atrai a atenção para que se adivinhe o resto. A mulher que faz isso queira ou não queira, coloca-se numa atitude provocativa, pois o gesto de mostrar pedaços de partes sexuais é um convite ao sexo. Tal mulher torna-se objeto sexual mesmo contra vontade dela. O que há de elegante nisso?

É óbvio que uma roupa que revela mais do que deveria, que faz com que a atenção das pessoas se fixe nas partes do corpo e não em toda a figura como um conjunto, não pode ser elegante, muito menos modesta. É realmente uma tremenda hipocrisia falar de beleza ou de elegância a propósito de pessoas que passam com toda a sem-cerimônia por cima das leis do pudor.

Sendo assim, tomar como exemplos de elegância gente que aparece o tempo todo expondo suas formas aos olhos do público sem nenhum pudor é algo contraproducente. Celebridades que vestem as mais vulgares criações estilísticas alimentam a indústria das roupas imodestas e fazem isso quase o tempo todo. Mas o que esperar de gente que perdeu a consciência do certo e do errado, que se guia simplesmente pelo que dita o seu mundinho pervertido? Só podemos esperar que se apresentem de forma imodesta mesmo[1]. Mas porque o seu próprio grupinho os chama de “elegantes”, não quer dizer que realmente o sejam.

A pessoa elegante é simples e não passa por cima do pudor para se mostrar em público, não mostra nem insinua suas partes íntimas, não posa em atitudes sensuais e provocativas. Então é evidente que, quando o pudor é ignorado pela moda, já não se pode falar de elegância. A única palavra que nos resta usar é a contrária: grosseria.

Portanto ao verem pessoas expostas sem o mínimo pudor, expondo – principalmente quando o fazem propositadamente – sua intimidade através de roupas e posturas, tenham a certeza de que elas podem ser muita coisa, menos elegantes.

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[1] Quando fazem o contrário chegam mesmo a ser motivo de admiração por parte de quem se importa realmente com a beleza, com a elegância e a modéstia. É por isso que fico feliz quando encontro alguma dessas pessoas famosas vestida com decência. Fico orando para que um dia passem a se vestir somente assim, pois estão sempre em evidência e expondo-se com verdadeira elegância dão bom exemplo.

Fonte: Maria Rosa

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Conselhos sobre discrição, por São Josemaría Escrivá



por São Josemaria Escrivá



● De calar não te arrependerás nunca; de falar, muitas vezes.


● Como te atreves a recomendar que guardem segredo..., se essa advertência é sinal de que tu não o soubeste guardar.


● Discrição não é mistério nem segredo. É simplesmente, naturalidade.


● Discrição é... delicadeza. – Não sentes certa inquietação, um mal-estar íntimo, quando os assuntos – nobres e correntes – da tua família saem do calor do lar a indiferença ou para a curiosidade da praça pública?


● Não exibas facilmente a intimidade do teu apostolado. Não vês que o mundo está cheio de incompreensões egoístas?


● Cala-te. Não esqueças que o teu ideal é como uma luzinha recém-acesa. – Pode bastar um sopro para apagá-la em teu coração.


● Como é fecundo o silêncio! – Todas as energias que perdes, com as tuas faltas de discrição, são energias que subtrais à eficácia do teu trabalho.
- Sê discreto.


● Se fosses mais discreto, não te lamentarias interiormente desse mau sabor na boca que te faz sofrer depois de muitas das tuas conversas.


● Não pretendas que te “compreendam”. – Essa incompreensão é providencial: para que o teu sacrifício passe desapercebido.


● Se te calares, conseguirás mais eficácia em teus empreendimentos apostólicos – a quantos não lhes foge “a força” pela boca! – evitarás muitos perigos de vanglória.


● Sempre o espetáculo! – Vens pedir-me fotografias, gráficos, estatísticas.
-- Não te envio esse material, porque (parece-me muito respeitável a opinião contrária) depois havia de pensar que o trabalho para me empoleirar na terra..., e onde eu quero empoleirar-me é no Céu.


● Há muita gente – santa – que não entende o teu caminho. – Não te empenhes em fazer que o compreendam; perderás o tempo e darás lugar a indiscrições.


● “Não se pode ser raiz e copa, se não se é seiva, espírito, coisa que vai por dentro”.
-- Aquele teu amigo que escreveu estas palavras sabia que eras nobremente ambicioso. – E te ensinou o caminho: a discrição, o sacrifício, ir por dentro!


● Discrição, virtude de poucos. – Quem caluniou a mulher dizendo que a discrição não é virtude de mulheres?
-- Quantos homens bem barbados têm que aprender!


Que exemplo de discrição nos dá a Mãe de Deus! Nem a São José comunica o mistério.
-- Pede à Senhora a discrição que te falta.


O despeito afiou a tualíngua. Cala-te!


● Nunca te encarecerei suficientemente a importância da discrição.
-- Se não é o gume da tua arma de combate, dir-te-ei que é a empunhadura.


● Cala-te sempre que sintas dentro de ti o referver da indignação. – Ainda que estejas justissimamente irado.
-- Porque, apesar da tua discrição, nesses instantes dizesmais do que quererias dizer.


São Josemaria Escrivá - “Caminho”, pontos nº 639 a 656, Ed.Quadrante, São Paulo, SP.


P.S.: Acesse aos links marcados em alguns pontos, eles redirecionam para artigos sobre estes assuntos.

Fonte: Blog Mater Dei

terça-feira, 9 de abril de 2013

A relação entre castidade, modéstia e pudor


por Pe. Thomas Morrow

Transcrição: Blog Mater Dei
           
Uma proposta de castidade não pode dar resultado sem a virtude do pudor no vestir, tanto em homens como em mulheres. Também o homem deve ser modesto, embora não pensemos frequentemente nisso: sungas minúsculas, calças excessivamente justas, camisetas sem manga e abertas até a cintura não são próprias a um verdadeiro cristão. No entanto, como escreveu Santa Teresa De Jesus na sua autobiografia, “as mulheres têm obrigação de ser mais modestas que os homens”. Portanto, centrar-nos-emos especialmente no tema do pudor das mulheres.
            Permitam-me que lhe conte uma história. Uma tarde, uma jovem da nossa associação católica de mulheres solteiras pensava no vestido que escolheria para assistir a um casamento. Telefonou ao pai a pedir-lhe a opinião. Ele disse-lhe: – “Bem, você tem pernas bonitas, porque não usa algo curto?” [1]
            Então ela usou “algo curto”... e quase provocou um terremoto. Não foi o seu momento mais feliz.
            Depois daquilo, começamos a falar sobre pudor e ela passou a vestir-se de forma mais recatada. Mais tarde, disse-me que tinha ido a uma festa e que o seu vestido discreto tinha chamado a atenção do que as que vestiam roupas chamativas! [2]
            Como as mulheres olham mais para a pessoa no seu conjunto, costumam ser menos conscientes de como os homens a olham. João Paulo II ponderava em Amor e Responsabilidade: “Como a sensualidade é geralmente mais forte e mais acentuada nos homens, e os faz considerar o <>; parece que seria de esperar que o pudor, enquanto tendência a diminuir a atração sexual do corpo, fosse mais pronunciado nas moças e nas mulheres”.
            As mulheres costumam ser conscientes de que os homens se sentem fisicamente atraídos por elas, mas não costumam ter a mais remota ideia da intensidade dessa atração. Quando uma mulher vê um homem de boa aparência, pensa: “É bonito”. Quando um homem vê uma mulher de boa aparência, a sua reação é muito mais intensa.
           
Muitos homens jovens que acreditam na castidade, e se esforçam por vivê-la, nunca reparam na importância da modéstia nas mulheres. Alguns estão completamente possuídos pelo desejo de gozar do espetáculo de uma bela mulher de saia curta e apertada. Mas quando começam a pensar nas causas primordiais da luxúria, não demoram a reconhecer o efeito negativo que isso tem sobre eles. O Pe. David Knight, em Good News About Sex, pensa que “seria uma propositada ingenuidade, nesta época de sofisticação psicológica, ignorar que determinado estímulo visual é objetiva e geralmente provocante para o apetite sexual de um jovem normal. Poderíamos fechar os olhos a essa realidade, mas os comerciantes não o fazem. E as fortunas que obtêm pondo em prática as suas ideias demonstram que sabem o que fazem... Quer as jovens e as mulheres da nossa cultura ignorem ou não o que se passa, quem perde são elas... Na medida em que um determinado estilo de vestir é considerado deliberadamente provocante – por parte do estilista, da cliente, ou de ambos -, esse modo de vestir deve ser considerado como uma violação ao contrário, pois estimula um desejo sexual em quem talvez não queira excitar-se. Cada vez que isso acontece aos homens (que são mais inclinados que as mulheres a esse tipo de excitação), sempre se provoca um certo mal-estar, reconheçam-no ou não...”
            Por outro lado, como recomenda o Catecismo:
            “o pudor preserva a intimidade da pessoa. Designa a recusa de mostrar o que deve ficar oculto. Ordena-se para a castidade, cuja delicadeza proclama. Orienta os olhares e os gestos em conformidade com a dignidade das pessoas e os sentimentos que as unem.
            O pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor […] Exige que se cumpram as condições do dom do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia; inspira a escolha do vestuário...” [3]
O que é impudico hoje em dia?
            Quais os elementos mais difundidos da moda atual que provocam mais reações nos homens? O mais comum é a saia curta. Presenciei muitas vezes o desconcerto de homens piedosos quando reparavam na pouquíssima roupa que vestem algumas mulheres ao irem à Igreja assistir à Missa num dia de semana ou para fazer um tempo de oração. Achavam absolutamente contraditórios o vestuário dessas mulheres e suas práticas de piedade. Eu estava de acordo com eles. Sempre me espanta o número de mulheres piedosas que não relacionam o religioso com a roupa. Os vestidos ou as saias acima do joelho afetam sexualmente os homens, pelo menos levemente, mas talvez ainda mais psicologicamente. Quer dizer, afetam a sua opinião sobre a totalidade dessas mulheres. Às vezes, as mulheres surpreendem-se ao saberem como os homens reagem diante de umbigos expostos, seios seminus, vestidos apertados, “penteados sexy” ou peças de banho indecentes.
            Numa palestra que dei sobre o pudor, uma moça (depois descobri que era californiana) replicou:
-        “O senhor quer dizer que não devemos vestir determinados biquínis na praia?”
-        “Sim, é isso que quero dizer”.
-        “Não é um exagero, não?”
-        “Grande. Tão grande como o próprio Evangelho”.
            Vários meses depois, soube que essa moça passou a ir a praia de maiô. Tinha começado a converter-se” Quatro anos depois, entrou numa ordem carmelita contemplativa. Isso, agora no melhor sentido, é que foi, sim, um exagero...! (Nota do blog: Para saber mais sobre a tão discutida questão sobre roupas de banho acesse este link: “Sobre ouso de roupas de banho.”
            Que mulher quer ser lembrada pelas suas pernas? Ou pelo seu umbigo? Não preferiria ser lembrada pela sua afabilidade, personalidade, decência, bondade ou piedade? Se uma mulher ressalta exageradamente os seus encantos físicos, certamente apagará outros, mais pessoais, mais importantes e mais duradouros.


Pe. Thomas Morrow – “Namoro Santo em um mundo supersexualizado”
Leia a continuação artigo neste link: A relação entre castidade, modéstia e pudor - 2ª Parte
 [1] Nota do blog: Isto é um verdadeiro exemplo de pai desnaturado, chegou a dar pena da moça, que pai normal mandaria a sua filha usar um vestido que deixasse as pernas à mostra? Grande parte da falta de pudor recorrente neste nosso mundo tem sua causa na negligência em que os pais criam seus filhos, pais e mães que estão mais preocupados consigo mesmos do que com o bem da família em geral. Todos nós prestaremos contas a Deus, mas os pais prestarão contas por suas almas e pelo modo que conduziram a de seus filhos.
[2] Para saber mais sobre assunto acesse este link: “Em uma festa de casamento.”
[3] Catecismo da Igreja Católica, ns. 2521 e 2522
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