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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Nossa liberdade está em sermos servos da verdade


Em discurso feito ainda no início de seu pontificado, São João Paulo II encoraja os sacerdotes a serem fiéis à doutrina moral da Igreja e faz uma bela reflexão sobre a reconciliação da consciência humana com Deus.


O texto a seguir infelizmente só se encontrava no site do Vaticano em línguas italiana e francesa, mas, dadas a atualidade do assunto, a caridade e a verdade das palavras, bem como a autoridade de quem fala — um Papa santo —, demo-nos ao trabalho de vertê-lo para a língua portuguesa, a fim de tornar disponível, a todos os que nos acompanham, esta preciosidade.

Quem se pronuncia abaixo é São João Paulo II, o tema de seu discurso é a "procriação responsável" e os destinatários de sua fala são os sacerdotes. A eles, partícipes consigo "do único sacerdócio de Cristo", o Papa dirige uma palavra de encorajamento, ao mesmo tempo em que medita sobre a reconciliação da consciência humana com Deus — tema ao qual ele dedicaria, em 1993, a importantíssima encíclica Veritatis Splendor.
Discurso do Papa São João Paulo II a sacerdotes participantes de seminário sobre "A procriação responsável"
Quinta-feira, 1.º de março de 1984
Caríssimos sacerdotes!

1. Alegro-me em acolher-vos nesta audiência especial, que me permite exprimir-vos o profundo afeto que tenho por vós, partícipes comigo do único sacerdócio de Cristo, e manifestar-vos ao mesmo tempo a grande consideração que tenho pelo trabalho pastoral ao qual dedicais as vossas melhores energias.

Vós desenvolveis o vosso apostolado particularmente a serviço da família, na justa convicção de que toda ajuda oferecida a esta célula fundamental do consórcio humano comporta uma eficácia multiplicada, que se reflete em diversos componentes do núcleo familiar, ao mesmo tempo em que se perpetua no tempo, graças à obra educacional que dos pais se percebe nos filhos e, por meio destes, nos netos.

Desejo confirmar-vos nesta convicção e encorajar-vos a prosseguir a obra começada, na qual não vos pode faltar a bênção de Deus, primeiro idealizador da comunidade familiar e, "quando chega a plenitude do tempo" (Gl 4, 4), seu providente redentor.

2. Este encontro acontece por ocasião de vossa participação no congresso que oCentro de estudos e pesquisas sobre a regulação natural da fertilidade, da Universidade Católica do Sagrado Coração, e o Instituto de estudos sobre o matrimônio e a família, da Pontifícia Universidade Lateranense, oportunamente promovem sobre o importante tema da procriação responsável. Gostaria, nesta circunstância, de dizer alguma coisa sobre o assunto a partir de um ponto de vista sobretudo pastoral.

Na recente celebração do Jubileu dos sacerdotes, admoestei-os: "Abramos sempre mais largamente os olhos — o olhar da alma — para compreender melhor o que significa perdoar os pecados e reconciliar as consciências humanas com o Deusinfinitamente santo, com o Deus da Verdade e do Amor" [1]. Reconciliar a consciência humana com o Deus da Verdade e do Amor; é esse o vosso ministério sempre, mas de um modo especial quando colocais o vosso sacerdócio a serviço dos esposos.

Vós quisestes, nestes dias, descobrir e aprofundar os fundamentos científicos, filosóficos e teológicos da procriação responsável: mais precisamente da doutrina da encíclica Humanae Vitae e da exortação apostólica Familiaris Consortio, a fim de reconciliar a consciência humana dos esposos com o Deus da verdade e do amor. Mas quando é que, de fato, a consciência humana é "reconciliada"? Quando passa a existir nela a paz profunda? Quando ela está na Verdade. E os dois documentos acima citados, na fidelidade à tradição da Igreja, ensinaram a verdade acerca do amor conjugal enquanto comunhão de pessoas.

O que significa "reconciliar a consciência dos esposos com a verdade do seu amor conjugal"? Quando os seus contemporâneos perguntam a Cristo se seria lícito ao marido repudiar a mulher, Ele responde reportando-se "ao princípio", isto é, aoprojeto original do Criador sobre o matrimônio. Vós também, que enquanto sacerdotes operais em nome de Cristo, deveis mostrar aos esposos que tudo quanto foi ensinado pela Igreja sobre a procriação responsável não é senão o projeto original que o Criador imprimiu na humanidade do homem e da mulher que se casam, e que o Redentor veio para restabelecer. A norma moral ensinada pelaHumanae Vitae e pela Familiaris Consortio é a defesa da verdade inteira do amor conjugal, porquanto exprime as exigências imprescindíveis deste amor.

Estejai certos: quando o vosso ensinamento é fiel ao magistério da Igreja, vós não ensinais algo que o homem e a mulher não possam compreender — inclusive o homem e a mulher de hoje. Esse ensinamento, de fato, que vós fazeis ressoar aos seus ouvidos, já está escrito em seus corações. O homem e a mulher devem ser ajudados a ler profundamente essa "escritura no coração". E o fato de que nesses três dias de estudo vós quisestes descobrir as razões do Magistério da Igreja, não significa porventura que quereis ter sempre mais claras as vias pelas quais conduzir os esposos à verdade profunda de si mesmos e do seu amor conjugal?

3. Reconciliar a consciência humana dos esposos com o Deus da verdade e do amor: a consciência humana dos esposos é verdadeiramente reconciliada quando eles descobrem e acolhem a verdade sobre o seu amor conjugal. De fato, como escreve Santo Agostinho, "beata quippe vita est gaudium de veritate, hoc est enim gaudium de te, qui veritas es — felicidade é gozo da verdade, o que significa gozar de ti, que és a verdade" [2].

Vós bem sabeis que, muitas vezes, a fidelidade por parte dos sacerdotes — digamos até, da própria Igreja — a essa verdade e às normas morais decorrentes (aquelas, quero dizer, ensinadas pela Humanae Vitae e pela Familiaris Consortio) custa muitas vezes um alto preço. Muitas vezes se é ridicularizado, acusado de incompreensão e de dureza, e de muitas outras coisas. É a sorte de todo testemunho da verdade, como bem sabemos. Ouçamos ainda uma página de Santo Agostinho: "No entanto, por que a verdade gera o ódio?", pergunta-se o santo doutor. "De fato", ele responde, "o amor da verdade é tal que os que amam algo diferente querem que aquilo que amam seja a verdade. Como não admitem ser enganados, detestam ser convencidos do seu erro. Assim, odeiam a verdade porque amam aquilo que supõem ser a verdade. Amam-na quando ela brilha, e a odeiam quando ela os repreende." [3]

Com simples e humilde firmeza, portanto, sede fiéis ao magistério da Igreja sobre esse ponto de importância tão decisiva para os destinos do homem.

4. Existe uma dificuldade verdadeira à reconciliação da consciência humana dos esposos com o Deus da verdade e do amor, dificuldade que é de natureza bem diferente desta há pouco indicada.

A reconciliação não acontece se os esposos somente sabem perceber a verdade do seu amor conjugal: é necessário que a sua liberdade se realize diante da verdade. A dificuldade verdadeira é que o coração do homem e da mulher é habitado pela concupiscência; e a concupiscência inclina a liberdade a não se submeter às exigências autênticas do amor conjugal.

Seria um erro gravíssimo concluir disso que a norma ensinada pela Igreja é em si própria apenas um "ideal" que deve posteriormente ser adaptado, proporcionado, graduado — dizem — às concretas possibilidades do homem: segundo um "cálculo dos vários bens em questão". Mas quais são as "concretas possibilidades do homem"? E de que homem se fala? Do homem dominado pela concupiscência ou do homem redimido por Cristo? Pois é disso que se trata: da realidade da redenção de Cristo. 

Cristo nos redimiu! Isso significa que Ele nos deu a possibilidade de realizar toda a verdade do nosso ser; Ele libertou a nossa liberdade do domínio da concupiscência. E se o homem redimido ainda peca, não é devido à imperfeição do ato redentor de Cristo, mas à vontade do homem de furtar-se à graça que brota daquele ato. O mandamento de Deus é certamente proporcionado às capacidades do homem: mas às capacidades do homem a quem foi dado o Espírito Santo; do homem que, no caso de cair no pecado, sempre pode obter o perdão e gozar da presença do Espírito.

A reconciliação da consciência humana dos esposos com o Deus da Verdade e do Amor se dá pela remissão dos pecados — pelo humilde reconhecimento de que não somos adequados e comensurados, por assim dizer, à verdade e às suas exigências —, e não pela orgulhosa redução da verdade e das suas exigências àquilo que nósdecidimos ser verdadeiro e bom. A nossa liberdade está em sermos servos da verdade. Como lemos na Liturgia das Horas de ontem: "Servo fiel é aquele que não espera ouvir de ti o que desejaria ouvir, mas antes deseja aquilo que ouve de ti" [4].

A nossa caridade pastoral para com os esposos consiste em sermos sempre disponíveis a oferecer-lhes o perdão dos pecados, através do sacramento da Penitência, não em diminuirmos aos seus olhos a grandeza e a dignidade do seu amor conjugal.

5. "Abramos sempre mais largamente os olhos — o olhar da alma — para compreender melhor o que significa perdoar os pecados e reconciliar as consciências humanas com o Deus infinitamente santo, com o Deus da verdade e do amor".

É desse olhar profundo de nossa alma sacerdotal que os esposos têm necessidade, que toda a Igreja tem necessidade. Para que os esposos, para que toda a Igreja louve o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, imersa na contemplação daquele amor e daquela verdade com as quais vós reconciliais a consciência humana dos esposos.

Invocando sobre o vosso ministério a confortante efusão dos copiosos dons da sabedoria e da caridade, de coração vos concedo minha bênção apostólica.

Fonte: Santa Sé | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere
Referências
Santo Agostinho, Confissões X, 23, 33. Trad. port. de Maria L. J. Amarante. São Paulo: Paulus, 1984, p. 292.
Idem.
Santo Agostinho, op. cit., X, 26, 37, p. 295.

Créditos:https://padrepauloricardo.org/blog/nossa-liberdade-esta-em-sermos-servos-da-verdade

terça-feira, 14 de maio de 2013

Os “beijos íntimos” no namoro são pecado?


"Quero formar uma família verdadeiramente cristã; um pequeno cenáculo onde o Senhor reine nos nossos corações, ilumine as nossas decisões, guie os nossos programas". Santa Gianna Molla [1]

“Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provaçãoeles verão uma descoberta do respeito mútuo, urna aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade” diz o Catecismo da Igreja Católica [2] e neste contexto – ao falar dos noivos – também se incluem os namorados, e como foi dito, certas manifestações de ternura são específicas do amor conjugal, ou seja, dos que já estão casados, e dessas a principal manifestação é a relação sexual.
Graças a Deus vemos crescer o número de pessoas que tem a intenção de viver um relacionamento casto, e nesse contexto vemos surgir também muitas dúvidas e questionamentos a respeito, uma delas – e provavelmente a mais polêmica – é a discussão sobre se é lícito que um casal de namorados dêem “beijos íntimos”, os chamados“beijos de língua”, - não gosto deste termo por ser um tanto vulgar, mas o uso para exemplificar, pois  já  vi pessoas fugirem do assunto dizendo que existem “níveis de beijos íntimos”, por isso vou logo direto ao assunto para não haver margem para interpretações, - e o motivo deste assunto ser polêmico e fazer com que muitos não o abordem é que ele é sempre um divisor de águas no real entendimento do que é um namoro casto, muitas vezes tem se a falsa ideia de que só é preciso que não haja relação sexual para que o relacionamento seja casto e  o casal não precise se preocupar com mais nada, mas há outras manifestações de carinho que são próprias dos casados pois são uma preparação para a relação sexual, conseqüentemente são ilícitas para namorados e noivos.
É sobre isto que trataremos nesta postagem, apresentaremos alguns apontamentos de autoridades nestes assuntos sobre castidade e também alguns pontos de bom senso sobre o assunto, nossa intenção é que sirva de um estopim para sua reflexão e estímulo para aqueles que já pensam a respeito, por isso é imprescindível que você leia os complementos dos textos indicados (no final da postagem há o link que direciona ao texto completo de cada autor indicado) e também que você leia esta postagem com boa vontade, com o espírito de aprendizagem e aberto a verdade, por mais que a verdade seja incômoda, pois uma pessoa que quer viver a castidade não se pergunta primeiro se deve agradar o namorado ou a namorada, antes ela se pergunta se seus atos estão agradando a Nosso Senhor Jesus, este é o verdadeiro comportamento de um filho de Deus, agindo de forma contrária caímos no pecado, ofendendo a Deus, destruindo a nossa vida e a de quem amamos:
“O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como "uma palavra, um ato ou um desejo contrários à lei eterna”. [3]
Então, vamos aos apontamentos, que o Divino Espírito Santo esclareça nossa inteligência:

Pe. Thomas Morrow: 
[4] “Uma pergunta clássica entre os solteiros diz respeito ao french kiss ou beijo de língua. É aceitável? Redondamente, não. Houve mulheres que me disseram serem capazes de fazê-lo sem se sentirem excitadas, e acredito nelas. Mas, é difícil encontrar um homem normal que não se excite com um beijo de língua. As mulheres são responsáveis pelo que provocam no homem, assim como pelo que provocam e si mesmas.
Um estudante disse-me: - "Padre, eu consigo dar um beijo de língua sem excitar-me". Repliquei-lhe: - "Talvez seja porque o faz mal". Também pode ser porque, pela prática constante, um homem se torne insensível, mas esse processe de insensibilização esconde já muitos pecados graves [...]
O propósito do namoro é chegar a conhecer a outra pessoa para ver se seria conveniente casar-se com ela. Os beijos prolongados não ajudam a alcançar esse objetivo. Geralmente, faz-se isso por ser agradável, não para se chegar a uma descoberta interpessoal. De modo que, ainda que os beijos prolongados não provoquem excitação (o que poderia ser caso para uma consulta médica), são contraproducentes para o namoro. São pelo menos um pecado contra a virtude da prudência [...] Pôr-se voluntariamente em perigo de pecar já é um pecado.”

Jason Evert[5] Quando se fala de pecados de impureza, muitas pessoas pensam: “Se é um pecado mortal, então eu não quero. Mas se for só pecado venial, então não quero perder!”. Precisamos deixar de lado essa idéia minimalista que se foca em “até onde podemos ir sem ofender a Deus”. Mesmo o menor pecado divide, enquanto a pureza faz nascer o verdadeiro amor. Elizabeth Elliot escreveu em seu livro Passion and Purity“Como posso falar de alguns beijos imprudentes para uma geração que cresceu sendo ensinada que quase todo mundo vai pra cama com todo mundo? Daqueles que vagueiam no mar da permissividade e dos excessos, será que existe alguém que ainda olhe para o céu em busca do farol da pureza? Se eu não acreditasse que existe alguém assim, sequer me importaria em escrever.

Portanto, o beijo de língua provoca o corpo com desejos que não podem ser moralmente satisfeitos fora do casamento. Para o casal que está guardando o sexo para o casamento, o beijo de língua é como um garoto de quinze anos sentado no carro, na saída da garagem, só acelerando o carro estacionado, porque sabe que não tem carteira de motorista.
Eu acredito que o problema moral com beijo de língua é mais difícil de ser entendido pelas garotas, porque elas tendem a se excitar sexualmente de uma maneira mais gradual do que os rapazes. Se a excitação de uma mulher pode ser comparada com um ferro de passar esquentando pouco a pouco, a de um rapaz poderia ser comparada com o acender quase instantâneo de uma lâmpada elétrica. As reações sensuais em um rapaz tendem a ser mais imediatas, e quando a chama da excitação sexual se acende, um homem geralmente quer ir além [...]
Pense em guardar a paixão ardente para seu esposo ou esposa. Não apenas sua pureza será um dom e presente para seu cônjuge, ela vai fazer a afeição dele ou dela mais única para você também. No longo prazo isso vai unir os dois muito mais do que todas as “experiências” que o mundo recomenda que você tenha antes de se casar.

Pe. Luiz Carlos Lodi: [6] Alguns jovens, ridículos, dizem: “padre isso aqui é bom, mas está muito difícil, eu acho que não dá para fazer exatamente como está aqui, não, namorar desse jeito, ninguém agüenta…” Então, eles propõem um jeitinho, ao invés de não beijar a gente vai beijar rapidinho, ou então a gente vai beijar encostando só os lábios, mas não a língua, mas qual a distância entre os lábios e a língua? Um milímetro? Ou então “nós vamos beijar poucas vezes”. Tudo isso é ridículo. Se vocês já foram a um posto de combustível, seja ele de gasolina ou álcool, vocês não viram e eu também nunca vi, algum tipo de placa escrito assim: “fume pouco, acenda faíscas em outro lugar, produza poucas centelhas”, ridículo, ou você não fuma ou você já joga logo fogo em cima da gasolina, ou você não produz nenhuma centelha ou então você causa logo a explosão! Com o fogo não se brinca! Com o instinto que Deus colocou em nós, mas que é explosivo como o fogo e que é incendiário como a gasolina nós não podemos brincar. Namorados que querem fazer isso eu digo, sejam coerentes, se vocês querem fazer isso entreguem-se de uma vez à fornicação, se não querem fornicar, tratem de namorar de maneira correta! [...] O amor não se prova com abraço, não se prova com beijo, não se prova pela relação sexual, os animais também fazem isso e eles não se amam.
Como dito no início, é imprescindível a leitura do complemento destes textos, seus link’s estarão indicados no final da postagem. Passemos a mais alguns pontos que são de bom senso sobre o assunto, reflita sobre cada um, verá que fazem muito sentido.
Uma pessoa pediu ao Prof. Felipe Aquino [7] um conselho para se precaver e não cair no pecado da masturbação, entre outras coisas o professor respondeu que a pessoa não deve permanecer em situações que "mexam" com a sua imaginação, que não deve ficar observando situações que lhe provoquem a libido, dentre essas situações ele acentuou que as pessoas não devem ficar observando casais se beijando, principalmente em filmes, novelas e afins, pois isso é um estímulo a esses pensamentos.

Concordamos que o que ele disse faz muito sentido, qualquer um sabe que isso é uma realidade, disso deduzimos: Um casal sabe que olhar os outros se beijando é perigoso por causa do estímulo, agora imagine então o que acontece se o próprio casal se beijar? Se o olhar já os coloca em perigo de pecar, o que acontece se o próprio casal realizar um ato igual? Na sua consciência você já sabe a resposta.

Como foi dito, os beijos íntimos são uma preparação para a relação sexual, isso se liga a outro ponto que as pessoas não param para pensar, todo casal que caiu no pecado do sexo antes do matrimônio estava se beijando antes de ter a relação, é praticamente impossível imaginar que um casal que namore somente de mãos dadas de repente “pule” para uma relação sexual. Então, só o fato de serem praticamente nulas as chances de um casal que namore sem estes beijos íntimos cair no pecado da fornicação já faz que este tipo de namoro seja infinitamente mais agradável a Deus do que o namoro com beijo.

Outro ponto, talvez o mais importante, nada melhor do que observarmos a vida dos santos, seus exemplos nos arrastam a Cristo e são neles que devemos nos espelhar. E tivemos uma santa de nossos tempos que viveu a vocação matrimonial, e obviamente passou pelo tempo de namoro antes de se casar, por isso podemos te-la como grande exemplo, é Santa Gianna Molla. Agora, reflitamos com seriedade, será que ela e seu namorado – e futuro esposo – o Sr. Pietro Molla tiveram um namoro com beijos íntimos? Você sabe que não tiveram, seja sincero consigo mesmo, você não imaginaria uma santa com este comportamento.
Santa Gianna e seu esposo Pietro
 Então, você quer mesmo viver um namoro santo? Está na hora de se perguntar se realmente você quer um namoro casto, que agrade a Deus, ou um namoro que somente satisfaça seus prazeres. Santa Gianna disse:"Se na realização de nossa vocação devêssemos morrer, seria esse o dia mais bonito da nossa vida!".[8] Se o sentido do namoro é a preparação para o matrimônio e sabendo que a vida matrimonial irá requerer inúmeros sacrifícios e grandes responsabilidades, só estará preparado para o casamento aqueles que estão abertos a sacrifícios deste o tempo de namoro, ainda mais quando é pro bem de si mesmo e do outro como é deixar de ter esses beijos íntimosQuem ama de verdade não faz algo que coloque o outro em perigo de pecar.

Dois outros questionamentos comumente vistosE se o outro não quiser um namoro assim? Não namore, o amor se prova com sacrifícios e pela fidelidade aos mandamentos de Deus em primeiro lugar, se você já percebeu que uma coisa é agradável a Deus mas o outro não quer viver aquilo não é bom sinal, é claro que todos podem se converter, mas é algo para ser muito bem refletido, pois relacionamentos são situações que mudam nossa vida por completo, e a pior conseqüência de um relacionamento ruim é nos afastar de Deus. Há uma situação inversa que mostra como este sacrifício é um bom sinal, se um casal está se conhecendo e um deles diz que se vierem a namorar quer que tenham um namoro sem beijos íntimos, se o outro aceita é um grande sinal de que este está interessado no outro como pessoa por completo e não somente em possíveis prazeres, isto é uma verdadeira prova de amor, este primeiro sacrifício pelo outro mostra que ele está aberto aos grandes sacrifícios que possam vir no futuro.

Mas é claro, as coisas não podem ficar só nas promessas ou no empenho em viver esses bons valores somente no início do namoro, as tentações são fortes e qualquer um pode cair, devemos antes contar com a graça de Deus, ter uma vida de oração e freqüência aos sacramentos, principalmente da Eucaristia e da Confissão, sem a graça de Deus de nada adianta nossa luta. Aos que já namoram e perceberam que devem mudar o comportamento essa é a hora ideal para isso, apresente ao seu namorado (a) estes textos dos autores indicados acima, será de grande ajuda para o entendimento.

Mas vão zombar de mim! Sim, vão, mas zombaram até de Nosso Senhor, sempre zombarão dos que buscam o bem, e quando vier aquela sensação de desistência por te criticarem, seja forte, lembre-se que você é um filho de Deus e não do mundo: "Se alguém zomba de você ser casto, saiba que é o fraco que está zombando do forte, que é o derrotado que está zombando do vencedor. É por que ele não consegue fazer o que você faz que ele está zombando de você. Mas você não tem que sentir vergonha de ser casto, por que Jesus foi casto, Maria Santíssima, São José, São João Batista, São João Evangelista, São Paulo, eles nos ensinaram a virtude da castidade por que ela é maravilhosa, estamos seguindo os passos deles." Pe. Luíz Carlos Lodi

Para terminar, respondendo a pergunta do título da postagem: Os “beijos íntimos” no namoro são pecado? Sim, são pecado. Creio que depois dessas reflexões acima você percebeu que este tipo de manifestação é própria dos casados, pois é uma preparação para a relação sexual, e quando é praticado pelos não casados torna-se uma ofensa a Deus, ao outro e consequentemente a si mesmo, como foi dito, o pecado é  “falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens.”, o pecado nos afasta de Deus e torna nossa vida triste e sem sentido, sempre houve pessoas que se arrependeram de viver uma vida impura mas nunca houve uma que se arrependeu de viver uma vida casta, pois uma vida assim tem sacrifícios, mas é feliz. Pense nisto,  de agora em diante todas as vezes em que você estiver em alguma situação em que surja este assunto lembre-se destas reflexões mostradas na postagem.

Esta citação a frente mostra o que é verdadeiramente um namoro cristão, e que é neste tipo de namoro que devemos nos espelhar, pois é somente  de um namoro casto que nasce um casamento forte, íntegro e feliz! “Dias antes do seu Matrimônio Santa Gianna escreveu ao futuro marido: "Você não acha interessante fazermos um tríduo para nos prepararmos espiritualmente antes do casamento? Nos dias 21, 22 e 23, Santa Missa e Comunhão, você em Ponte Nuovo, eu no Santuário de Nossa Senhora da Assunção. A Senhora acolherá as nossas preces e desejos e, porque a união faz a força, Jesus não poderá deixar de escutar-nos e ajudar-nos." [9]

Peçamos a Virgem Santíssima, Rainha da Pureza, e seu Castíssimo Esposo São José que roguem a Deus por nós para que vivamos uma vida casta e pura, nos caminhos que Ele designou para nós.

Grifos nossos


Referências:
[4] Pe. Thomas Morrow – Autor do conceituado livro “Namoro cristão em um mundo supersexualizado. O complemento de seu texto pode ser lido acessando este link: Sobre beijos no tempo de namoro”.

[5] Jason Evert - é um autor e palestrante sobre castidade, tem seus livros e artigos muito difundidos em vários site sobre o assunto, também fundou o Projeto Chastity, uma organização que dá suporte a adolescentes que querem viver a castidade. Ele é Mestre em Teologiapela Universidade Franciscana de Steubenville. Acesse complemento de seu texto através deste link: "E o beijo de língua? Está tudo bem? Todo mundo me diz uma coisa diferente."

[6] Pe. Luiz Carlos Lodi - é presidente do Movimento Pró-Vida de Anápolis-GO que tem a finalidade de promover a dignidade e a inviolabilidade da vida humana e da família e defender tais valores contra os atentados de particulares ou dos poderes públicos. Acesse complemento de seu texto através deste link: "Namoro Santo à luz da Consagração à Imaculada."

[7] Programa "Pergunte e Responderemos", TV Canção Nova - 07/12/12

Mais alguns textos sobre namoro cristão:

Fonte: Blog Mater Dei

terça-feira, 23 de abril de 2013

«Encontrar Jesus fora da Igreja não é possível», diz Papa




Cidade do Vaticano, 23 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje no Vaticano à missa evocativa de São Jorge, nome próprio de Francisco, tendo afirmado que “encontrar Jesus fora da Igreja não é possível”, revela a Rádio Vaticano.

Na celebração que decorreu na Capela Paulina com a participação de dezenas de cardeais, Francisco recordou que o Papa Paulo VI (1897-1978) dizia ser “uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja”.
“A identidade cristã é uma pertença à Igreja, à Igreja mãe”, acrescentou.

A Igreja está entre as “perseguições do mundo” e a “consolação” de Deus, afirmou Francisco na homilia da eucaristia evocatória do mártir que o rito católico, sírio e bizantino assinalam a 23 de abril.

“No momento em que começa a perseguição, começa a atividade missionária da Igreja”, sublinhou Francisco, referindo-se à tradição associada a São Jorge, que terá sido morto cerca do ano 303 ao testemunhar a fé, aquando das persecuções aos cristãos ordenados pelo imperador romano Diocleciano.

O Papa frisou que esta expansão da mensagem cristã se deveu à ação do “Espírito Santo”, mesmo perante a desconfiança de alguns dos responsáveis pela comunidade de crentes.
“Pensemos hoje na missionariedade da Igreja, nos que saíram de si próprios, nos que tiveram a coragem de anunciar Jesus aos gregos - coisa quase escandalosa naquele tempo -, nesta mãe Igreja que cresce, cresce, com novos filhos aos quais dá a identidade de fé. Não se pode acreditar em Jesus sem a Igreja, di-lo o próprio Jesus”, prosseguiu.

Ao começar a homilia, Francisco dirigiu uma saudação aos membros do Colégio Cardinalício presentes: “Obrigado porque me sinto bem acolhido por vós. Obrigado. Sinto-me bem convosco”.

O decano (presidente) deste colégio, D. Angelo Sodano, apresentou uma mensagem de felicitações no início da celebração, pedindo o dom da “fortaleza” e lembrando os que sofrem “por causa da sua fé”.

No fim da missa Francisco deteve-se por instantes, em oração, diante de um ícone da Virgem Maria.

Jorge Mario Bergoglio nasceu a 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, tornou-se arcebispo da capital argentina em 1998, foi criado cardeal em 2001 e eleito Papa a 13 de março de 2013.

São Jorge, cavaleiro que abandonou o exército romano quando da sua conversão ao cristianismo, era venerado desde o século IV na Palestina, onde havia uma igreja levantada em sua honra, e o seu culto propagou-se pelo Oriente e Ocidente, tornando-se patrono de vários países, cidades e instituições civis e eclesiais, como os Escuteiros.

Sepultado em Lod, próximo de Telavive, em Israel, o mártir São Jorge é habitualmente representado na iconografia cristã montado a cavalo, lutando contra um dragão que simboliza as forças do mal.

Cf
 
Fonte: Da Mihi Animas

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como evangelizar os meus filhos?


Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los
A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos.
Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese.Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor – estudo – religião.
Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.

Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.”
Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã.
Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros.(...) A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela.
Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”.
Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais. Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes.
Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”.
  Felipe Aquino
 
Fonte: Modéstia Masculina
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