quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Reze uma Salve Rainha por uma pessoa que esteja necessitada

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Salve Rainha, Mãe de Misericórdia,
Vida, doçura e esperança nossa, salve!
A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva.
A Vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa,
Esses Vossos olhos misericordiosos
A nós volvei,
E, depois desse desterro,
Mostrai-nos Jesus, bendito fruto do Vosso Ventre.
Ó Clemente, Ó Piedosa, Ó Doce Virgem Maria.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Os “novos pobres” da Teologia da Libertação


Os “novos pobres” da Teologia da Libertação

Por Pe. José Eduardo*
Vocês já notaram que a "opção preferencial pelos pobres" foi desaparecendo ou se ressignificando no vocabulário da TL? Isto se deve a dois motivos principais:
- em primeiro lugar, à compreensão que o movimento revolucionário teve de que a "revolução sexual" era mais importante do que se imaginava a princípio, pois chegaram à conclusão de que era a família, e não propriamente a propriedade privada, a origem da psicologia do poder, verdadeira causa da desigualdade sócio-econômica.
- em segundo lugar, ao fato de que, com a ascensão dos partidos socialistas ao poder na América Latina, falar sobre os "pobres" seria um "tiro no pé", e isto para qualquer uma das facções comunistas. Como eles louvam dia e noite o presumido fato de que retiraram não sei quantos milhões da pobreza, teologar sobre ela seria um contra-senso, uma anti-propaganda.
Contudo, como dizia Marilena Chauí num seu odioso vídeo, o discurso TL-petista tem um vício que contradiz seu intento revolucionário: dizendo ter melhorado a vida do pobre, o único resultado que alcançaram foi expandir a classe média, a pseudo-burguesia que eles tanto odeiam.
Por isso, era necessário encontrar um novo tipo de "pobre", pois não serviriam mais os tais "despossuídos" das décadas de 80 e 90. E eles o encontraram naquilo que Gramsci chamava de lupemproletariado, aquele estrato maltrapilho (moral e economicamente) da população, que sempre existe e existirá em qualquer sociedade.
Os novos pobres são os gays, as prostitutas, os delinquentes, os pervertidos morais, os cultivadores de lixo cultural, da anti-arte, os satanistas, enfim, aqueles que sempre foram considerados elementos desagregadores da sociedade.
Além destes, para dissimularem um pouco este horror grotesco, forjaram ainda outro tipo de pobre: a natureza, e aderiram ao discurso ecologista, trocando a "opção pelos pobres" por uma "opção pela vida", não necessariamente humana, e quanto mais se entra dentro do submundo "intelectual" do partido, necessariamente não-humana (os eco-teólogos-libertadores já chegaram a escrever que o homem é um vírus no planeta, e que deveria ser eliminado).
A ironia por trás de toda esta estupidez é o fato de que, pelo menos no âmbito da teologia da libertação, aquilo que se dizia nas décadas passadas quando se alegava que a Igreja sempre optou pelos pobres e não necessitava da TL para fazê-lo (vide o exemplo de S. Francisco e dos frades mendicantes) era que o mérito da TL consistia no fato de ter descoberto o "pobre como classe econômica" como "categoria teológica".
Agora, os fatos demonstram que a alegação era tão falsa como a abordagem teológica mesma. Os pobres são tão descartáveis nela quanto estas mesmas novas suas definições. A única coisa a que se prestam é à aquisição ou manutenção do poder político, utilizando-se a Igreja como instrumento para chegar a ele.
Não se admirem caso dentro de alguns meses as paróquias comecem a ser invadidas pelo lupemproletariado, e ao seu lado esteja alguém que você nunca imaginou que pudesse estar dentro duma Igreja. Na década de 80, quando as comunidades começaram a ser invadidas pelos comunistas, que até então se declaravam ateus, aquilo parecia impossível. Hoje, duplas LGBT querem batizar seus "filhos", apadrinhar filhos alheios, assentar seus novos nomes transex nos registros paroquiais e até mesmo casarem-se na igreja.
Alguns pensam que isto é casual, "sinal dos tempos". Não o é. São os novos pobres da TL que estão chegando, com Bíblia Pastoral nas axilas e cartilhas da PJ de tira-colo. O discurso está pronto e há quem o defenda. Oxalá estejamos preparados para desmascarar o ardil, e revelar que ninguém está preocupado com eles e com sua conversão, mas apenas em usá-los como instrumento de subversão, de domínio e de permanência no poder. Afinal de contas, se acabarem com o lupemproletariado, não haverá mais revolução. Urge, então, mantê-los na delinquência moral, e até criar uma "moral" teológica para os manter aí. Caso contrário, também eles aderirão à moral burguesa, cristã, conservadora. E de tal mal, livre-nos Gaia, valha-nos Marilena Chauí.

Fonte: https://www.facebook.com/jose.eduardo.7792/posts/975225539156128?fref=nf&pnref=story


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Um bom exame de exame de consciência para nós católicos:



"Vejo-te, cavalheiro cristão (dizes que o és), beijando uma imagem, mascando entre dentes umas oração vocal, clamando contra os que atacam a Igreja de Deus..., e até frequentando os Santos Sacramentos.

Mas não te vejo fazer um sacrifício, nem prescindir de certas conversas... mundanas (podia, com razão, aplicar-lhes outro qualificativo), nem ser generoso com os inferiores...- nem com a Igreja de Cristo! -, nem suportar uma fraqueza do teu irmão, nem abater a tua soberba pelo bem comum, nem desfazer-te do teu forte invólucro de egoísmo, nem... tantas coisas mais!

Vejo-te... Não te vejo... - E tu... dizes que és um cavalheiro cristão? - Que pobre conceito fazes de Cristo!" 

São Josemaria Escrivá - "Caminho, pt. 683"

Se possível, passe a diante. Obrigado.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Novena de Nossa Senhora de Lourdes


Novena de Nossa Senhora de Lourdes


Oração Inicial

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e redentor meu, por
ser Vós quem sois, e porque vos amo sobre todas as coisas, a mim me pesa
de todo coração ter-vos ofendido, e proponho firmemente nunca mais pecar,
confessar-me, cumprir a penitência que me for imposta e apartar-me de todas
as ocasiões de ofender-vos. Vos ofereço minha vida, obras e trabalhos em satisfação de todos meus pecados.
E confio em vossa bondade e misericórdia infinita para que me perdoeis pelos
méritos de vosso preciosíssimo sangue, Paixão e morte, e me dareis graça
para emendar-me e para perseverar em vosso Santo serviço até o fim de
minha vida. Amém.


Oração Final
Debaixo de vosso amparo nos acolhemos, santa Mãe de Deus; Não
Desprezeis nossas súplicas nas necessidades, senão livrai-nos de todos os
perigos, Oh! Sempre Virgem gloriosa e bendita!
V. Rogai por nós, Oh! Virgem de Lourdes! R. Para que sejamos dignos das promessas de Jesus Cristo.

Oração
Oh! Deus eterno e compassivo!
Concedei-nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte. Por Cristo nosso Senhor. Amém.


1° Dia

Rainha Imaculada que, aparecendo pessoalmente qual nascestes, a Senhora na gruta de Lourdes, honrastes com vosso benigno olhar e com a comunicação de vossos segredos a pobre e enferma Bernadete, tanto menos estimada dos homens pela falta de toda cultura, quanto mais aceita por Vós pela pureza de sua inocência e o fervor de sua devoção; Obtende para nós a graça de que, pondo sempre nossa glória em fazer-nos gratos ao Senhor com uma vida inteiramente conforme a nossos deveres, nós sejamos ao mesmo tempo merecedores sempre de vossas especiais bênçãos. Amém.
Três Ave-Marias e um Glória. Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

2° Dia

Oh! Virgem de Lourdes, escolhida por Deus para ser Mãe de Jesus, Tesoureira das divinas graças, Refúgio e Advogada dos pecadores! Prostrado humildemente a vossos pés vos suplico sejais minha guia e saúde neste vale de lágrimas, porque nada posso nem devo fazer sem Vós. Alcançai-me de vosso divino Filho o perdão de meus pecados, a perseverança no bem e a salvação de minha alma, para ser eternamente feliz e ditoso em vossa doce companhia nas mansões da glória. Amém.
Três Ave-Marias e um Glória. Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

3° Dia

Oh! Virgem de Lourdes e Mãe minha, vida e esperança dos pobres, âncora dos náufragos, saúde dos enfermos e esperança dos que agonizam e morrem! Oh! Mãe minha! Depois de Deus, Vós sois e serás minha única esperança nas tentações e perigos, na vida e na hora de minha morte.
Não me deixes, Oh! Maria! Amém. Três Ave-Marias e um Glória. Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

4° Dia

Oh! Virgem puríssima de Lourdes, vida de minha alma, alívio de minhas penas, suavidade e doçura de minhas aflições!
As portas de vosso coração.
Oh! Mãe minha! Chama este pecador enfermo, cuja dor, neste momento, é tão grande como seus pecados;
Compadecei-Vos de mim, não me deixes, olhai com olhos de compaixão.
Sanai-me, como Jesus aos leprosos. Curai-me para que adore a Deus eternamente. Amém.
Três Ave-Marias e um Glória. Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

5° Dia

Oh! Virgem de Lourdes e rainha dos anjos, em cujos olhos brilha a fé que abrasa vosso Espírito!
Ensinai-me a crer; mas a crer trabalhando, porque a fé sem obras é morta; porque os que estão cheios de pecados, que não fazem conforme a crença católica, estão nos calabouços do inferno.
Ajudai-me a crer na palavra divina e a trabalhar como Deus e a Igreja me mandam crer e trabalhar;
Pois a fé é luz e tem que iluminar minha alma e a conduzir pela senda da eterna bem-aventurança. Amém.
Três Ave-Marias e um Glória. Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

6° Dia

Oh! Virgem de Lourdes e Virgem das virgens, açucena candíssima, Virgem Imaculada, pomba sem mancha!
Vós, que fostes concebida sem pecado;
Vós, que tanto amais a castidade e tanto quereis a vossos filhos, tende compaixão de mim e livrai-me desta penosa concupiscência que me afunda em um mar de pecados.
Alcançai-me de vosso Filho a graça da castidade para viver na terra como os anjos do céu. Amém.
Três Ave-Marias e um Glória.
Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

7° Dia

Oh! Virgem de Lourdes e soberana Imperatriz dos céus, que, por amor a pobreza, vos sujeitastes a todas as privações e escassez dos pobres!
Ensinai-me a depreciar os luxos e presentes, e inspirai-me amor e compaixão aos pobres para conseguir com isso o reino dos céus. Amém.
Três Ave-Marias e um Glória.
Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

8° Dia

Oh! Virgem de Lourdes, exemplar sublime de obediência, que se fazendo escrava do Senhor e humilhando-vos até viver sem própria vontade, merecestes que vos chamassem de bendita todas as gerações!
Ensinai-me e ajudai-me, como a menina Bernadete, a ser obediente até a morte, porque a obediência é melhor que os sacrifícios, e quem segue obedecendo a Deus conseguirá chegar até o céu. Amém.
Três Ave-Marias e um Glória.
Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

9° Dia

Oh! Virgem de Lourdes, rainha dos mártires e esperança dos aflitos!
Pela heróica paciência que resplandeceu em todos os atos de vossa vida mortal, desde Belém ao Calvário, desde a profecia de Simão até que Vos arrancaram dos braços o cadáver ensanguentado de vosso divino Filho,
Tende misericórdia de mim e ajudai-me a levar com cristã resignação o peso das cruzes que o Senhor tenha a enviar-me, para ganhar minha eterna felicidade na glória e viver em vossa doce companhia por todos os séculos. Amém.
Três Ave-Marias e um Glória.
Pedir a graça que se deseja obter com esta novena

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

As Bem-Aventuranças nas cartas de Pier Giorgio Frassati

Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
“Eu deixei meu coração nas montanhas com a esperança de reencontrá-lo nesse verão, escalando o Monte Branco. Cada dia me enamoro mais e mais pelas montanhas… E se meus estudos me permitissem, eu passaria dias inteiros sobre os montes para contemplar naquele ar puro, a Grandeza do Senhor”. (à M. Beltramo, 6.VIII.1923)
“A fé que recebi no Batismo me sugere com voz segura: por você mesmo não faria nada, porém, se você tiver Deus como centro de todas as tuas ações, então sim, chegarás até o fim”. (à I. Bonini, 15.I.1925)

Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão a terra.

Eu os exorto, ó jovens, com todas as forças da minha alma para que se aproximem o máximo possível da mesa Eucarística, alimentem-se deste Pão dos Anjos e encontrarão a força para combater as lutas internas, contra as paixões e contra toda adversidade”. (do discurso à juventude Católica de Pollone, 1923)

Bem aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

“Você me pergunta se estou alegre. E como poderia não estar? Enquanto a fé me der forças, eu estarei sempre alegre! O católico tem que ser alegre: a tristeza deve ser erradicada da alma do católicoA dor é diferente da tristeza, que é a mais detestável de todas as doenças. Esta doença é quase sempre produto do ateísmo; porém, a finalidade para a qual nós fomos criados nos mostra o caminho que, mesmo com muitos espinhos, não é de nenhum modo triste. É um caminho alegre, mesmo através da dor”. (à sua irmã Luciana, 14.II.1925)

Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

“Que grande dádiva é ter saúde como a temos! Por isso nossa saúde deve ser colocada ao serviço daqueles que não a temDe outra maneira estaríamos traindo esse dom de Deus e Sua benevolência”.

Bem aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

“Jesus me visita a cada manhã na Comunhão e eu lhe respondo da pobre maneira que posso fazê-lo: visitando os pobres”.
Ao redor dos pobres e dos enfermos eu vejo uma luz particular que nós não temos”.

Bem aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.

A verdadeira felicidade, ó jovens, não consiste nos prazeres do mundo e nas coisas terrenas, mas na paz de consciência que só se tem se somos puros de coração e de mente”.(do discurso à Juventude Católica de Pollone, 1923)
Eu te peço pra rezar um pouco por mim, para que Deus me dê uma vontade férrea, para que eu não desfaleça frente aos seus projetos”. (à Severi, 13.IV.1925)
O porvir está nas mãos de Deus e de nenhuma outra maneira poderia ser melhor”. (à Marco Beltramo, 3.II.1925)

Bem aventurados os que agem em prol da paz, porque eles serão chamados de filhos de Deus

“Creio que é o único desejo que um verdadeiro amigo pode fazer a um amigo querido é: a paz do Senhor esteja sempre contigo! Pois se você possui a paz todos os dias, você será verdadeiramente rico”. (M. Beltramo, 10.IV.1925)
“Sintamos em nós a íntegra força do nosso amor cristão que nos torna irmãos para além dos confins de todas as nações”.(aos estudantes de Bonn, 1923)

Bem aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

Pobres desgraçados os que não tem fé! Viver sem uma fé, sem um patrimônio para defender, sem sustentar uma luta contínua pela verdade não é viver, mas fingir que se vive”. (à I. Bonini, 27.II.1925)
O dia de minha morte será o mais belo da minha vida”.

Pier Giorgio Frassati pode ser considerado como patrono, o guia espiritual da juventude universitária.

João Paulo II – Cracóvia, 27 de março de 1977

Vocês, jovens, têm modelos para inspirá-los. Penso, por exemplo, em Pier Giorgio Frassati, que foi um jovem moderno, aberto aos valores do esporte – era um valente alpinista e um arrojado esquiador -, mas que soube dar, ao mesmo tempo, um valente testemunho de generosidade de Fé cristã no exercício da caridade. Ele caminha com vocês, muito vivo, com seu sorriso e sua bondade… Depois da primeira guerra mundial , ele escrevia assim: Com a caridade se semeia a paz nos homens. Porém, não a paz do mundo, mas a verdadeira paz que só a Fé em Cristo nos pode dar, tornando-nos irmãos”.
Deixo a vocês a palavras de Pier Giorgio com um programa, juntamente com sua amizade espiritual a fim de que, em todo lugar da terra, vocês também sejam portadores da verdadeira paz de Cristo.

João Paulo II – 12 de abril de 1984 – Jubileu internacional dos esportistas, Estádio Olímpico de Roma

O que mais me surpreendia nele era sua pureza, sua alegria radiante, sua piedade, sua liberdade de filho de Deus por tudo aquilo que existe de belo no mundo, seu sentido social, a consciência que tinha de compartilhar a vida e o destino da Igreja. Porém, o que mais me assombra é que tudo isso aparecia nele de uma maneira natural e espontânea, cheio de calor humano e virilidade. […] Sua fé se nutria da mesma substância do cristianismo: Deus existe, a oração é o fermento da existência, os sacramentos são o alimento da vida eterna, a fraternidade universal é a lei das relações humanas.
Aqui aparece o caráter misterioso da Graça Divina, rebelde segundo o reto raciocínio: em um ambiente onde se considera o cristianismo “superado” surge um cristão que respira a alegria de viver, que não tem nada de sectário, um cristão que vive seu cristianismo com uma espontaneidade que quase dá medo: poderia se dizer que Pier Giorgio não teve seus problemas. De fato, ele os suprimiu com a graça de sua fé, quem sabe a que preço e com quais sofrimentos. Enfim, um homem dado à oração, um homem que come todos os dias o pão da morte e da vida, um homem que se consume por amor aos seus irmãos.

Fonte: Ecclesia Una

domingo, 18 de janeiro de 2015

São Domingos Sávio: um adolescente santo



Estava Domingos voltando da escola, numa tarde abrasadora de verão, em companhia de um rapaz de nome João Zucca. O dia estava tão quente que dificultava até a respiração.
Ao passarem por uma ponte, pararam e sentaram-se pondo os pés dentro das águas do rio Ruenta. Zucca atirava palhas dentro do rio e, com muita atenção, ficava observando-as flutuar na correnteza e desaparecer sob a ponte. Mais abaixo, viu um grupo de meninos brincando às margens do rio, entrando na água e saindo. A correnteza era rápida e perigosa, mas refrescante.
— Ooba! – exclamou Zucca. — Não há outra coisa a fazer num dia como este! Vamos nadar um pouco! – deixou-se escorregar pela rampa gramada e, um instante após, mergulhou na água, embora fosse o local bastante perigoso.
Domingos acompanhou-o.
De volta a casa, Domingos permanecia silencioso.
— Alguma coisa errada, Domingos? – perguntou-lhe Zucca, porque normalmente Domingos era um colega muito alegre.
— Estava pensando se era conveniente a gente ir nada naquele lugar.
— Não é direito nadar? Como assim?
— Bem, o modo de falar dos rapazes e os gestos que faziam com o corpo não me pareciam corretos.
— Ora, Domingos! Eles não tencionavam mal algum.
Dias depois, o tempo estava outra vez muito quente e os dois meninos procederam da mesma forma, até certo ponto. Quando deixaram a ponto para entrar na água, Domingos parou.
— O que há, Domingos? Não vai entrar?
— Não. Eu não sou bom nadador e a correnteza é muito forte aqui.
— Não precisa ser bom nadador para dar um mergulho.
— E se eu começasse a me afogar?
— Faça como nós. Não pode falhar.
— Bem. Seja como for, eu não gostei do que os rapazes estavam dizendo e fazendo, outro dia.
— O que dizem ou fazem nada tem a ver com você.
— Vou perguntar em casa se posso nadar com você.
— Não faça isso. Seríamos castigados se soubessem que estamos nadando aqui.
— Se é assim, agora é que não vou mesmo. Quando da primeira vez, Domingos se sentira chocado ao observar como os rapazes agiam enquanto nadavam. Percebeu o perigo que corria em tais circunstâncias e recusou-se definitivamente a ir nadar junto com outros, outra vez. Na biografia de Domingos, Dom Bosco escreveu que ele se recusara a ir nadar com os demais. Essa foi a verdade. Entretanto, após a morte do jovem, quando sua vida foi publicada, Zucca insistiu na presença de outros que Dom Bosco estava errado. Domingos havia nadado. Ele, Zucca, era testemunha. Espalhou-se rapidamente a notícia, chegando aos ouvidos de Dom Bosco. O santo reuniu os fatos e esperou o momento oportuno para revelá-los. A ocasião se apresentou numa noite, após o jantar, quando os meninos se preparavam para deixar o refeitório. [...] O santo passou através das filas silenciosas e pôs-se de pé sobre uma cadeira. Suas feições, habitualmente sorridentes, mostravam-se sérias.
— Alguma coisa está erada! – murmuraram entre si os rapazes.
— Chegou a meus ouvidos que alguém pôs em dúvida o que escrevi sobre Domingos. A parte questionada é a que afirma que Domingos se recusou a ir nadar com os outros meninos. Esta é a pura verdade. Ele se recusou mesmo. Por outro lado, é também verdade que ele foi a primeira vez, influenciado pela mesma pessoa que deu início à campanha de murmurações. Deliberadamente, omiti mencionar o primeiro incidente, porque desejava ocultar, em seu próprio benefício, o nome de tal pessoa. Achei que ele se deveria mostrar grato a mim, por poupá-lo a tal vexame, em público. Então olhou diretamente para Zucca que estava ficando cada vez mais vermelho, à proporção que Dom Bosco ia falando.
— Agora, Zucca, agradeça somente a si próprio, pela vergonha que está passando, e você tem realmente motivo para se sentir envergonhado. Após a saída de Dom Bosco, os meninos não foram capazes de quebrar o silêncio durante alguns minutos. Nunca tinham ouvido Dom Bosco falar com tanta dureza. O santo, normalmente doce e gentil, mostrou sua ira aquela noite, visto tratar-se da defesa da modéstia. Qualquer ataque à moralidade, sutil ou aberto, leve ou sério, era sempre repelido vigorosamente pelo santo. A favor do pobre Zucca, objeto das iras de Dom Bosco, pode-se dizer que mais tarde, o santo declarou que Zucca tinha sido favorecido com grandes graças extraordinárias de Nossa Senhora. Dom Bosco foi muito severo quanto a permitir aos meninos nadarem sem o devido respeito à modéstia cristã. Dois de seus jovens, uma vez, faltaram à aulas para ir nadar no rio Dora, em Turim. Às margens do rio, receberam duas palmadas bem aplicadas por mãos invisíveis. Descobriram quem era o dono daquelas pesadas mãos, quando o santo enviou uma carta de Lanzo, a 48 quilômetros de distância, contando ao superior e aos meninos o que ele tinha feito. Embora divertido, esse incidente é também esclarecedor. Mostra-nos a importância que o santo atribuía à modéstia, como guarda da pureza. Instruído por tal mestre, Domingos não poderia assumir outra atitude diante da pureza, a não ser aquela que lhe foi tão características. A respeito da pureza de Domingo, São Pio X disse uma vez ao Cardeal Salotti, postulador da Causa: “Um jovem que levou para o túmulo sua inocência batismal, que durante os curtos anos de sua existência nunca revelou a presença de nenhuma defeito, é real e verdadeiramente um santo Que mais podemos desejar?”

Fonte: São Domingos Santo, um adolescente santo, por Peter Lappin. p. 95-98. Ed. Salesiana Dom Bosco. 3.ª Edição. São Paulo, 1996

Créditos aos blogs Católicos Tradicionais e O Segredo do Rosário. 
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