quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Reze a "Quaresma de São Miguel Arcanjo"

Reze a "Quaresma de São Miguel Arcanjo"
de 15 de Agosto a 29 de Setembro

Consagremos a proteção de nossa vida ao Príncipe da Milícia Celeste

Conheça mais sobre a história e as orações desta devoção acessando este link: https://padrepauloricardo.org/episodios/a-quaresma-de-sao-miguel-e-o-auxilio-dos-anjos

Para se preparar para esta quaresma é necessário:
* Acender uma vela abençoada diante de uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo
*
 Oferecer uma penitência durante os 40 dias;
*
 Fazer o sinal da cruz;
*
 Rezar estas orações todos os dias:


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus tende piedade de nós! (3x)

LADAINHA DE SÃO MIGUEL
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração: Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.

Ao final, reza-se:
Um Pai Nosso em honra de São Gabriel. - Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra de São Rafael.

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.
V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas.

Oração: Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Consagração a São Miguel Arcanjo
Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Novena da Assunção de Nossa Senhora

Novena da Assunção de Nossa Senhora
Festa dia 15 de Agosto

Oração para todos os dias:
Oh! Santíssima Virgem que, para vos preparardes para uma santa morte, vivestes em contínuos desejos da visão beatifica; fazei que se apartem de nós os desejos vãos das coisas caducas da terra. Ave-Maria.
Oh! Santíssima Virgem que, para vos preparardes para uma santa morte, suspirastes na vida por vos unirdes para sempre com vosso Filho; alcançai-nos que vivamos sempre fiéis ao mesmo Senhor até à morte. Ave-Maria.

Oh! Santíssima Virgem que, para morrer santamente, ajuntastes um imenso tesouro de méritos e virtudes; alcançai-nos a graça de conhecermos que só a virtude e a graça de Deus é a estrada que pode conduzir-nos à salvação. Ave-Maria.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Regras Para Discernimento Dos Espíritos, Segunda Parte - Santo Inácio de Loyola


1. É próprio de Deus e de seus Anjos, quando entram numa alma, enchê-la da verdadeira alegria e gozo espiritual, e banir toda a tristeza que o inimigo procura introduzir nela. Ao contrário, é próprio do mau espírito combater esta alegria e gozo espiritual por motivos fúteis, sutilezas e contínuas ilusões.

2. Só a Deus pertence consolar a alma sem causa precedente, pois só Ele tem direito de entrar nela e sair quando quiser, movendo-a ao amor de sua divina Majestade. Digo sem causa precedente, isto é, sem nenhum aviso prévio ou conhecimento de qualquer objeto, que dê origem àquela consolação.

3. Quando a consolação é precedida de alguma causa, o bom e o mau anjo podem ser igualmente o seu autor; mas os fins são inteiramente contrários. O bom anjo tem por finalidade o aproveitamento da alma, que deseja ver crescer nas virtudes. O mau anjo, ao contrário, quer vê-la retroceder no bem, para a levar, enfim, a seus perversos intentos.

4. É próprio do mau espírito transformar-se em anjo de luz e entrar primeiramente nos sentimentos da alma piedosa e acabar por lhe inspirar os seus próprios sentimentos. Assim, começa por sugerir a esta alma pensamentos bons e santos conforme às suas disposições virtuosas; mas logo, pouco a pouco, procura prendê-la em seus laços secretos e levá-la a consentir em seus pecaminosos intentos.

5. É examinar com grande cuidado o curso de nossos pensamentos. Se o princípio, o meio e o fim são bons e tendem ao bem, é sinal de que vêm do bom anjo; mas se no decurso deles se encontram alguma coisa má, vã ou diferente do que tínhamos proposto fazer, é sinal evidente de que tais pensamentos procedem do mau espírito.

6. Quando o demônio for descoberto por sua cauda serpentina, isto é, pelo fim pernicioso a que nos quer levar, será útil considerar os pensamentos que nos sugeriu, examinar-lhes o princípio e ver como, pouco a pouco, nos fez perder a alegria espiritual até nos levar à sua perversa intenção. A fim de que, pela experiência alcançada, nos acautelemos para o futuro de suas costumadas fraudes.

7. Naqueles que vão de bem em melhor costuma o bom anjo insinuar-se docemente, como uma gota d’água que cai numa esponja. O mau anjo, ao contrário, entra bruscamente como água que cai em pedra. Naqueles, porém, que vão de mal em pior, entram os mesmos espíritos diversamente, conforme à disposição da alma lhes é contrária ou semelhante. Se lhes é contrária, entram ruidosamente; se semelhante, entram silenciosamente e como por casa de porta aberta.

8. Quando a consolação vem sem causa precedente, ainda que esteja livre de fraude, pois é de Deus, como foi dito na 2ª Regra, contudo a alma, que recebe esta consolação, deve atender bem e distinguir o tempo que se lhe segue. Pois neste segundo tempo, em que a alma se sente toda fervorosa e gozando ainda dos restos da consolação passada, acontece tomar várias resoluções, que não são inspiradas imediatamente por Deus, e por isso devem-se examinar bem antes de se lhes dar inteiro assentimento e por em execução.

EXERCÍCIOS DE SANTO INÁCIO DE LOIOLA
Com práticas e meditações apropriadas para oito dias de retiro pelo Pe. Alexandrino Monteiro, S.I.
II Edição – Editora Vozes – 1959 – pp. 324-325

Fonte/; Deus lo Vult

Do discernimento dos espíritos – Santo Inácio de Loyola



Regras Para Discernimento Dos Espíritos

1. Àqueles que vão de pecado mortal em pecado mortal costuma, geralmente, o inimigo propor gozos aparentes e despertar-lhes na imaginação prazeres e desejos impuros, para mais os conservar e mergulhar em seus vícios e pecados. Ao contrário, o bom espírito causa-lhes remorsos e estímulos de consciência para os retirar de tão lastimoso estado.

2.Com aqueles que procuram intensamente purificar-se de seus pecados, e progredir no serviço de Deus, Nosso Senhor, dá-se o contrário do que foi dito na primeira Regra. Pois neles costuma o demônio suscitar perturbações de consciência, tristeza e desânimo, inquietando-os com falsas razões, para que não vão por diante na sua santificação. Pelo contrário, é próprio do bom espírito dar coragem, forças, consolações, lágrimas, inspirações e tranqüilidades, tornando-lhes tudo fácil e afastando todos os impedimentos, para que vão sempre adiantando na virtude e perfeição.

3. Da consolação espiritual. Chamo consolação qualquer movimento interno que impele a alma para mais servir e amar o seu Criador e Senhor, afastando-a, por conseguinte, de todas as coisas criadas para só descansar no Criador delas; e também quando provoca lágrimas de amor a Deus, de dor dos próprios pecados, de compaixão pela morte de Cristo e de outras coisas ordenadas diretamente ao seu serviço e louvor; finalmente, chamo consolação a todo aumento de fé, de esperança e caridade, e a toda a alegria interna que atrai o homem para as coisas celestes e salvação de sua alma, dando-lhe paz e tranqüilidade em seu Criador e Senhor.

4. Da desolação espiritual. Chamo desolação tudo que é contrário ao que foi mencionado na terceira Regra, como por exemplo: trevas na alma, perturbações, inclinação para coisas baixas e terrenas; desassossego por várias tentações, que impelem a alma para a desconfiança, enfraquecendo-a na fé e na caridade, tornando-a triste e indolente no serviço de seu Criador e Senhor. Porque da mesma forma que a consolação é contrária à desolação, também os pensamentos, que nascem da consolação, são contrários aos que nascem da desolação.

5. No tempo da desolação não se deve mudar nada, mas perseverar firme e constante nos propósitos feitos no tempo da consolação; porque do mesmo modo que na consolação nos aconselha e guia o bom espírito, assim o mau nos causa, na desolação, sugestões, a que não podemos dar assentimento.

6. Ainda que na desolação não devamos mudar nossos propósitos, contudo é muito útil agir contra a mesma desolação, persistindo, por exemplo, mais tempo na oração, no exame de consciência e alargando-nos mais no uso das penitências.

7. Quem está na desolação considere que o Senhor, para o provar, o abandona a suas próprias forças naturais, a fim de que resista às várias tentações do inimigo; pois não lhe falta o auxílio divino, ainda que o não sinta; porque, se o Senhor lhe tirou o fervor primitivo, e sensível, e a graça superabundante, deixou-lhe todavia a graça suficiente para a sua salvação.

8. Quem está na desolação, trabalhe por levar com paciência as penas que lhe sobrevêm e pense que prontamente será consolado, tomando as medidas contra tal desolação como foi indicado na 6ª Regra.

9. São três as causas principais por que nos achamos desolados. A primeira é porque somos tíbios, preguiçosos ou negligentes em nossos exercícios espirituais e, por nossas faltas, se afasta de nós a consolação espiritual. A segunda porque Deus quer ver quanto podemos e até onde chegamos no seu serviço e louvor sem os auxílios da consolação. A terceira, porque Deus nos quer dar a conhecer que não está em nosso poder sentir grande devoção, amor intenso, lágrimas, nem qualquer outra consolação espiritual, mas que tudo é graça de Deus, Nosso Senhor, a fim de que não nos ensoberbecemos nem envaidecermos atribuindo a nós mesmos a devoção e outras manifestações da consolação espiritual.

10. Aquele que está em consolação pense como se portará na desolação que depois virá, armazenado novas forças para esse tempo.

11. Quem está consolado procure humilhar-se e abater-se quanto puder, considerando quão pouco vale no tempo da desolação sem a graça da consolação. Pelo contrário, quem está na desolação, pense que muito pode com a graça, que não lhe falta para resistir a seus inimigos, recebendo forças de seu Criador e Senhor.

12. O inimigo procede como uma mulher, mostrando-se fraco contra o forte, e forte contra o fraco. Assim como é próprio da mulher, quando luta com algum homem, perder a coragem e fugir, se o homem se mostra corajoso; e, ao contrário, se o homem se mostra covarde e tímido, a ira da mulher chega até ao excesso: do mesmo modo costuma o nosso inimigo enfraquecer e fugir, se aquele que se exercita nas coisas espirituais lhe resiste varonilmente e se opõe diametralmente às suas sugestões; se, pelo contrário, aquele que se exercita, começa a ter medo e a perder a coragem em lhe resistir, não há fera no mundo mais terrível, que este inimigo da natureza humana.

13. Porta-se também o demônio como um falso amante, que não quer ser descoberto. Assim como um homem que, procurando seduzir, com suas ilusórias palavras, a filha dum pai honesto, ou a esposa dum marido honrado, lhes propõe silêncio e pede segredo para que suas pérfidas insinuações não cheguem aos ouvidos do pai ou do marido, pois desfazer-se-ia toda a sua tentativa: assim quer o inimigo que as falazes propostas, que segreda à alma justa, fiquem ocultas e não sejam manifestadas ao confessor ou a uma pessoa espiritual que conheça bem seus embustes, pois perderia toda a esperança de consumar a sua malícia ao ver descobertos todos os seus artifícios.

14. Porta-se também o demônio como um general, quando quer apoderar-se duma fortaleza. Pois, à semelhança dum comandante ou chefe militar que, depois de assentar os arraiais, explora as fortificações e obras de defesa, para saber qual é a parte mais fraca, para começar por ela o ataque: assim o maligno espírito anda rondando em volta de nós para explorar as nossas virtudes teologais, cardeais e morais, a fim de começar por onde nos achar mais fraco, e nos render. EXERCÍCIOS DE SANTO INÁCIO DE LOIOLA
– Com práticas e meditações para oito dias de retiro pelo Pe. Alexandrino Monteiro, S.I.
– II Edição – Editora Vozes – 1959 – pp. 320-323

Fonte: Deus Lo Vult

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A mulher moderna e a pomba feminista



A mulher moderna e a pomba feminista

Viviam aquelas pombas irrequietas e felizes na doce paz do seu pombal. Todas as manhãs voavam ao campo, com o pescoço irisado pelo sol, e bicavam os grãos da foice do ceifeiro. À noite o pombal dava-lhes abrigo e calor e, ali no ninho escondido na parede, ouviam alegremente o pio de seus filhotes. Não careciam de nada; tinha tudo; viviam ditosas e morriam tranquilas. Mas, eis que um dia apareceu no pombal uma pomba revolucionária. Vinha de outras terras, onde as pombas sacrificavam a felicidade à liberdade, e falou-lhes desta maneira:

-- Companheiras, viveis dois séculos atrasadas com respeito às pombas de outros países. Basta de clássicas submissões, de vida aborrecida e estéril. Por que havemos de ser inferiores às patas? Elas podem ir a esterqueira, e nós temos medo de nos mancharmos; elas podem banhar-se até na água suja e nós não temos coragem de meter-nos no rio. Para que defender tanto a nossa alvura, a nossa pureza? Isso são preconceitos da Idade Média! Cada uma faça o que bem entender, pois para isso é dona do seu corpo e de sua vida. Vamos a esterqueira! Ao charco!

Todas as pombas incautas aplaudiram a estrangeira agitando as asas. Dirigidas pela revolucionária, voaram para um pântano infecto que se via a distância. Enlambuzaram-se, revolveram-se no lodo com grande algazarra e... não vos direi como saíram dali as pombas!

Assim, caros leitores, viviam nossas ditosas e tranquilas mulheres. No ninho do seu lar viviam em paz a vida do trabalho e do amor. Mas a civilização revolucionária começou a cantar seu canto de sereia assim: -- Como! Estareis toda a vida fechadas em casa? E escravas dos homens? Basta, basta já de submissões! Não vedes como se chegou, em outros países, à emancipação da mulher? Abandonai os vossos preconceitos medievais! A mulher é dona do corpo e de sua vida. Por que sacrificar à alvura da pureza todas as alegrias do prazer? Ao charco! Ao pântano!

E as mulheres modernas lançaram-se e revolveram-se no charco da vida... e, não vos direi como saem dele as mulheres de hoje!

Fonte: Fonte: “Tesouro de Exemplos”, compilado por Pe. Francisco Alves, C.SS.R. - Ed. Vozes

Retirado do blog Mater Dei

Nota do blog original: O título original do texto, como está no livro, é apenas “A mulher moderna”, complementamos o titulo na postagem do blog para ressaltar mais uma vez os males que o feminismo trouxe para a vida das mulheres e consequentemente para toda a sociedade.

sábado, 12 de abril de 2014

Santo Afonso Sobre a Vocação Sacerdotal






Nota: O trecho que vai abaixo está contido no capítulo XI [Quem ama Jesus Cristo procura desprender-se de todas as criaturas] do livro A PRÁTICA DO AMOR A JESUS CRISTO, 18ª edição, Editora Santuário. É um trecho muito oportuno, dado o que vemos acontecer com o clero, no Brasil e no mundo.

Note-se ainda que, assim como corre grande perigo de condenar-se quem não segue o chamado de Deus só para satisfazer os pais, também corre grande risco que se ordena padre sem vocação, só para agradar seus parentes. São três os principais sinais para se conhecer a verdadeira vocação sacerdotal: a ciência competente, a reta intenção de buscar só a Deus, e a boa conduta de vida.

O Concílio de Trento, falando especialmente da boa conduta, mandou aos bispos que não promovam às ordens sacras a não ser os já aprovados na virtude e bons costumes. Isso já tinha sido estabelecido por antigas prescrições canônicas. Isso se entende principalmente da constatação externa que o bispo deve fazer a respeito da boa conduta de quem vai ser ordenado. Mas, não se põe em dúvida que o Concílio exige e pede tanto a probidade exterior como a interior. Sem a interior, a probidade exterior não passa de um puro engano e fingimento. Por isso admoesta o Concílio: “Saibam os bispos que ninguém deve ser promovido às ordens sacras sem ser digno, e sem que seu procedimento esteja de acordo com a probidade de vida.” Com a mesma intenção de ter provas completas sobre aquele que vai ser ordenado, o Concílio estabeleceu ainda intervalos entre os diversos graus das ordens “para que aumente neles, juntamente com a idade, a maturidade da vida e a abundância do saber.”

Santidade da vida

Quem é ordenado, é destinado ao ministério de servir a Jesus Cristo na Eucaristia: por isso – diz Santo Tomás – a santidade do sacerdote deve ser maior do que a do religioso. Acrescenta ainda que as “ordens sacras” preexigem santidade. A palavra “preexigem” supõe que o jovem deve ser santo já antes de ser ordenado. Indica, então, o santo a diferença entre a vocação religiosa e a vocação de quem recebe as ordens sacras. Na vida religiosa se purificam os vícios, mas querendo alguém receber as ordens sacras, é preciso que se encontre já purificado por meio de uma vida santa. Explicando esse mesmo pensamento, diz ainda Santo Tomás: “Como os que recebem as ordens sacras são colocados acima do povo, assim devem eles estar acima pelo mérito da santidade.” O santo exige essa santidade de vida antes da ordenação, porque a julga necessária não só para que se possa exercer dignamente as ordens sacras, mas também para que se possa contar dignamente entre os ministros de Cristo. Finalmente conclui: “Na ordenação lhes é concedida maior abundância de graça para que, por meio dela, possam tornar-se idôneos para as coisas maiores.”

Notemos a expressão “para coisas maiores”. Santo Tomás declara que a graça do sacramento, que depois se confere, não será inútil, mas dará ao ordenado maiores auxílios para que se torne capaz de conquistar maiores méritos. Mas exprime que no ordenando se requer a graça precedente, suficiente para torná-lo digno de ser contado entre os membros do povo de Cristo.

Boa conduta

Sobre esse assunto, escrevi [Sto. Afonso, Teologia Morale, I. 6, c. 2, ex num. 63] uma longa exposição provando que se alguém recebe uma ordem sacra sem a experiência de uma vida exemplar, não pode se isentar de uma grave culpa. Isso porque abraça um estado de vida sem a vocação de Deus. Não se pode dizer chamado por Deus quem se ordena sem estar livre de todo o vício habitual, especialmente contra a castidade. Embora possa receber o sacramento da Penitência, por estar preparado através do arrependimento, em tal estado ainda não está capacitado para receber as ordens sacras. Além disso, é necessária já antes a boa conduta, comprovada com a experiência há mais tempo.

Não pode, igualmente, se isentar de pecado mortal quem, por grande presunção, assume os sagrados ministérios sem a devida vocação. Grande perigo de condenação corre em semelhante caso, ao se expor assim. “Quem conscientemente, sem ter em conta a vocação de Deus” – como o faz um habituando a qualquer vício – “entra como intruso no sacerdócio, coloca-se em evidente perigo de condenação.”

Falando sobre o sacramento da ordem, Soto afirma: “Embora a boa conduta não seja da essência do sacramento, ela é absolutamente necessária por preceito divino ... Tal idoneidade de costumes não se identifica com a disposição geral exigida na recepção de qualquer sacramento para que a graça não encontre obstáculo. O homem que abraça o sacerdócio não só recebe a graça, mas abraça um estado de vida mais sublime. Exige-se, pois, dele a honestidade de vida e o brilho das virtudes.” O mesmo afirmaram Tomás Sanchez, P. Holsman, e os Salmanticenses.

O que acabo de escrever não é opinião de algum doutor particular, mas opinião comum: todos se fundamentam na doutrina exposta por Santo Tomás.


Fonte: Blog do Angueth
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