sábado, 14 de novembro de 2015

O segredo para viver a castidade - Padre Paulo Ricardo


I. Introdução

Todos os homens, segundo a vontade de Deus, são chamados à santidade e à plenitude do amor (cf. 1Ts 4, 3) [1]. Nem todos, porém, são obrigados a possuir atualmente um grau incomum de caridade, a dos perfeitos, pois embora devamos, cada um segundo suas possibilidades e preparação de espírito, afastar-nos de tudo quanto ofenda a Deus e viver habitualmente em estado de graça, a apenas alguns é dado alcançar, pela observância efetiva dos três conselhos evangélicos, uma perfeição de super-rogação, "que se dá quando nos unimos a Deus excedendo o nosso estado e apartando o coração de todos os bens temporais" [2]. Tendo, pois, em vista que o sacerdote secular, por força de sua ordenação e ministério, deve tender a tal grau de perfeição e configuração a Nosso Senhor Jesus Cristo [3], queremos abordar na Direção Espiritual de hoje os meios práticos para se viver a talvez mais singela e delicada das virtudes [4] que ornam a alma sacerdotal: a castidade, pela qual nos associamos à pureza dos anjos e à plena entrega de Cristo à Igreja.

Malgrado se dirijam sobretudo aos que vêm se preparando para as sagradas ordens, as orientações e diretivas aqui apresentadas podem aplicar-se também às noviças e a todos os católicos—solteiros ou casados—, que, como no-lo exige a moral cristã, têm de viver a sua sexualidade de forma madura e integrada, guardando-se a si próprios como templos do Espírito Santo (cf. 1Co 6, 19) e dons preciosos para um futuro casamento. Esperamos assim que estes pequenos conselhos, livres de especulações demasiado teológicas, sirvam tanto a seminaristas e jovens sacerdotes empenhados em viver generosamente sua vocação quanto aos casais católicos, cuja vida matrimonial às vezes lhes exige períodos mais ou menos longos de abstinência sexual [5].

II. Algumas orientações práticas

A manualística tradicional costuma enumerar uma série de meios ou, para usar uma expressão corrente, remédios contra a concupiscência, isto é, o apetite desordenado por prazeres, quer digam respeito à alimentação (gula), quer às propriedades genésicas do corpo (luxúria). Mortificação ativa, combate à ociosidade, fuga das ocasiões de pecado, meditação dos castigos eternos, devoção à Santíssima Virgem são, dentre outras tantas, as armas que os autores mais comprovados e fiéis à espiritualidade católica nos indicam e sugerem [6]. Queremos, contudo, apresentar dois recursos fundamentais que, embora nem sempre mencionados pelos tratados de ascética, demonstram como o caminho para se conservar e fortalecer a castidade é, na verdade, bastante simples e eficaz, se tivermos aquela "decidida determinação" dos que desejam pertencer total e indivisamente a Deus [7].

1. Mudar nossa visão de homem. — A primeira grande dificuldade com que deparamos ao longo desse percurso deriva, em parte, da mentalidade que os media, o cinema e os programas televisivos têm ajudado a construir; trata-se, com efeito, de uma concepção incompleta e unilateral de "homem", reduzido à esfera da animalidade e restrito às urgências mesquinhas e egoístas de um suposto "instinto sexual" a que se deve dar vazão a todo e qualquer custo. Acostumamo-nos, pois, a ver no homem casto um tipo de "doente", um apático assexual ou alguém efeminado, "mal resolvido". Até mesmo entre os jovens, cuja insegurança e falta de bons modelos paternos talvez expliquem o fenômeno, vive-se um certo preconceito em relação à figura do "virgem": aquele rapaz que não teve ainda sua primeira "experiência sexual" seja por timidez, seja por valores morais os quais receia sejam conhecidos dos colegas. Antes sinal de inocência e pureza espiritual, nestes nossos dias a virgindade tornou-se para muitos jovens, meninos e meninas, motivo de vergonha e de chacota.

Daí a necessidade de retificarmos nossa visão de homem. De fato, todos os cristãos, revestidos de Cristo pelo Batismo (cf. Gl 3, 27), são chamados a "orientar a sua afetividade na castidade" [8] segundo as circunstâncias particulares em que o Senhor os colocou. Por isso, o primeiro e principal modelo de vida para todos os fiéis deve ser o próprio Jesus Cristo, de cuja fidelidade e entrega total ao Pai temos de participar e nos tornar sinais vivos e visíveis. Também os grandes santos celibatários não só podem como devem ser para nós exemplo e inspiração de pureza: São José, esposo castíssimo de Nossa Senhora e pai nutrício de Jesus; São João Maria Vianney, o cura d'Ars e padroeiro dos sacerdotes; São Felipe Néri, o santo da alegria; São Pio de Pietrelcina, presbítero e confessor—eis aí varões que deixaram gravados na história exemplos de verdadeira hombridade e de uma profunda e bem vivida castidade por amor ao Reino dos Céus e às almas. São lírios cuja alvura, "que até os mais pequenino inseto mancha e desfeia" [9], folgaríamos de poder imitar.

A sexualidade destes homens fora a tal ponto ordenada a Deus, que é de todo impossível imaginá-los sexualmente excitados. Não porque fossem, como hoje se diz, "impotentes" ou "reprimidos", mas porque os seus corações abrasavam-se por um amor maior: um amor tão ardente a Deus e à Igreja, que em seus peitos não havia lugar para nenhuma solicitação da carne, para nenhuma armadilha da sensualidade. A imagem destes santos, que na mais absoluta continência e renúncia aos gozos do mundo foram afetivamente maduros e perfeitamente livres, contrasta de modo flagrante com a triste figura do astro pornô, do "predador de mulheres", de um homem, enfim, cuja alma, de tão saturada que está de sexo e prazer, vai-se incapacitando dia a dia para atos genuínos de amor autêntico, sincero, generoso.

Esse, portanto, é o primeiro passo a dar: formar uma visão correta e sóbria de homem e masculinidade. Feito isto, poderemos com constância e paciência evangelizar o nosso "inconsciente" rebelde que, devido à herança do pecado, quer a toda hora nos convencer de que não fazer sexo é sinônimo de fracasso. Leiamos e meditemos a vida dos santos, que resplandecem no céu da Igreja e nos ensinam como o homem deve portar-se diante do Pai.

2. Combater os maus pensamentos. — Quando houvermos definido que tipo de homem queremos ser, teremos, é óbvio, de recorrer aos meios conducentes à realização deste ideal. A segunda precaução que devemos tomar nesta luta, portanto, consiste em evitarmos toda e qualquer forma de pecado sexual, quer o ato nos pareça ou não grave. Como nos lembra o ensinamento tradicional dos teólogos a este respeito, deve-se ter sempre presente que no campo da sexualidade não existe parvidade de matéria [10]: um olhar, uma palavra, um toque, o consentimento o mais breve possível a um pensamento impudico por si só já constitui um pecado tão grave e desordenado quanto o próprio ato sexual pecaminoso. "Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso", diz Nosso Senhor, "já cometeu adultério com ela em seu coração" (Mt 5, 27-28). Ao comprar a simples cobiça carnal (um pecado à primeira vista sem tanta importância) ao adultério (talvez o pecado de que mais sofram as famílias e a sociedade de hoje), foi Deus mesmo quem nos revelou o grande cuidado que devemos ter nesta área.

Sem nos impor nenhum fardo, com este ensinamento Jesus traz ao homem uma grande liberdade e segurança, porque sinaliza que o caminho para a verdadeira pureza exige um esforço, por assim dizer, pequenino: combater os maus pensamentos no momento mesmo em que despontam na imaginação. Temos, pois, de os cortar pela raiz, impedindo-os de crescer e se agigantar. Daí se percebe que, além de evitar as ocasiões, um dos melhores remédios contra a luxúria é reagir pronta e imediatamente às sugestões da carne. Peçamos a Deus um espírito resoluto e determinado a evitar que o mais singelo, ligeiro e "inocente" pensamento se desenrole e desencadeie um processo fisiológico de excitação que, então sim, demandará de nós forças muito maiores, uma luta decerto mais intensa e ferina (algo de todo evitável se nos houvéssemos precavido desde o começo). Donde também se depreende a urgência com que se deve procurar um confessor caso se tenha consentido e regozijado já nestes primeiros assaltos. Feliz aquele que os esmagar contra a rocha ainda nenéns (cf. Sl 137 [136], 9), incapazes de produzir maiores males!

Há no entanto algumas pessoas cujo pecado não é gerado aos poucos, de tentação em tentação, de imagem em imagem; mas que, ao contrário, partem diretamente para consumar o ato. São como que impelidas a pecar num movimento irresistível, impetuoso. Nestes casos, o problema concentra-se não tanto na parte concupiscível da alma quanto na irascível; tais pessoas não padecem, a rigor, de um problema de luxúria em sentido estrito. Para elas, o gozo sexual serve antes de pretexto ou válvula de escape, uma forma de sublimar venereamente todo um feixe denso de frustrações, de tristezas ou desânimos. Quase sempre incapazes de suportar com alegria as cruzes cotidianas, as almas com este perfil expressam por meio de uma sexualidade desgovernada e não raro violenta toda a sua amargura e o seu desgosto. Por isso, deve-se-lhes ensinar o sentido e o valor do sofrimento cristão. Lembremo-nos de que todo ato sexual desregrado supõe, no fundo, uma certa disposição ao egoísmo e uma indisposição a amar verdadeiramente. Ora, sabemos que é pelo sofrimento que Deus prova e faz crescer o nosso amor por Ele e pelos demais. Se o celibato, com efeito, é um caminho de amor e de renúncia (cf. Lc 9, 23), as dores e os sofrimentos que o acompanham devem também ser acolhidos e aceitos com amor e generosidade.

A terapia espiritual mais eficaz para quem sofre deste problema será o exercício da paciência. Além de considerar os excelentes efeitos do sofrimento (reparação dos pecados e santificação da alma), pode-se crescer na vivência alegre e cristã das agruras diárias (a) pelo cumprimento fiel e pontual de todos os nossos deveres, apesar dos inconvenientes ou chateações que eles porventura nos causem; (b) pela aceitação resignada das cruzes que o Senhor nos envia; (c) pela prática sóbria e sensata de algumas mortificações voluntárias, que um diretor espiritual saberá recomendar e orientar; (d) pela preferência esforçada e habitual da dor ao prazer nas várias situações do dia [11].

III. Por que o celibato, afinal?

Antes de encerrarmos esta Direção Espiritual, gostaríamos de acenar à razão fundamental que dá sentido e peso a tudo quanto dissemos aqui. Aos olhos do mundo, o celibato é um contrassenso; renunciar ao mais natural e irresistível dos prazeres, uma loucura. Deus porém "ama a magnanimidade dos que, de uma só vez, dão tudo." [12] Ele nos chama, pois, a seguir o Seu santo e imaculado Cordeiro aonde quer que vá (cf. Ap 14, 4), não só na integridade do espírito como também na da carne [13]. A radicalidade do entregar tudo por amor a Cristo, do fazer de si uma oblação agradável a Deus, deve ser vivida não como imposição de uma instituição "castradora", como um fardo disciplinar que muito a contragosto nos vemos obrigados a arrastar pela vida. Trata-se, ao contrário, de uma escolha fundamental pelo amor, e por um amor que se abraça livremente, porque se deseja corresponder ao Amor de Quem nos amou primeiro. O ideal que nos deve inspirar neste caminho de entrega e renúncia não deve ser outro senão aquela altíssima dignidade a que Deus nos quer elevar: ser santo! fazer da própria vida e do próprio corpo uma "homenagem voluntária da criatura ao seu Deus"! [14] Escolher a castidade é, pois, um ato de sincero amor, "não na sua expressão sentimental e afetiva, mas no que nele há de mais verdadeiro, de mais profundo, de mais operoso, na doação completa e absoluta de si mesmo" [15].

Recomendação
A.V. 48: «Virgindade e Espiritualidade», de 9 mai. 2013.
R. C. 145: «Qual é a origem do celibato sacerdotal?», de 7 dez. 2012.
Referências
Cf. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática "Lumen Gentium", de 21 nov. 1964, n. 39 (AAS57 [1965] 44; DS 4165).
Santo Tomás de Aquino, Super Philipenses, c. 3, l. 2; Sum. Th. II-II, q. 184, a. 2, ad 3. V. também R. Garrigou-Lagrange, La Santificación del Sacerdote. Trad. esp. de Generoso Gutiérrez. 2.ª ed., Madrid: Patmos, 1956, p. 59.
Id., pp. 89-100.
Cf. Santo Tomás de Aquino, Sum. Th. II-II, q. 151, a. 1, resp.
Cf. Paulo VI, Carta Encíclica "Humanæ Vitæ", de 25 jul. 1968, n. 21 (AAS 60 [1968] 496); São João Paulo II, Teologia do Corpo: O Amor Humano no Plano Divino. Trad. port. de José E. C. de Barros Carneiro. São Paulo: Ecclesiæ, 2014, p. 581, n. 1; Conselho Pontifício para a Família,Sexualidade Humana: Verdade e Significado. 7.ª ed., São Paulo: Paulinas (col. "A Voz do Papa", vol. 148), 2009, pp. 24-26, nn. 20-21.
V., e. g., Antonio R. Marin, Teologia de la Perfeccion Cristiana. 4.ª ed., Madrid: BAC, 1962, pp. 333-337, n. 180; J. Ribet, L'Ascétique Chrétienne. 6.ª ed., Paris: Ancienne Librarie Poussielgue, J. de Girdod (ed.), 1913, pp. 126-132. Cf. Catecismo da Igreja Católica (CIC), 2340.
Cf. Santa Teresa d'Ávila, Caminho de Perfeição, c. XXI, n. 2. In: Escritos de Teresa de Ávila. Trad. port. de Adail U. Sobral et al. São Paulo: Loyola, 2001, p. 363.
CIC, 2348.
Francisco Spirago, Catecismo Católico Popular. Trad. port. de Artur Bivar. 3.ª ed., Lisboa: União Gráfica, 1938, vol. 2, p. 453.
Cf. Resposta do S. Ofício, de 11. fev. 1661 (DS 2013): "Dado que nas coisas que se referem ao sexo nunca há levidade da matéria (parvitas materiæ) [...]"; Petrus Dens, Theologia ad Usum Seminariorum. Mechliniæ, typis P.-J. Hanicq, 1828, vol. 1, p. 406.
Cf. Antonio R. Marin, op. cit., pp. 342-346, n. 183.
Pe. Leonel Franca, "O Primeiro Passo no Caminho da Santidade", in: Alocuções e Artigos(Obras Completas, vol. 5, t. 2). Rio de Janeiro: Agir, 1954, p. 423 (grifo nosso).
Cf. Santo Tomás de Aquino, Sum. Th. II-II, q. 152, a. 5, ad 3.
Pe. Leonel Franca, op. cit., p. 420.
Id., ibid.

"Meu corpo, minhas regras”: o vídeo que não deu certo

Encenado por atores globais como uma apologia à legalização do aborto, o que “Meu corpo, minhas regras” conseguiu foi só aumentar ainda mais o repúdio da população brasileira a essa prática.

O vídeo "Meu corpo, minhas regras", encenado por atores da Rede Globo e assistido mais de 1 milhão de vezes na Internet – e já negativado por mais de 170 mil usuários –, tentou ser uma apologia da legalização do aborto. O que a produção conseguiu, no entanto, foi aumentar ainda mais o repúdio do povo brasileiro a essa prática – e à dramaturgia global, ainda que por tabela.
Primeiro, porque a falácia do título já é bem clara. Não dá para falar de "meu corpo, minhas regras", quando se lida com a vida de outro ser humano. Embora se tente retratar o aborto como "uma decisão da mulher", o que está em jogo não é o seu corpo, mas o de outra pessoa. O que uma mãe traz em seu útero não é mera extensão do seu corpo, não é um seu membro físico, muito menos uma propriedade sobre a qual ela possa agir como bem entende. Trata-se, ao contrário, de uma nova vida humana, de um ser absolutamente independente – e não é preciso ser perito em biologia ou medicina para sabê-lo, muito embora sejam muitas as personalidades do mundo científico a atestar a humanidade do não-nascido. Para estas breves linhas, é suficiente citar o famoso médico e geneticista francês Jérôme Lejeune, para quem, "se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia se tornar um, pois nada é acrescentado a ele".
No fundo, a resposta para a mentira do vídeo está contida no próprio vídeo, bem no seu início, quando se comenta o fato de "todo ser humano existir através da gravidez". O protagonista de toda gestação – as mães sabem, os atores da Rede Globo sabem, todo o mundo sabe – é o bebê que está em desenvolvimento, o novo "ser humano" que floresce na barriga da mulher.
Isso não significa desprezar as dificuldades psicológicas que uma mãe enfrenta durante a gravidez, nem os dramas reais com que ela deve lidar, seja no ambiente familiar, seja no seu relacionamento conjugal, por conta do filho que traz em seu seio. Ao contrário, muitas vezes, são justamente as circunstâncias adversas sob as quais corre uma gravidez que fazem os holofotes da vida se voltarem para a mulher. Afinal, as mães constituem as primeiríssimas pessoas a cercarem de proteção e cuidados os seus filhos, ainda quando são as mais frágeis e indefesas das criaturas. Isso cria em torno delas uma aura tão sublime, a ponto de serem comparadas pelas Escrituras com o próprio Deus. "Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas?", pergunta retoricamente o profeta Isaías. "Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!" (Is 49, 15).
Por tudo isso, o aborto não é uma mera quebra de "tabus religiosos", mas uma afronta à própria natureza. Nisso, o mundo animal tem muito a ensinar ao feminismo abortista. Enquanto as senhoritas de peruca azul clamam "Meu corpo, minhas regras", os animais ditos "selvagens" defendem suas crias com unhas e dentes. Enquanto seres humanos clamam por um pretenso "direito ao aborto", as galinhas reúnem os seus pintainhos debaixo das suas asas – tendo merecido inclusive a menção do próprio Jesus Cristo nos Evangelhos (cf. Mt 23, 37).
Não custa, todavia, repetir: a rejeição ao aborto não se restringe a grupos nem a argumentos religiosos. Não é preciso ser cristão para ser contrário ao aborto. Basta ser um pouco humano e saber o que significa ter empatia com a vida e o sofrimento alheios.
Mas, em todo o vídeo, há algo que provoca ainda mais a indignação e a repulsa do público brasileiro. Trata-se da flagrante maldade, estampada nos rostos e nas falas dos atores do vídeo.
Se muitas vezes os defensores do aborto vieram a público com máscaras, tentando disfarçar o seu intento com dramas comovedores, desta vez, não há nada por trás. "O rei está nu", completamente, exposto em toda a sua malícia. O modo como os atores estão caracterizados, a expressão maquiavélica nos seus olhares, a maquiagem que os deixa disformes, os comentários sujos, zombando inclusive da virgindade de Nossa Senhora, não são nada casuais: constituem o figurino perfeito para uma produção desse gênero, pois mostram exatamente de onde vem a "cultura da morte".
Por isso, os atores e atrizes que participaram do vídeo "Meu corpo, minhas regras" estão de parabéns. Nunca alguém conseguiu reproduzir com tanta perfeição personagens tão más, tão cruéis e tão sem coração. Nem os piores vilões da Rede Globo descem tão baixo.
Triste e digno de pena é que essas celebridades pensem da mesma forma na vida real; por isso, elas só merecem a nossa mais profunda lástima.
Esperamos, sinceramente, que os artistas envolvidos nessa peça de extremo mau gosto mudem de ideia e, um dia, descubram o valor precioso e inviolável que tem em si mesma toda vida humana. Inclusive as suas.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
P.S.: Em tempo: é hora de redobrarmos os nossos esforços para a aprovação do PL 5069. Para entender do que se trata este importante projeto de lei e o que fazer para ajudar a nossa nação na luta contra o aborto, clique aquiO futuro das nossas crianças depende de você!

Fonte: Site Padre Paulo Ricardo

A todos que AINDA conservam a Fé - Pe. Rodrigo Maria






Caríssimos irmãos, diante da situação dramática na qual se encontra o nosso mundo; tendo diante de nossos olhos o aumento da iniquidade, o avanço do mal, a destruição dos valores, a perda da Fé e o esfriamento da caridade, somos impelidos a perguntar: até quando isso continuará? O que podemos fazer para que tudo isso mude, para que o mal seja superado e o amor volte a prevalecer? O que fazer para que Jesus seja mais conhecido, amado e adorado por todos?

Na verdade Deus já nos deu a resposta! Em meio a esta batalha espiritual o Senhor mesmo estabeleceu sua estratégia para esmagar a cabeça do inimigo, neutralizar a ação do mal e estender seu reinado nos corações. Ele nos deu uma Mãe! O próprio Jesus consagrou a Igreja aos cuidados de sua Mãe Santíssima “Eis aí tua mãe’’(Jo 25,19), colocando-nos sob sua autoridade, fazendo de nós seus filhos na ordem da graça, entendendo sua maternidade espiritual sobre todos os corações para que ela nos ensinasse a amar a Deus em verdade, levando-nos a fazer tudo quanto Jesus mandou.

Em Fátima (1917) a Santíssima Virgem nos recordou a vontade de Deus e sua estratégia para vencer o inimigo em meio a esta guerra espiritual. Ela nos disse: “Meu filho quer estabelecer ao mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. Eis o remédio para os nossos tempos! Uma verdadeira devoção à Santíssima Virgem. Uma devoção que nos coloque em seu colo, ou melhor, na Escola de seu Imaculado Coração, onde devemos aprender o verdadeiro amor de Deus, tornando-nos cristãos autênticos, santos, a altura dos tempos difíceis em que vivemos.

O mundo precisa de santos… E Deus determinou que estes fossem formados na escola do Imaculado Coração de sua Mãe Santíssima.

A Total Consagração é um meio privilegiado para se entrar no coração da Santíssima Virgem, pois por este meio, nós aceitamos livremente a maternidade espiritual de Nossa Senhora sobre nós, assumindo a condição de filhos como Jesus determinou. Se os cristãos conhecessem e vivessem a Total Consagração a Santíssima Virgem, aprenderiam com a Mãe do Céu a amar a Deus e ao próximo como Jesus ensinou.

Nos corações de Jesus e Maria,
Pe. Rodrigo Maria

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Santo Estanislau Kostka


"Santo Estanislau Kostka provou para os jovens de todos os tempos que um homem vale na medida em que corresponde generosamente ao chamado de Deus e deseja as coisas do Alto." - Carmela Werner Ferreira
13 de Novembro - Festa de Santo Estanislau Kostka.



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Consequência nefasta do Pecado



"Os homens, com as suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes que se comem uns aos outros!»

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Entrevista sobre Música - Podemos escutar todos os tipos de música?

Muitos são os que iniciarão o período de preparação para a Consagração total à Santíssima Virgem Nossa Senhora, ou para a sua renovação, como sói acontecer a cada ano. Este vídeo, cujo tema é a música e sua influência em nossa vida espiritual, poderá ser uma belíssima e utilíssima contribuição para ajudar-nos no processo de purificação do espírito do mundo, bem para um mais efetivo incremento de nossa vida espiritual.


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A devoção mariana de São Luís Orione


A presença de Nossa Senhora, a Santa Madonna, como Dom Orione carinhosamente a chamava, iluminou suas horas de alegria, foi um bálsamo e conforto para as feridas do seu coração e de seu contexto. Ele consagrou toda a sua vida a difundir a devoção a ela, introduzindo suavemente o amor a Maria em seu coração e nos corações daqueles que dele se aproximavam. Recomendava aos jovens que rezassem pelo menos uma Ave-Maria, ao iniciar qualquer atividade mais importante, de manhã ao acordar e de noite ao se deitar, e, sobretudo, quando fossem se confessar. Quando alguém vinha falar com ele, contando alguma situação difícil e aparentemente sem saída, ele atalhava logo com a frase: “ajoelhe-se, vamos rezar uma Ave-Maria e Você vai ver como tudo vai se resolver bem depressa”. E fosse quem fosse conquistado pela força serena do coração de Dom Orione, rezava junto com ele a Ave-Maria, e a tempestade passava.

Dom Orione costumava dizer que um pouco de devoção a Nossa Senhora sempre existe, mesmo nos corações afastados de Deus. E apontava o poeta Carducci, conhecido por todos como ímpio e sem fé e que publicou blasfêmias e escritos vulgares contra Deus e a Igreja, mas que teve para com Nossa Senhora sentimentos e expressões de delicada poesia.

Por isso, com toda tranqüilidade, convidava as pessoas a invocarem Nossa Senhora, mesmo em ambientes nada devotos, onde se reunissem pessoas de condições variadas e personagens das mais diferentes qualificações. Foi assim, em Novi, na sala de reuniões da administração municipal, onde se encontravam altos funcionários e Dom Orione, para a assinatura do contrato de aluguel do colégio San Giorgio. Era um momento solene, recorda o Pe. Piccinini, Dom Orione se levantou, preparava-se para pôr sua assinatura, mas dirigiu-se antes às autoridades presentes, dizendo: “Sou um pobre padre, um trapo nas mãos de Deus, incapaz de fazer coisa alguma, sem a ajuda de Deus. Permiti que eu invocasse a ajuda de Nossa Senhora das Dores, a Padroeira da vossa cidade, antes de assinar este termo de compromisso; os vossos antecessores puseram as chaves de prata da vossa cidade nas mãos dela”. E, dizendo isso, começou a Ave-Maria; todos, contagiados pela devoção de Dom Orione, se levantaram e acompanharam a reza. Só então Dom Orione acrescentou: “Agora, sim!” E assinou tranquilamente o compromisso de pagamento.

Várias imagens de Nossa Senhora se conservam nas casas da Congregação e recordam momentos difíceis de nossa caminhada. Uma delas é a pequena imagem da Imaculada Conceição, aquela em cujas mãos Dom Orione colocou as chaves do primeiro Oratório, fechado por ordens superiores. Outra é a imagem de madeira, representando Nossa Senhora da Divina Providência, famosa por ter sido salva das chamas de um incêndio, pelo próprio Dom Orione, que nessa ocasião, sofreu queimaduras nos braços.

Não será possível recordar todas as muitas manifestações de piedade mariana do Fundador. Dom Orione foi um promotor de romarias a muitos santuários marianos, especialmente ao santuário de Nossa Senhora da Guarda no Monte Ficogna, em Genova, aos santuários de Caravaggio, de Loreto, de Genazano, de Nossa Senhora Auxiliadora em Turim e de Nossa Senhora do Rosário em Pompéia.

Sobre Nossa Senhora ele falava sempre em suas pregações e o seu conselho mais repetido era: “Ave, Maria e avante!”

Com o passar dos anos sua devoção se tornou mais rica de conteúdos e de iniciativas, sem perder nada da simplicidade e fragrância primitiva.

Desde os tempos da infância e de quando era ainda seminarista, ele costumava levar os meninos e alunos ao Monte Spineto, onde havia um santuário dedicado a Nossa Senhora. Cada passo da subida exprimia a ascensão de seu espírito em direção às alturas da fé, tanto quando acompanhava multidões no meio de cânticos, tochas e velas, como quando subia sozinho, recolhido em piedoso silêncio, recordando as estações da Via Sacra.

Mais tarde, depois de ordenado padre, por ocasião de peregrinações tradicionais, a presença de Dom Orione era certeza de grande participação popular e de explosões de fervor. Ele sabia incentivar os sentimentos até o entusiasmo e sabia provocar os espaços de silêncio, de meditação e de recolhimento interior.

E quando todos tivessem chegado ao santuário, Dom Orione organizava os atos de devoção e, muito especialmente cuidava de predispor os fiéis à participação nos sacramentos da confissão e da comunhão.

Nos anos tristes da primeira guerra mundial Dom Orione passou a cuidar das celebrações dos domingos e dias de novena e na capelinha do bairro de São Bernardino na periferia de Tortona. La quase sozinho, ou acompanhado de um único coroinha; seus clérigos, quase todos, tinham sido convocados pelo exército. Tocava os sinos e apareciam algumas poucas mulheres, na maioria, lavadeiras; chegavam também crianças. Rezavam o terço, havia pregação e, conforme o dia, algum tipo de celebração. O ambiente de periferia era pesado; havia anarquistas, socialistas exaltados, anticlericais e Dom Orione não deixou de enfrentar provocações e de receber injúrias e algumas pedradas.

Ele, no entanto, perseverou. Havia acendido ali, com a ajuda de Nossa Senhora, uma pequena luz e esperava vê-la crescer, quem sabe, até se tornar um grande farol de fé e de devoção mariana.

Entretanto, convidava aquele pequeno grupo de mulheres e crianças a rezar pelos parentes nas frontes de batalha e, sobretudo, pela paz.

No dia 29 de agosto de 1918 Dom Orione, acompanhando o grupo dos seus fiéis daquela capelinha, colocou diante do altar um quadro com os nomes dos combatentes de São Bernardino, rezaram pela paz e, em nome do povo do bairro, fizeram um voto de erigir ali um grande e belo santuário em honra de Nossa Senhora da Guarda, pedindo que a guerra terminasse quanto antes.

Um ano depois, a guerra já terminara e organizaram a primeira procissão de Nossa Senhora da Guarda. O número de devotos na procissão foi grande e, a capelinha não bastava mais para tantos fiéis que vinham às celebrações.

E, 1926, o Cardeal Carlos Perosi veio a São Bernardino benzer a primeira pedra do santuário a ser ali erigido. Iniciou-se a construção e o santuário com suas doze colunas de mármore foi-se erguendo majestoso.

Comemorando o XV aniversário do Concílio de Éfeso, no dia 29 de agosto de 1931, o santuário de Nossa Senhora da Guarda foi abençoado pelo Bispo de Tortona, Dom Grassi. Dom Orione, quis honrar a data com o lançamento da Revista bimestral Mater Dei, rica de ilustrações e artigos de grandes Teólogos, que teve ampla difusão em toda a Itália.

Dom Orione, lançava seguidamente iniciativas que polarizavam os devotos em torno do santuário de Nossa Senhora. A mais famosa foi a Campanha das panelas velhas, que se desenvolveu em Tortona e em muitas cidades da região; amontoaram-se as velhas panelas de cobre, com a promessa de fazer com todas as toneladas daquele cobre a grande imagem de Nossa Senhora que, no alto da torre ainda a ser construída, haveria de triunfar diante de todos os olhos da população local e dos milhares de passantes diários a viajarem pela Via Emília entre Genova e Milão e cidades intermediárias. A estátua colossal, com 14 metros de altura, somente em 1958, dezoito anos depois da morte de Dom Orione, pôde ser colocada no alto da torre, abençoada pelo Cardeal Siri e na presença do Cardeal Ângelo Roncalli, que dois meses depois se tornou o Papa João XXIII.

Outra iniciativa de Dom Orione, daqueles dias, foi a realização do Presépio vivo, que tomou conta da cidade e atraiu toda a população da cidade e das regiões vizinhas.

O Santuário de Nossa Senhora da Guarda de Tortona tornou-se um centro dinâmico e um propulsor da devoção a Nossa Senhora. Cuja festa é celebrada no dia 29 de agosto, e especialmente a gloriosa procissão mariana, tornou-se uma atração para muitos devotos de Nossa Senhora na Itália e para orionitas de todo o mundo.


Pe. Renato Scano - fdp
cl. Osvaldir Ribeiro Mendes - fdp

Fonte: Site dos Orionitas
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...