Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens
sábado, 4 de março de 2017
quarta-feira, 1 de março de 2017
[Sermão] Quarta-Feira de Cinzas: A morte e quais e como devem ser nossas práticas quaresmais - Padre Daniel Pinheiro, IBP
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
Estamos hoje na quarta-feira de cinzas, primeiro dia da Quaresma. Dia de jejum e abstinência. Abstinência é não comer carne, obrigando todos os fiéis católicos, a partir dos 14 anos. Jejum é fazer uma refeição normal, em geral o almoço, e duas colações, uma de manhã e uma de tarde, que, juntas, não cheguem a uma refeição normal. E não se deve comer nada entre as refeições. Todos os católicos entre dezoito e sessenta anos estão obrigados ao jejum, a não ser por motivo de saúde, ou por trabalho mais duro, ou uma mulher pela gravidez, por exemplo.
Recomendo muito, prezados católicos, que escolham um bom livro para acompanhá-los durante a quaresma. O livro de Santo Afonso sobre a Paixão, por exemplo, ou as meditações diárias do mesmo santo, a Prática do Amor a Jesus Cristo ainda de Santo Afonso; Filotéia de São Francisco de Sales, ou o Combate Espiritual, do Padre Scupoli, os Exercícios de Perfeição Cristã do Padre Rodrigues, ou uma boa Vida de Cristo. Algo que possa elevar a alma nesse tempo santo.
“Memento, homo, quia pulvis est et in pulverem reverteris.” Lembra-te, ó homem, que és pó e que ao pó retornarás.”
É com essa frase que a Igreja quer que nossa fronte seja marcada pelas cinzas. Lembra-te, ó homem, que és pó e que ao pó retornarás. A Igreja, nesse início de Quaresma, coloca diante do homem a sua mortalidade. Ela nos lembra que a morte vem para todos, indistintamente. Essa é a grande certeza de todos os homens: a morte, morreremos um dia. Todavia, a morte certa tem também uma incerteza: não sabemos nem o dia nem a hora. Portanto, caros, católicos, sabemos que iremos morrer, mas não sabemos quando. A grande ilusão é crer que temos ainda muito tempo para nos arrepender, para chorar pelos nossos pecados, para avançar na virtude, para nos converter. Como nos lembra o Livro de Esther em uma das Antífonas de hoje: emendemo-nos para melhor, para que não suceda que, surpreendidos pela morte, procuremos espaço para fazer penitência e não o encontremos. É aqui e agora que devemos nos converter.
O tempo da Quaresma é um tempo de grandes graças, se procuramos vivê-lo bem, isto é, se procuramos realmente nos converter a Deus, para amá-lo e servi-lo como nosso infinito bem que é. Não podemos desperdiçar esse tempo de graça. É preciso aproveitá-lo, para que não suceda que, surpreendidos pela morte, procuremos espaço para nos converter e não o encontremos.
Na Quaresma, prezados católicos, nossas práticas devem ter dois aspectos. Um deles se refere, digamos, ao passado: nossas práticas quaresmais devem ter como finalidade a expiação, a penitência, pelos nossos pecados cometidos. O outro aspecto diz respeito ao presente: nossas práticas quaresmais devem ter como finalidade nosso avanço na virtude, no amor a Deus, no abandono de nossos pecados presentes. A Quaresma é tempo de grandes graças para obter a misericórdia divina, para abandonar o velho homem, para abandonar o nosso pecado habitual, dominante. Assim, prezados católicos, nossas práticas não devem ser simplesmente práticas mais ou menos austeras, mas devem ter por finalidade o pedir perdão a Deus e o avanço no caminho do amor a Deus. Como nos diz o Profeta Joel: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas e com gemidos. É preciso nos converter a Deus de todo o coração, orientando-nos para Ele, inteiramente, colocando-o como o fim de nossas vidas. É preciso nos converter a Deus com jejuns, reparando pelos nossos pecados. É preciso nos converter a Deus com lágrimas e gemidos, isto é, com verdadeiro arrependimento por tê-los cometidos e com o firme propósito de não mais pecar. O tempo da quaresma é um tempo de graça. É tempo de uma boa confissão, sincera, humilde, integral.
Nossas práticas quaresmais, caros católicos, devem ser feitas com humildade. Devemos ter plena consciência de que não são nada diante de Deus e diante do que Lhe é devido, por mais que essas práticas pareçam muito perfeitas. Se nas nossas devoções, se na nossa prática religiosa entra o orgulho, tudo será prejudicado. Devemos, então, ficar atentos, e fazê-las com humildade, como algo que é simplesmente devido a Deus e que é nada diante do que deveríamos fazer por Ele. A recompensa das nossas práticas quaresmais não pode ser a nossa satisfação própria ou o elogio alheio, mas deve ser a vida eterna. Nossas práticas terminarão sendo mais ou menos conhecidas pelas pessoas que nos são próximas, mas devemos sempre endireitar nossa intenção: faço isso para Deus e não para que as outras pessoas me estimem.
A quaresma é um tempo de graça. A primeira graça está nas palavras: Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris (lembra-te, ó homem, que és pó e que ao pó retornarás). Devemos guardar essas palavras durante toda a nossa vida. Somos pó, e pó é tudo que há sobre a terra. Vamos morrer, caros católicos. Não sabemos quando. É preciso estar pronto. Deus nos dá esse tempo favorável, o tempo da quaresma, tempo em que é extremamente largo em sua misericórdia. Na quaresma, Deus bate de modo particular na porta de nossa alma. A nós, cabe abrir a porta. Cabe-nos abrir a porta pela conversão a Ele, de todo o coração. Cabe-nos abrir essa porta pelas súplicas de nossas orações redobradas durante a quaresma. Cabe-nos abrir essa porta pela prática da virtude. Cabe-nos abrir essa porta pela mortificação. Tendo escolhido nossas práticas quaresmais, mantenhamo-nos firmes. Se falharmos uma vez ou outra, peçamos o auxílio da graça e retomemos nossas resoluções, sem abandoná-las. Abramos a porta ao divino Salvador. Ele não vai bater eternamente.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Missa Tridentina em Brasília
Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma - Padre Paulo Ricardo
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 6, 1-6.16-18)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa".
O tempo da Quaresma, a que hoje damos início, é um tempo de aprofundamento espiritual especialmente dedicado à nossa santificação pessoal, por meio sobretudo do jejum e de outros exercícios penitenciais, como, por exemplo, a esmola e as pequenas mortificações e renúncias, obras a que a santa mãe Igreja, não só neste período do ano litúrgico, mas a todo instante exorta seus filhos e súditos. A finalidade da Quaresma é, portanto, uma só — santificar-nos —, se bem possa ser articulada em seus dois momentos constitutivos: afastar-nos do pecado, por um lado, e aproximar-nos de Deus, por outro. Trata-se, nesse sentido, de um único movimento de conversão em cujo termo inicial somos impulsionados, de modo mais direto, pela virtude sobrenatural da penitência, pela qual, "num esforço pessoal de retificação de vida e de a viver com mais fidelidade, reparando, por qualquer privação voluntária, as negligências de outros tempos" [1], arrependemo-nos sinceramente das faltas por nós cometidas enquanto ofensas a Deus [2].
Um segundo aspecto da espiritualidade quaresmal, relacionado mais estreitamente com nossa aproximação de Deus e, de maneira geral, um pouco negligenciado pelo comum dos fiéis, é a necessidade de dedicar-se mais à oração. Por isso, um propósito que todos, bem aconselhados por nosso diretor espiritual, podemos fazer é o de comungar com frequência; se possível, todos os dias, pois é este o meio mais eficaz, observadas as prescrições da Igreja, de entrarmos em contato com Aquele que deseja, com sede de amor, unir-se a nós pela virtude teologal da fé. Com efeito, a nossa justificação, em função da qual temos de viver este tempo de Quaresma, consiste não só na infusão da graça santificante e na remissão da culpa, mas também num movimento livre de nossa vontade em direção a Deus, por atos de fé informada pela caridade, e para longe do pecado, por atos de penitência e arrependimento [3].
Peçamos, pois, à Virgem Santíssima, Mater Dolorosa, que nos acompanhe ao longo destes próximos quarenta dias de preparação para Páscoa e, por sua materna intercessão, alcance-nos de seu Filho a graça de vivermos este tempo, não como os hipócritas e vaidosos de que nos fala o Evangelho de hoje, mas como filhos pródigos e humildes, que, desejando voltar o quanto antes à casa paterna, só pensam e querem o que pode agradar e consolar o coração dAquele que nos vê e ama no segredo de nosso coração pecador.
Referências
D. Gaspar Lefebvre (org.), Missal Romano Quotidiano. Trad. port. dos monges beneditinos de Singeverga. Bruges: Biblica, 1963, p. 136.
Cf. A. Royo Marín, Espiritualidad de los Seglares. Madrid: BAC, 1967, p. 211, n. 148.
Cf. Santo Tomás de Aquino, Sum. Th. III, q. 86, a. 6, ad 1.
Fonte: padrepauloricardo.org
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Reze a "Quaresma de São Miguel Arcanjo"
Reze a "Quaresma de São Miguel Arcanjo"
de 15 de Agosto a 29 de Setembro
Consagremos a proteção de nossa vida ao Príncipe da Milícia Celeste
Conheça mais sobre a história e as orações desta devoção acessando este link: https:// padrepauloricardo.org/ episodios/a-quaresma-de-sao- miguel-e-o-auxilio-dos-anjos
Para se preparar para esta quaresma é necessário:
* Acender uma vela abençoada diante de uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo
* Oferecer uma penitência durante os 40 dias;
* Fazer o sinal da cruz;
* Rezar estas orações todos os dias:
* Oferecer uma penitência durante os 40 dias;
* Fazer o sinal da cruz;
* Rezar estas orações todos os dias:
ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
Sacratíssimo Coração de Jesus tende piedade de nós! (3x)
LADAINHA DE SÃO MIGUEL
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.
Oração: Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.
Ao final, reza-se:
Um Pai Nosso em honra de São Gabriel. - Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra de São Rafael.
Um Pai Nosso em honra de São Rafael.
Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.
V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas.
Oração: Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Consagração a São Miguel Arcanjo
Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.
sábado, 5 de abril de 2014
Oração para a Quaresma - Beato Francisco Palau
Senhor,
nesta Quaresma,
tempo de mergulhar no meu interior,
de revisão e de conversão,
ensina-me a descer sempre mais
nesta Quaresma,
tempo de mergulhar no meu interior,
de revisão e de conversão,
ensina-me a descer sempre mais
até onde Tu te encontras: o meu coração.
Como “descer” até aí?
Pelo silêncio, encontrando tempo para rezar,
pela leitura da Tua Palavra que tanto me quer dizer,
pelos Sacramentos,
especialmente a Confissão e a Santa Missa.
Pelo silêncio, encontrando tempo para rezar,
pela leitura da Tua Palavra que tanto me quer dizer,
pelos Sacramentos,
especialmente a Confissão e a Santa Missa.
Também pela aceitação das contrariedades,
o peso das circunstâncias e da monotonia da vida…
com os olhos postos em Ti.
o peso das circunstâncias e da monotonia da vida…
com os olhos postos em Ti.
Senhor, Tu que estás no meu íntimo,
ajuda-me nesta Quaresma,
a fazer uma viagem ao meu interior,
para aí me encontrar conTigo!
ajuda-me nesta Quaresma,
a fazer uma viagem ao meu interior,
para aí me encontrar conTigo!
Fonte: Senza Pagare
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2013
MENSAGEM
Crer na caridade suscita caridade
"Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele"
(1 Jo 4, 16)
Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2013
Queridos irmãos e irmãs!
A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma
preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre
o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da ação
do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos
outros.
1. A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem
individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e
a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: "Nós
conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele" (1 Jo 4, 16),
recordava que, "no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou
uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa
que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...)
Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor
já não é apenas um 'mandamento', mas é a resposta ao dom do amor com que
Deus vem ao nosso encontro" (Deus caritas est, 1). A fé constitui
aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à
revelação do amor gratuito e "apaixonado" que Deus tem por nós e que se
manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve
não só o coração, mas também o intelecto: "O reconhecimento do Deus vivo
é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une
intelecto, vontade e sentimento no ato globalizante do amor. Mas isto é
um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está
'concluído' e completado" (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os
cristãos e em particular para os "agentes da caridade", a necessidade da
fé, daquele "encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e
abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do
próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas
uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor"
(ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e,
movido por este amor - "caritas Christi urget nos" (2 Cor 5, 14) - ,
está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid.,
33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados,
perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés
dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade
ao amor de Deus.
"A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em
nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...)
A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração
trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor
divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente
um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir" (ibid., 39).
Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que
distingue os cristãos é precisamente "o amor fundado sobre a fé e por
ela plasmado" (ibid., 7).
2. A caridade como vida na fé
Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira
resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e
gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e
o "sim" da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com
o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus
não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se
limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão
profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é
Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20).
Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele,
participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa
deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele;
só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma "fé que atua pelo
amor" (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12).
A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é
"caminhar" na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o
Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15,
14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a
caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na
fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade
faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o
fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons
que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf.
Mt 25, 14-30).
3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade
À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e
menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão
intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma
"dialética". Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem
acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que
acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade
reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo
defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade,
pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é
necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista.
A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com
Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí
derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de
Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio
do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa
solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem
coexistir e integrar-se contemplação e ação, de certa forma simbolizadas
nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A
prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha
evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25
de Abril de 2012). De fato, por vezes tende-se a circunscrever a
palavra "caridade" à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é
importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é
precisamente a evangelização, ou seja, o "serviço da Palavra". Não há
ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que
repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova
do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é
a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo
de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de
Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (cf. n. 16). A
verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que
abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o
desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas
in veritate, 8).
Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito
de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o
acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contato com
o divino que é capaz de nos fazer "enamorar do Amor", para depois
habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.
A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na
Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: "É
pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é
dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós
fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática
das boas ações que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos" (2,
8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da
sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de
limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e
orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto
principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da
própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem
obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se
mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a
vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta
mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos
Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e
ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola.
4. Prioridade da fé, primazia da caridade
Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a ação do mesmo e
único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós
clama:"Abbá! – Pai!" (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: "Jesus é Senhor!"
(1 Cor 12, 3) e "Maranatha! – Vem, Senhor!" (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).
Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como
Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e
infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração
e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única
realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o
futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a
vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a
caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos
aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de
Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito
Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em
relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5).
A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois
sacramentos fundamentais da Igreja: o Batismo e a Eucaristia. O Batismo
(sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas
está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão.
De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se
for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé
("saber-se amado por Deus"), mas deve chegar à verdade da caridade
("saber amar a Deus e ao próximo"), que permanece para sempre, como
coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13).
Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos
preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o
Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós
que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para
entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que
encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus,
enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do
Senhor!
Vaticano, 15 de Outubro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)

